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'Filmes por Rudney Flores' - Estreias e dicas da semana

Charlize Theron investe no gênero ação em Atômica
Theron vive uma espiã inglesa em Atômica, que tem ótimas e coreografadas cenas de luta.

Crédito da foto: Jonathan Prime 
(Divulgação/Focus Features LLC)


A sempre bela Charlize Theron parece ter abraçado de vez os filmes de ação. Depois de Mad Max – Estrada da Fúria e Velozes & Furiosos 8, a atriz sul-africana comanda o elenco de Atômica, uma das principais estreias da semana nos cinemas brasileiros.

O filme do diretor David Leitch (dublê de origem e que já filma o aguardado Deadpool 2) segue a cartilha de recentes e bem sucedidos filmes de ação – as séries dos personagens Bourne e John Wick –, com lutas muito bem coreografadas e fotografadas, nas quais Charlize distribui porrada para todos os lados, mas apanha muito também. Vale destacar ainda a descolada trilha sonora com alguns hits dos anos 1980, como “Blue Monday” (New Order), “Father Figure” (George Michael), “Cat People” (David Bowie), “Behind The Whell” (Depeche Mode) e “Under Pressure” (Queen/David Bowie).

Além da atriz oscarizada por Monster – Desejo Assassino (2003), o elenco reúne ótimos nomes como James McAvoy (da segunda franquia X-Men) e John Goodman (Rua Cloverfield, 10), e os sempre coadjuvantes Toby Jones (Capitão América – O Primeiro Vingador) e Eddie Marsan (Sherlock Holmes), além de Sofia Boutella (Kingsman – Serviço Secreto), que tem diversas cenas quentes de lesbian chic com Theron.

A história se passa na Berlim de 1989, nos dias que antecedem à histórica queda do muro que dividia as antigas Alemanhas Ocidental e Oriental. Charlize vive a espiã inglesa Lorraine Brougthon, que relembra em flashbacks aos seus superiores o resultado de uma ação secreta na cidade alemã envolvendo ingleses, americanos, franceses, russos e alemães.

Como convém a toda trama de espionagem, nunca se sabe bem quem são os mocinhos e bandidos, com os personagens mudando de lado rapidamente. A diversão é garantida, mas, no arco final, o filme se perde um pouco no virtuosismo das cenas e a história enfraquece com o suposto suspense de quem é o agente duplo da história (o espectador mais atento perceberá quem é), além do desfecho que exagera na americanofilia. Cotação: Bom.

Trailer de Atômica




Universo feminino

A diretora paulista Laís Bodanzky apresenta uma história extremamente feminina em Como Nossos Pais, seu quarto longa-metragem, que estreia nacionalmente neste fim de semana. O filme foi o grande vencedor do Festival de Gramado deste ano, encerrado sábado passado, levando seis troféus Kikito – melhor filme, direção, montagem, atriz para Maria Ribeiro, ator para Paulo Vilhena e atriz coadjuvante para Clarisse Abujamra.

Depois de apresentar as agruras de um jovem em hospitais psiquiátricos em Bichos de Sete Cabeças (2000), as relações de casais de diversas idades num baile em Chega de Saudade (2007) e a difícil fase da adolescência em As Melhores Coisas do Mundo (2010), Bodansky destaca a vida da personagem Rosa (Ribeiro), mulher de 38 anos que se encontra em um momento de decisão na vida. O roteiro foi escrito a quatro mãos com o marido e roteirista Luiz Bolognesi (do ótimo Bingo – O Rei das Manhãs, ainda em cartaz em Curitiba).

No início da trama, Rosa tem um segredo de sua vida contado pela mãe Clarice (Abujamra). Aliada aos problemas do casamento com o distante Dado e à responsabilidade de cuidar praticamente sozinha das filhas ao mesmo tempo em que se dedica ao trabalho, a revelação faz com a personagem passe a questionar o modo como vive, tomando diversas decisões para tentar mudar o curso das coisas.

A produção cativa, tem bom elenco, mas a trama é excessivamente centrada em Rosa – em certos momentos, com destaque também para a mãe. Dessa forma, os personagens masculinos ficam relegados a perfis quase unidimensionais – Dado é o idealista que só pensa em seu trabalho de pesquisa indígena, deixando a família em segundo plano; o pai de Rosa, Homero (uma participação mais do que especial do cantor e compositor Jorge Mautner) é um eterno adolescente que não amadurece nunca; e Pedro (Felipe Rocha), homem casado e pai das amigas de colégio das filhas de Rosa até parece ser um par ideal, mas na verdade só está atrás de mais um caso fortuito.

São personagens verossímeis, mas o drama do filme poderia render muito mais se tivessem mais nuances, principalmente o marido Dado. A história tem ainda momentos de cartilha de roteiro, com situações criadas no início para serem retomadas com soluções que demonstram as mudanças da personagem no final (fique atento às cenas com as bicicletas). Cotação: Bom.

Trailer de Como Nossos Pais




O enigmático Lynch

Um dos diretores mais cultuados do audiovisual, David Lynch ganha um documentário homenagem, produzido na Dinamarca pelos diretores Jon Nguyen e Rick Barnes. David Lynch: A Vida de um Artista, filme que estreia apenas no Espaço Itaú, narra os eventos que fizeram parte da formação do cineasta americano, desde sua criação na Filadélfia até a produção de alguns dos filmes mais enigmáticos do cinema, como Veludo Azul e Cidade dos Sonhos, além da série Twin Peaks, que revolucionou a tevê no início dos anos 1990 e que retornou à telinha neste ano.

David Lynch fala sobre a criação do seu estilo cinematográfico em documentário dinamarquês. Crédito da foto: Divulgação.



Outras estreias

Quase um gênero próprio do cinema, a reunião de personagens completamente distintos ou que se odeiam para resolver alguma trama é o mote de Dupla Explosiva, mistura de comédia e ação que estreia em diversos cinemas da capital paranaense esta semana.

Dirigido por Patrick Hughes (Os Mercenários 3), o filme é estrelado por Ryan Reynolds (Deadpool), que interpreta o guarda-costa Michael Bryce, um dos mais valorizados do mundo e sua profissão. Ele é obrigado a proteger o assassino de aluguel Darius Kincaid, vivido por Samuel L. Jackson (Pulp Fiction), com quem teve diversas disputas e não gosta nem um pouco. Completam o elenco da produção Salma Haeyk (Frida) e Gary Oldman, reprisando depois de muito tempo um papel de vilão, do qual era mestre nos anos 1990 em filmes como Um Tiro de MisericórdiaO Profissional e O Quinto Elemento.

Trailer de Dupla Explosiva


Duas produções que não têm boas referências da crítica estrangeira também estreiam esta semana em Curitiba. O desenho Emoji – O Filme traz como personagens centrais as figurinhas engraçadinhas que fazem parte do cotidiano de todas as pessoas nos bate-papos nas redes sociais, para demonstrar emoções.

Já a produção russa Os Guardiões, do diretor Sarik Andreasyan, se passa na época na Guerra Fria e apresenta um grupo secreto de heróis, uma espécie de Liga da Justiça ou Vingadores soviéticos. Denominada Patriota, a trupe é formada por pessoas modificadas geneticamente e que têm como missão proteger a Rússia de ameaças sobrenaturais.


Cinema Italiano

O Espaço Itaú destaca a partir desta quinta-feira o festival 8 ½ Festa do Cinema Italiano, com filmes recentes produzidos na Itália. Serão apresentados dois filmes por dia, todos com distribuição garantida e que deverão entrar em cartaz nos cinemas do país nos próximos meses.

A programação destaca produções como O Fantasma da Sicília, de Fabio Grassadonia e Antonio Piazza, filme de abertura da Semana da Crítica no Festival de Cannes 2017 e premiado como melhor roteiro no Festival de Sundance 2016, e Histórias de Amor Que Não Pertencem a Este Mundo, de Francesca Comencini, selecionado para o Festival de Locarno 2017. Confira a programação completa no site itaucinemas.com.br.

O evento, que tem cartaz assinado pelo cultuado desenhista Milo Manara, é organizado pela Associação Il Sorpasso em colaboração com Mottironi Editore e com o apoio institucional da Embaixada da Itália em Brasília, dos Institutos Italianos de Cultura de São Paulo e Rio de Janeiro, do Cinecittà Luce, do Ministério da Cultura Italiana (MIBACT Direzione Cinema) e do Anica. Além disso, conta ainda com a colaboração da rede de Consulados Italianos em todas as cidades que recebem o festival no Brasil.  



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