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Liga da Justiça ajusta os rumos da Warner/DC no cinema - Filmes, por Rudney Flores


Os maiores super-heróis da DC estrelam primeiro filme em conjunto.
Crédito da foto: Divulgação Warner Bros. Pictures


Após os fracos Homem de Aço e Batman vs Superman: A Origem da Justiça e do péssimo Esquadrão Suicida, havia várias dúvidas sobre a continuação do Universo Warner/DC nos cinemas. O lançamento do ótimo Mulher-Maravilha há poucos meses reverteu expectativas negativas e chamou ainda mais a atenção para Liga da Justiça, filme que é a principal estreia da semana nos cinemas do Brasil.

E o resultado é positivo ao final do filme que reúne o time de super-heróis da Detective Comics – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, Ciborgue e Superman, que, sim, retorna após a morte em A Origem da Justiça, e isto não é spoiler, pois era mais do que aguardado, afinal nenhum grande herói morre de verdade no mundo das HQs e não seria diferente nos cinemas. Se ainda não é o grande filme com os clássicos personagens da editora norte-americana, Liga da Justiça é boa diversão que põe nos trilhos, por hora, os rumos da DC na tela grande.

Vale lembrar o desenvolvimento da Warner/DC nos cinemas, que começou com os filmes do Superman nas décadas de 1970 e 80 (os dois primeiros, de Richard Donner, são clássicos) e do Batman nos anos 1980 e 90 (os dois primeiros, de Tim Burton, são ótimos). Mas o fracasso do último filme da franquia do Homem-Morcego (dirigido por Joel Schumacher em 1997) foi tão grande que a empresa só retomou o universo DC em meados dos anos 2000 com Batman Begins (2005), de Christopher Nolan, e Superman: O Retorno (2006), de Bryan Singer. Se a produção de Singer não atingiu sucesso, Nolan veio depois com uma sequência que pode ser considerada o melhor filme de super-heróis da história, O Cavaleiro das Trevas (2008) – muito mais por causa do Coringa de Heath Ledger do que pelo sibilante e irritante Batman de Christian Bale.

O ano de 2008 marca também o início do Universo Marvel nas telas com o primeiro filme do Homem de Ferro e que segue até o momento com mais 16 produções, algumas sensacionais. Em 2012, enquanto Nolan encerrava muito mal sua trilogia do Batman com o fraco O Cavaleiro das Trevas Ressurge, a Marvel fechava sua primeira fase no cinema com o ótimo Os Vingadores. A Warner/DC decide correr atrás da concorrência com um novo reboot do Superman, iniciando seu próprio universo nas telas.

O problema estava exatamente no comando deste grande projeto: Zach Snyder, que já havia dirigido para o estúdio Watchmen: O Filme (de 2009, adaptação do grande clássico das HQs) e tentou seguir o clima sombrio dos filmes de Nolan e entregou dois filmes pesados, pretensiosos e grandiloquentes: O Homem de Aço e Batman vs SupermanEsquadrão Suicida, ao que parece, seguiria o mesmo caminho sombrio, mas as péssimas críticas a Batman vs Superman fizeram o estúdio mexer no filme na pós-produção, tornando a obra incompreensível.

Corta para Liga da Justiça. Após as criticas aos filmes anteriores, Snyder garantia que a nova produção seria mais para cima. E realmente ela é, mas talvez os créditos por isso devam ser dados a Joss Whedon, diretor dos dois filmes dos Vingadores da Marvel, e que finalizou Liga da Justiça após a saída de Snyder do comando da produção por problemas familiares. Whedon também contribuiu no roteiro e certamente conseguiu deixar o filme mais leve com algumas refilmagens e na pós-produção.

O filme dá sequência aos fatos acontecidos em Batman vs Superman, incluindo uma grande ameaça extraterrestre à Terra relacionada às caixas maternas, artefatos poderosos que têm história rapidamente explicada no filme pela Mulher-Maravilha – vivida novamente com graciosidade e competência por Gal Gadot. Batman (Ben Affleck, novamente a contento como o herói) decide reunir uma equipe para defender o planeta e convoca Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher), que já haviam aparecido rapidamente no filme anterior – o interessante é que não se perde muito tempo da trama contando as origens destes últimos, deixando a tarefa para os filmes solos dos personagens que devem ser produzidos nos próximos anos. Todos se reúnem para combater o vilão Lobo da Estepe (voz de Ciarán Hinds), que pretende reunir as caixas maternas para destruir a Terra.

O filme não chega a empolgar muito, mas há bons momentos como a abertura com “Everybody Knows”, do grande Leonard Cohen, na versão da cantora norueguesa Sigrid, além de alívios cômicos criados por Whedon (há uma referência hilária relacionando o Superman ao clássico do terror Cemitério Maldito), que se misturam às batalhas da cartilha Snyder de cenas de ação, com grandes explosões e muita câmera lenta (seria difícil e caro ajustar essa parte da produção com refilmagens). Existe também todo um esforço para passar um espírito de camaradagem na equipe formada – acompanhe uma cena divertida de um discurso do Aquaman e outra com o Flash durante os créditos.

No final, o mais importante é que a produção resgata o Universo DC nos cinemas e acaba despertando a curiosidade para os já citados projetos futuros como o filme solo do Aquaman (Momoa tem ótima presença na tela), previsto para o próximo ano, ou a sequência de Liga da Justiça, indicada por outra cena pós-créditos. Cotação: Bom.

Trailer de Liga da Justiça



Inspirados em fatos reais

A programação da capital paranaense terá a estreia nesta semana de duas produções que têm inspiração em fatos reais. A premiada Judi Dench – Oscar de melhor atriz coadjuvante por uma atuação de apenas oito minutos em Shakespeare Apaixonado (1997) – vive novamente uma soberana da Inglaterra em Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha, do respeitado diretor britânico Stephen Frears (A Rainha), que estreia em diversas salas da cidade.

A história fala relação da Rainha Vitória – a segunda mais longeva monarca britânica, cujo reinado foi de 1837 a 1901, sendo superada apenas neste ano de 2017 por Elizabeth 2ª – com o serviçal indiano Abdul (Ali Fazal). Com uma postura ousada para a época, ele quebra protocolos e chama a atenção da rainha, que o transforma em seu conselheiro. O fato desagrada a corte inglesa e Vitória é muito pressionada para não manter um humilde servo em uma posição tão privilegiada.

Trailer de Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha



Uma Razão Para Viver, em cartaz em várias salas da capital, marca a estreia do ator Andy Serkis na direção de longa-metragens. Conhecido pelas marcantes atuações baseadas na captura de movimentos – ele é o responsável pelo Gollum das franquias O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e pelo King Kong, todas produções de Peter Jackson, além do primata César da nova série Planeta dos Macacos e do líder supremo Snoke da nova trilogia Star Wars –, Serkis apresenta a história real de Robin Cavendish (Andrew Garfield, de Até o Último Homem), um aventureiro comerciante britânico que contrai poliomielite numa viagem a trabalho ao Quênia, no final dos anos 1950.

Tetraplégico, Cavendish ouve dos médicos que tem pouco tempo de vida e nunca mais sairá da cama, mas sua mulher Diana irá ajudar na sua recuperação, incentivando-o a viver mais para criar o filho. O britânico também supera os desafios com a ajuda do inventor Teddy Hall (Hugh Bonneville, da série televisiva Downton Abbey), que cria especialmente para ele uma cadeira de rodas acoplada a um respirador.

Trailer de Uma Razão para Viver



Outras estreias

O festejado diretor e artista plástico chinês Ai Weiwei apresenta Human Flow: Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir, filme que chega esta semana a Curitiba no Espaço Itaú e no Cineplex Batel depois de participar do Festival de Veneza 2017 e ser o filme de abertura da recente Mostra de Internacional de Cinema de São Paulo, no qual Weiwei foi homenageado e também o responsável pelo belíssimo cartaz do evento, com duas mãos que se cumprimentam, uma oportuna mensagem de paz, solidariedade e compreensão nos tempos estranhos e reacionários que vivemos atualmente.

No novo filme, Weiwei acompanha refugiados em diversos países, seja na Europa (França, Grécia, Alemanha, Turquia)), no Oriente Médio (Iraque), na Ásia (Afeganistão, Bangladesh), na África (Quênia) e nas Américas (México). Em todos esses locais, guerras, miséria e perseguições políticas fazem com que milhões de pessoas sejam obrigadas a fugir para encontrar um vida melhor.

Trailer de Human Flow: Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir



O filme italiano Histórias de Amor que Não Pertencem a Este Mundo, em cartaz apenas no Espaço Itaú, da diretora Francesca Comencini, destaca a história de Claudia (Lucia Mascino), em crise na vida pessoal. Para tentar solucionar seus problemas, ela decide reconquistar o ex-marido Flavio (Thomas Trabacchi), mas ele tem objetivos bem diferentes e pretende seguir em frente casando-se com uma mulher mais jovem.

Trailer de Histórias de Amor que Não Pertencem a Este Mundo


O diretor brasileiro Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo) lança o documentário On Yoga: Arquitetura da Paz, que também estreia apenas no Espaço Itaú, no qual registra a busca de uma década do fotógrafo Michael O‘Neill pelos principais gurus e mestres de yoga em atividade. O filme tem coprodução do Brasil, China, Estados Unidos e Índia.


Empreendedorismo - por Rodrigo Okener


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