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O Piano Que Conversa no Espaço Itaú de Cinema


Chega a Curitiba o documentário musical que registra
encontros do pianista Benjamim Taubkin com músicos do Brasil, Coréia do Sul, Bolívia, Polônia, Israel e Moçambique


                                                                                                                                                                                     Créditos: Antônio Brasiliano

De Marcelo Machado, o filme foi vencedor do prêmio Petrobrás de Melhor Documentário no Festival In- Edit Brasil e teve exibição na Cinemateca Boliviana, em La Paz


“Uma jóia de sensibilidade. ”
Fernando Meirelles

Uma imersão sonora e imagética que evidencia conexões humanas por meio da música.
Essa é a premissa do documentário musical O Piano que Conversa que estará em cartaz de 21 de setembro a 04 de outubro, no Espaço Itaú de Cinema em Curitiba.No mesmo período, outras cinco capitais brasileiras (São Paulo, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre) recebem o filme.

O filme vencedor do Prêmio Petrobrás (Festival In- Edit Brasil) de melhor longa nacional, na categoria Júri Popular já foi apresentado no CineSesc São Paulo e nas salas do circuito SP Cine São Paulo e também inaugurou, no início deste mês, o Ciclo de Cinema Brasileiro na Cinemateca Boliviana, em La Paz.

Trailer
O Piano que Conversa - trailer from Marcelo Machado on Vimeo.

O documentário será exibido também na feira Womex, de 26 a 28 de outubro, na Library - novo conceito dentro da feira em que o filme fica em uma sala especial para exibição on demand https://www.womex.com/programme/films/library.
Na sequência, 06/10, será exibido no MIMO Festival Paraty, Rio de Janeiro.


Sobre o filme
Gravado no Brasil, Bolívia e Coréia do Sul, o filme do diretor Marcelo Machadoretrata encontros entre o pianista Benjamim Taubkin com mais de 20 músicos de países de quatro continentes - Brasil, Coréia do Sul, Bolívia, Polônia, Israel e Moçambique. No filme, piano e pianista dividem o papel de protagonista, em uma experiência musical sem entrevistas ou depoimentos.

O Piano que Conversa é um filme sobre encontros afetivos, sobre a relação entre músicos e instrumentos, sobre um pianista que afirma a identidade no caráter universal de sua obra. É também um filme sobre beleza sonora. Os registros das composições e arranjos surgidos nos encontros são uma experiência musical que não tem o propósito de ser uma cinebiografia do artista. Trabalhando em um universo que vai da música instrumental brasileira à música do mundo, Benjamim Taubkin tem viajado há quase 25 anos como pianista e curador. Ele expande as possibilidades do que é popular, defende o respeito às diferenças e exercita a tolerância como base em uma ação cultural que é cada vez mais, política.
O filme tem o apoio do Canal Curta! e foi realizado com recursos do Fundo Setorial Audiovisual e da ANCINE.

O filme por Marcelo Machado
“ Comecei o filme pensando em registrar a música na sua essência, o que seriapor si só um objetivo. Pensava que instrumentistas como Benjamim são os mais constantes representantes da música brasileira ao redor do mundo. Meu objetivo foi acompanhar a música sendo feita e assim comparar diferentes sonoridades e gêneros, transitando entre eles e proporcionando ao espectador elementos sobre o processo de produção musical. Pensei em usar originalmente o instrumento como um narrador, tocar no piano a trilha sonora como elemento narrativo, mas durante as gravações fui mais e mais descobrindo o potencial do instrumento como um personagem. A música aleatória, os rangidos e mesmo suas reações aos impactos pareciam mostrar que ele tem vida própria. Percebi também que apesar da sua complexidade, peso e tamanho, ele podia soar leve nas mãos do protagonista, dividindo com ele esse papel. ”

O filme por Benjamim Taubkin
“Em um tempo de massificação, pasteurização e conflito, O Piano que Conversa busca valorizar o outro, o que é diferente - seja na cultura do nosso país, seja em diálogos com artistas de todo o mundo. Quando o Marcelo me fez a proposta para realizar um filme com ele sem depoimentos, me permitiu mostrar que a música expressa inúmeras tonalidades, o que acredito, possa possibilitar no público a redescoberta de uma linguagem única, vinda do coração e do desejo de descobertas e compartilhamento. No filme, a cultura de cada um não desaparece, mas de uma forma totalmente inesperada, se funde em uma expressão que dá um sentido muito mais amplo a ideia de globalização. Ali estão demonstrados milênios de cada povo condensados na expressão musical e que nos encontros e contrastes, revelam muitas vezes matizes ainda desconhecidas para muitos de nós. Percebo uma espécie de ecologia humana e cultural que mantida e desenvolvida, garante não só a permanência desta riqueza, como também, melhor compreendidas, apresentam valores importantes adormecidos no passado. Procedimentos criativos contemporâneos e tradicionais se complementam e se enriquecem. Da mesma forma que pagamos o preço por não termos assimilado em nossas vidas e cultura cotidiana, saberes ancestrais, achatamos o mundo e empobrecemos nossa experiência ao ignorar tantas músicas produzidas em tantas épocas e regiões. Milagrosamente elas ainda estão sendo entoadas em alguma região, em geral desconhecida em seus profundos valores, por nossa cultura ocidental. ”

Músicos, grupos e locações dos encontros registrados

São Paulo, Brasil
Benjamim encontra o percussionista israelense Itamar Doari acompanhado por seu filho, o baixista João Taubkin para uma gravação em estúdio na Vila Beatriz. Recebem as participações da cantora moçambicana Lenna Bahule e da cellista polonesa Agnieszka Teodorowska. Ensaia também no estúdio que fica na casa do percussionista Guilherme Kastrup, com Petro Ito e os guitarristas do Pará, Manoel e Felipe Cordeiro. Esse grupo se apresenta no Bar do Zé Batidão, no bairro de M’Boi Mirim, local tradicionalmente usado pela Cooperifa para seus saraus de poesia.
Outro ensaio é feito com o grupo coreano Jeong Ga Ak Hoe no estúdio Sala Viva, zona oeste, para uma apresentação no Sesc Pompéia. Além dos coreanos, o violinista Ricardo Herz e o percussionista Ari Colares completam a formação do Co-Bra Project.

Bragança Paulista, interior do Estado de São Paulo, Brasil
Apresentação do grupo Clareira no Teatro Rural como parte do Festival Arte Serrinha. O grupo Clareira, do qual Benjamim Taubkin faz parte, trabalha com diferentes tradições populares como o coco, pontos de candomblé, caixeiras do Divino e outras.

La Paz, Bolívia
Com as mulheres do Comunidade Sagrada Coca se encontra para um ritual nos arredores da cidade, além de gravar com a cantora Elvira Espejo e seus irmãos no estúdio do saxofonista Álvaro Montenegro. O grupo parte das tradições andinas mas transgride hábitos arraigados, com mulheres tocando instrumentos antes reservados aos homens. Elvira além de artista e antropóloga, é memória viva das canções da etnia Aymará.

Tongyeong, Coréia do Sul
Apresentação do Co-Bra Project no festival de música contemporânea TIMF - Tongyeong International Music Festival, que acontece no Tongyeong Concert Hall ao sul da península. Na Coréia Benjamim passeia também pelos locais que lhe tem ficado familiares em suas sucessivas viagens à Seul.

Sobre Benjamim Taubkin
Como músico ou produtor participou de mais de 150 projetos no Brasil e no mundo. Desde 1997, liderou e colaborou com diferentes projetos musicais, como a Orquestra Popular de Câmara, o conjunto Moderna Tradição, o trabalho com o grupo de música tradicional Abaçaí, o quarteto de jazz Trio + 1 e o Coletivo América Contemporânea – que reúne músicos e repertórios de países da América do Sul. Entre outros projetos, Taubkin desenvolve parcerias com músicos de países, como Marrocos, África do Sul, Índia, Israel, Espanha e Colômbia. Além disso, realiza regularmente concertos em diferentes formatos, que são apresentados em festivais e centros culturais no Brasil, Canadá e Estados Unidos, e países da América Latina, Europa e Oriente Médio. O músico participou de residências artísticas no Marrocos, na Coreia e no Brasil.

Sobre Marcelo Machado
Em 1981 lançou a produtora Olhar Eletrônico, pioneira na produção em vídeo no Brasil. Em 1983 ganhou o 1º prêmio no Festival Vídeo-Brasil com Marly Normal e em 1984, melhor documentário com Do Outro Lado de Sua Casa no Fest-Rio. Em 1988 assumiu a direção de programação da TV Gazeta lançando o TV MIX e dois anos depois a direção de programação da MTV Brasil. Em 2000 dirigiu uma temporada da série Música Brasileira (Multishow). Em 2005 co-dirigiu o documentário de longa-metragem Ginga – a alma do futebol brasileiro, distribuído pela Paramount. Seguiram-se o documentário Oscar Niemeyer – O Arquiteto da Invenção (GNT); Viagem ao Anhui - China (TV Cultura); em 2011 o documentário de longa-metragem O Sarau e em 2012 o documentário musical Tropicália, premiado e distribuído internacionalmente. Mais recentemente fez direção geral da série A Verdade de Cada Um (Nat Geo), da série O Som da Orquestra (Selo SESC) e dos documentários musicais O Piano Que Conversa e Música pelos Poros, ainda inéditos.

Ficha técnica
O PIANO QUE CONVERSA (Brasil, 2017, 78 min)
Um Filme de Marcelo Machado
Com Benjamim Taubkin
Coordenação de Projeto - Giovana Amano
Produção Executiva - Ariene Ferreira
Direção de Fotografia - Fernando Fonini
Som Direto - Rafael Veríssimo
Montagem - Joaquim Castro
Mixagem das Músicas - André Magalhães
Desenho de Som - Joaquim Castro e Rafael Benvenuti
Produção Musical - Gustavo Martins
Assistente de Direção - Kika Moura
Desenho Gráfico - Julio Dui
Operador de Câmera - Marcos Guarnieri
Assistente de Montagem - Guilherme Leandro
Assistente de Edição - Felipe Cecchi
Finalização de Áudio - Input Arte Sonora
Pós-Produção de Imagem - Dot Cine  
Produção de lançamento – Fábio Dellore
Apoio - Canal Curta!, DOT, Input, A Loja de Pianos e Busca Vida.
Co-Produção - Núcleo Contemporâneo
Produção – MMTV

Serviço
O Piano que Conversa (78 min.)
De 21/09 a 27/09, às 18h
De 28/09 a 04/10 – horário a confirmar
Espaço Itaú de Cinema – Curitiba
A sala possui acessibilidade

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