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O caçador de androides 30 anos depois - Filmes, por Rudney Flores

Ryan Gosling e Harrison Ford são os astros de Blade Runner 2049.
Crédito da foto: Stephen Vaughan/Divulgação Alcon Entertainment

Em tempos de escassez de ideias originais, o cinema americano vem reciclando o que deu certo em outras épocas, muitas vezes mexendo em obras consagradas pelo público e pela crítica – como as voltas das franquias Star TrekStar Wars. O novo exemplo dessa faceta hollywoodiana é Blade Runner 2049, principal estreia nos cinemas do Brasil neste fim de semana, comandada pelo cineasta canadense Denis Villeneuve (A Chegada) e que dá sequência ao clássico da ficção científica de 1982 dirigido por Ridley Scott (que retorna agora como produtor do novo filme),

Quando lançada, a obra original não arrebatou de cara as plateias e os críticos com a história de um futuro distópico na Terra, na qual um policial caça androides que se rebelam contra seu criador, um roteiro baseado no livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick. Com o tempo, a trama com diversas questões filosóficas e uma visão de um futuro nada promissor para o planeta, aliada ao impactante visual e à trilha sonora de Vangelis, entre outras qualidades, foram conquistando a todos, tornando a produção uma das mais cultuadas do cinema – contribuiu também o corte definitivo de Ridley Scott, que limou do filme uma desnecessária narração em off do bladde runner Rick Deckard – personagem principal vivido por Harrison Ford –, imposta pelos produtores do filme, os quais não confiaram inicialmente no material que tinha em mãos.

Blade Runner 2049 se passa 30 anos depois da trama do primeiro filme. A Tyrell, companhia que fabricava os androides chamados Replicantes, faliu depois das sucessivas rebeliões e mortes causadas pelos mesmos e foi substituída pela Wallace, uma nova empresa que constrói robôs que não são violentos com os humanos, comandada pelo personagem interpretado por Jared Leto (Oscar de coadjuvante por Clube de Compras Dallas).

Para não estragar as surpresas da nova produção, é necessário adiantar apenas que o novo caçador de androides – K, vivido por Ryan Gosling (La La Land) – é ele mesmo um desses novos robôs. O policial persegue a última geração de Replicantes, que foram construídos sem prazo de validade para morrer e sobrevivem escondidos pelo planeta. Numa dessas ações, ele realiza uma descoberta que poderá abalar as estruturas da sociedade e que o leva a se envolver com Deckard, escondido há décadas.

Vale comentar especialmente sobre Harrison Ford. Nenhum outro ator de cinema tem no currículo três personagens icônicos da cultura pop – Han Solo, de Star Wars; Indiana Jones; e Deckard, de Blade Runner – e teve ainda a oportunidade de revivê-los depois de mais velho. Depois da volta de Indiana Jones no fraco O Reino da Caveira de Cristal (2008) e de Han Solo no ótimo reboot de Star Wars – Episódio VII (2015), é emocionante também vê-lo reinterpretar Deckard, parte importante da resolução da trama do novo Blade Runner.

Apesar de ser inferior ao original, Blade Runner 2049 é uma boa produção e ótima diversão para os padrões atuais do cinema. No longo filme (163 minutos), Villeneuve se apega mais ao visual, deslumbrante em muitas cenas, e apenas burila algumas questões mais filosóficas, ao contrário do filme da década de 1980, que mostrava os Replicantes buscando ampliar seu prazo de vida.

De interessante mesmo neste quesito, há a relação de K com uma imagem holográfica, vivida pela bela atriz cubana Ana de Armas (Cães de Guerra) – também se destaca no elenco a atriz Robin Wright (Forrest Gump), além da participação mais do que especial de Edward James Olmos, que também revive rapidamente seu personagem do original. No mais, há uma espécie de preparo para uma futura continuação, que dependerá dos resultado das bilheterias, que possivelmente será muito positivo, levando-se em conta a grande expectativa criada em relação ao filme. Cotação: Ótimo.

Trailer de Blade Runner 2049




Comédias e animações

A comédia nacional estreante da semana se chama Chocante, dirigida por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé. Na história, os persoangens dos atores Bruno Garcia, Bruno Mazzeo, Marcus Majella e Lucio Mauro Filho se reencontram anos após ter formado a boy band brasileira Chocante, de muito sucesso na década de 1990. Ao lado de um novo integrante ((Pedro Neschling) escolhido em um decadente reality show, eles resolvem retomar a carreira com a ajuda do empresário vivido por Tony Ramos. As situações engraçadas surgem com a preparação do grupo para a grande volta.

Trailer de Chocante




Pica-Pau: O Filme traz o conhecido personagem dos desenhos animados, principalmente pela geração criada entre os anos 1970 e 1990. A produção dirigida por Alex Zamm destaca a animação do amalucado pássaro contracenando com atores reais, entre eles a brasileira Thaila Ayala. Na história, sua personagem e o namorado pretendem construir uma casa no terreno onde está localizada a árvore em que vive o Pica-Pau, o que causará grandes confusões.
Trailer de Pica-Pau: O Filme





A animação My Little Pony: O Filme apresenta pequenos pôneis que enfrentam ameaças a seus territórios. A produção tem dublagem nacional com as vozes dos atores Sérgio Marone e Mariana Rios.


Europeus

Personagem central da Segunda Guerra Mundial, o político inglês Winston Churchill é tema de duas novas produções. A primeira, Churchill, estreia esta semana no Brasil tendo o ator Brian Cox (da franquia Bourne) no papel do líder britânico. O filme dirigido por Jonathan Teplitzky é ambientado em junho de 1944, com a preparação das forças aliadas para o Dia D (6 de junho), que mudou a história do conflito armado contra os nazistas. A segunda produção, O Destino de uma Nação, prevista para janeiro de 2018 no Brasil, tem Gary Oldman como Churchill.

Trailer de Churchill



O drama francês O Melhor Professor da Minha Vida, do diretor Olivier Ayache-Vidal, apresenta a história de François Foucault (Denis Podalydès), professor de um renomado liceu de Paris que é convidado a lecionar na periferia da cidade. Lá, ele entrará em atrito com uma turma de alunos rebeldes e indisciplinados e precisará usar toda a sua experiência para melhorar sua relação com os jovens.

O ator Denis Podalydès estrela o francês O Melhor Professor da Minha Vida.
Crédito da foto: Divulgação


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