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Especial Festival de Teatro >>> Festival de Curitiba apresenta Commedia Dell’Arte à brasileira com espetáculos gratuitos




Grupo premiado coloca em cena três espetáculos de rua dirigidos por discípulo de Dario Fo e Carlo Boso

Ele é italiano de Padova radicado no Brasil e se inspira na comédia clássica de sua terra natal para pesquisar um teatro popular essencialmente brasileiro. Roberto Innocente já trabalhou com Dario Fo e Carlo Boso na Itália e, hoje, é o fundador e diretor artístico do grupo Arte da Comédia – que já tem dez anos de trajetória consagrados por premiações diversas. No Festival de Curitiba, a trupe de Innocente coloca nas ruas da capital paranaense três espetáculos: uma adaptação inédita de um texto de Flaminio Scala à realidade brasileira, a junção de dois textos da comédia italiana em uma mesma peça e uma dramaturgia original - um monólogo em máscara que precisa do povo para ser concluído.
Roberto veio da Itália para Curitiba em 2005 a convite do Teatro Guaíra para dirigir “La Boheme”. Formado em artes cênicas em Padova, ele é especialista em commedia dell’arte (estilo teatral surgido na Itália do século XVI e que fez sucesso pela Europa). Innocente criou o Grupo Arte da Comédia em 2006. Em sua trupe, lança mão de sua técnica para pesquisar um teatro com tipos genuinamente brasileiros. A companhia, que possui em seu repertório doze espetáculos, foi responsável pela montagem da primeira peça de commedia dell’arte do país direcionada especificamente para crianças.
Com quatro troféus Gralha Azul e diversas premiações em festivais de artes cênicas nacionais, o Arte da Comédia foi selecionado neste ano entre centenas de grupos da América Latina para representar o Brasil no Peru, na  IX Festepe Internacional – uma mostra de teatro e performance que acontece anualmente no país. “Temos o objetivo de colocar a qualidade do teatro fechado nas ruas do Brasil e de outros países por meio de um elenco com séria formação nas técnicas do teatro popular e com participação ativa nas diferentes funções necessárias para a realização de uma peça”, explica Innocente.

Além dos três espetáculos, Roberto Innocente – que também é um dos ganhadores do Concurso de Dramaturgia do Teatro de Comédia do Paraná – participará de uma mesa de debates sobre dramaturigia dentro da programação do Festival de Curitiba.

ARTE DA COMÉDIA NO FESTIVAL DE CURITIBA

A Loucura de Isabella
Concorrente ao troféu Gralha Azul de 2017, o espetáculo “A Loucura de Isabella”  é a tradução e a adaptação inédita no Brasil de um texto de Flaminio Scala (dramaturgo e diretor de uma das primeiras companhias de commedia dell’arte da Itália).  O canovaccio “A Loucura de Isabella” adapta a trama e seus tipos cômicos para a realidade brasileira.
De acordo com Roberto, a escolha do texto “A Loucura de Isabella” se deu por sua importância histórica e por vir de encontro ao momento pelo qual o Brasil passa. “Além de ser um clássico da comédia mundial datado de 1600, é uma obra que, entre outros temas, fala sobre o valor da palavra e do compromisso, algo tão difícil de encontrar nos dias de hoje, tanto entre a sociedade de forma geral, quanto entre a classe política”. 
Na adaptação do grupo Arte da Comédia, a indígena Isabella abandona seu marido, um coronel autoritário que a sequestrou antes do matrimônio, encantada pelo charme de um jovem burguês chamado Horácio, filho de um rico empreendedor. Para viver a sua paixão, Isabella não terá que lidar apenas com a fúria do Coronel, a moça ainda deve enfrentar a sedução de Flaminia, antiga namorada de Horácio, provando, dessa forma, se o compromisso do rapaz com ela é realmente verdadeiro.

No Festival de Curitiba:
·         Dia 1º de abril, sábado, às 18h, na Praça Osório
·         Dia 2 de abril, domingo, às 13h, no Memorial de Curitiba
·         Dia 3 de abril, às 15h, na Praça Santos Andrade

Direção e dramaturgia: Roberto Innocente
Figurino: Sandra Francisco Canonico
Preparação Musical: Candié Marques
Preparação Vocal e de canto: Doriane Conceição
Preparação Acrobática: Fausto Franco
Elenco: Joseane Berenda, Marcelo Jorge, Marcelo Felczak, Pedro Inoue, Wenry Bueno, Gilca Rigotti, Thyane Antunes, Anidria Zienlinski, Lucas Alexandre, Paulo Chiarentini.
Elenco de apoio: Duilio de Pol, Vanessa Vzorek, Douglas Kodi, Mateus Tropo, Douglas Borba.

Miranda, Ciranda do Amor
O espetáculo “Miranda, Ciranda do Amor” adapta dois textos clássicos da comédia italiana: “Mirandolina” (título português de “La Locandiera”) e “O servidor de dois amos” (em italiano: “Il servitore di due patroni”), as duas são obras de autoria de Carlo Goldoni, renomado dramaturgo veneziano. 
Miranda é dona de uma pousada. Arlequim trabalha para Miranda, mas é secretamente apaixonado por ela. Todos os que chegam na pousada, na verdade, se apaixonam por Miranda, que se aproveita disso para os seus negócios. Em certo dia, chegam à pousada um Doutor e um Capitão, que de igual forma logo se apaixonam. Ela quer demonstrar o poder feminino e, com a ajuda de Arlequim, coloca os dois em situação constrangedora. Mas, ao final, arrependida por ter exagerado, casa-se mesmo é com Arlequim.

No Festival de Curitiba:
·         Dia 29 de março, quarta, às 17h, na Praça Tiradentes, em frente à Catedral
·         Dia 30 de março, quinta, às 11h, na Praça Tiradentes, em frente à Catedral
·         Dia 31 de março, sexta, às 11h, no Cavalo Babão

Direção e dramaturgia: Roberto Innocente
Elenco: Anidria Zienlinski (Miranda), Douglas Borba (Doutor), Lucas Alexandre Dos Santos (Capitão), Wenry Bueno (Arlequim).
Data: Terça e Quarta, 20 e 21 de dezembro.
Hora: sempre às 18h
Local: Praça Santos Andrade
Custo: Apresentações gratuitas.
Apoio: Grupo Positivo, Barracão EnCena, UFPR (Cia de Teatro Palavração), Padaria América, Restaurante Sabor da Paixão, Academia de Esgrima Mestre Kato.

É o Povo que Sustenta o Brasil
Rosendo veio de uma pequena cidade do Ceará para ganhar a vida na região Sul do país. Agora, no entanto, o que mais ele quer é voltar para a sua querida Tauá e vai precisar da ajuda dos curitibanos para tanto. Esse cearense arretado é o protagonista do espetáculo “É o Povo que Sustenta o Brasil”, com três apresentações previstas durante o Festival de Curitiba.
            A montagem poderia ser classificada como um monólogo se não fosse pelo fato de o ator Pedro Ioune, que interpreta Rosendo, ter como parceiros de cena o próprio público. “O espetáculo se desenvolve com a participação do povo. Com ele, são discutidos temas como a condição social e a situação econômica e política do Brasil. O final ainda reserva uma surpresa. A peça só pode ser concluída com o auxílio de todo o elenco, ou seja, com a ajuda do povo”, explica o diretor artístico do grupo, Roberto Innocente.

No Festival de Curitiba:
·      Dia 29 de março, às 15h, no Calçadão da Rua XV
·      Dia 31 de março, às 9h, no Terminal de Santa Felicidade

Custo: Apresentações gratuitas.
Duração: 35 minutos Classificação: Livre
Direção e dramaturgia: Roberto Innocente
Elenco: Pedro Ioune como Rosendo e os curitibanos como o povo.
Máscaras e adereços: Roberto Innocente. Figurino e Cenário: Equipe Arte da Comédia.
Direção Musical: Paulo Chiarentini. Design gráfico: Marcelo Leonel Felczak.
Produção: Gilca Rigotti, Thyane Antunes, Douglas Kodi.
Apoio: UFPR (Cia de Teatro Palavração), Oceânica Sportswear, Smartcom – Inteligência em Comunicação.

Mesa de Dramaturgia
·         Dia 30 de março, quinta, no Colégio Estadual
·         Discussão sobre dramaturgia com participação de Roberto Innocente


Grupo Arte da Comédia – Fundado em 2006 pelo diretor artístico de origem italiana Roberto Innocente, o grupo pesquisa a comédia clássica e seus tipos universais em busca de personagens e temáticas essencialmente brasileiras. Para tanto, além de pesquisar profundamente as técnicas teatrais da Commedia Dell’Arte, tem estudado os aspectos contemporâneos de composição da sociedade brasileira, assim como suas manifestações históricas, culturais e artísticas. Seguindo esta linguagem, está em seu 13º espetáculo, já viajou por diversos locais do Brasil, foi vencedor de quatro troféus Gralha Azul, recebeu diversas premiações em festivais de artes cênicas nacionais e, este ano, por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, completa a sua primeira década de existência com a montagem inédita do clássico de Flaminio Scala, a Loucura de Isabella. 

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