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Mão de obra ocupada no Brasil teve aumento de contingente

O número de pessoas empregadas com carteira assinada teve maior variação negativa


Segundo dados da Pnad/Mensal, no período de (Jul-Ago-Set/2017) o total de pessoas aptas a trabalhar (a partir dos 14 anos) que compõe a força de trabalho nacional, sofreu um acréscimo de 2,401 milhões desse contingente se comparado ao mesmo período em do ano passado.

De acordo com o membro do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios, Jefferson Marcondes, analisando as pessoas aptas a trabalhar que estão desempregadas, verifica-se que ocorreu aumento de 939 mil pessoas em relação a 2016. “Esse aumento, em parte, é justificado justamente pelo movimento no item ¨aptos a trabalhar que estão fora da força de trabalho¨, em que houve uma redução de 178 mil pessoas”, explica. 

Segundo o professor, ao analisar o item de ¨aptos a trabalhar que estão empregadas¨, constata-se aumento de 1,63%, o que representa um crescimento de 1,462 milhão. O setor privado com carteira assinada teve a maior variação negativa, com cerca de 810 mil trabalhadores que perderam seu trabalho formal. No entanto, houve um aumento de 641 mil trabalhadores admitidos sem carteira assinada.

No setor doméstico o aumento foi de 54 mil trabalhadores. Já no setor público ocorreu apenas o acréscimo de 161 mil trabalhadores, o que reflete a estabilidade de empregabilidade do serviço público garantida por lei. Quanto ao setor empregador (dono do próprio negócio), observou-se um crescimento de 163 mil. Já o setor dos que optaram em trabalhar por conta própria teve uma redução de 1,057 milhão e o trabalho familiar auxiliar (quando o indivíduo complementa a renda familiar com uma atividade remunerada intermitente) aumentou em 198 mil pessoas. 

“Essa variação constata a degradação do mercado de trabalho brasileiro no período analisado, ocasionado pela crise econômica brasileira, onde se pode verificar que, apesar do número de pessoas empregadas ter aumentado para 91,297 milhões, houve um movimento de migração principalmente dos trabalhadores com carteira assinada, os quais buscaram, como alternativa, empreender em atividades próprias como empregador, trabalhando de maneira informal, ou buscando a estabilidade do setor público”, conclui Marcondes.


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