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Do leite materno à reeducação alimentar da criança


Endocrinopediatra dá dicas e sugestões sobre alimentação infantil



Que a boa alimentação é fundamental para obtermos uma vida saudável, isso nós já sabemos. Mas e as crianças? Como convencê-las que aquele alimento é melhor que o outro. E os pais? Como saber o momento exato de introduzir tal comida no cardápio do seu filho? E o leite materno? Ele é mesmo importante para a saúde do bebê? As questões são simples, mas geram angústia para os pais. Possuir hábitos alimentares saudáveis durante a infância colabora com o desenvolvimento do indivíduo e auxilia no combate à diversas doenças.

Segundo a endocrinopediatra, Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, os pais não devem desistir de oferecer um determinado alimento para seus filhos, caso eles não aceitem em uma primeira tentativa. “Se a criança recusar o alimento, os pais devem oferecer novamente, em outras refeições. Vale lembrar, que podem ser necessárias, em média, oito a 10 exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança.”, explica a médica.

Moldar um indivíduo para que ele tenha uma vida saudável não é um papel fácil em meio a tantas comidas rápidas, rotina e tentativa de praticidade. No entanto, é extremamente necessário que o adulto saiba ponderar o que é ou não fundamental. O leite materno, por exemplo, fornece uma série de fatores de proteção contra infecções comuns na infância. Segundo a endocrinopediatra, a desnutrição no início da vida afeta não apenas o desenvolvimento cerebral, crescimento e composição corporal, mas também a programação metabólica com impacto sobre doenças crônicas do adulto.

Já entre os quatro e seis meses podem ser introduzidos alimentos pastosos no cardápio do bebê. Aos nove, ou quando aparecerem os primeiros dentinhos nos pequenos, é sinal de que comidas sólidas já podem ser ingeridas. Carne desfiada, arroz, feijão e legumes amassados, são algumas das opções. E a especialista avisa: “A criança que come desde cedo frutas, verduras e legumes variados recebe maiores quantidades de vitamina, ferro e fibras, além de adquirir hábitos alimentares saudáveis”. Vale lembrar que alimentos de origem animal, ricos em ferro, frutas e vegetais, repletos de vitamina A, são de grande importância para o desenvolvimento infantil.

Mas e se a questão é reeducar a alimentação? Segundo a médica, estima-se que o número de crianças obesas no Brasil tenha aumentado cinco vezes nos últimos 20 anos. Doenças ligadas à má alimentação também se fazem presentes. Falta de atenção na escola, ansiedade, depressão e irritabilidade são alguns exemplos. Manter uma dieta rica em frutas, legumes e vegetais auxiliam na sensação de bem-estar, além de serem extremamente saudáveis. É importante saber que as práticas da família encorajam a criança a seguir o exemplo.

Empreendedorismo - por Rodrigo Okener


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