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Clube Curitibano é primeiro do sul do Brasil a catalogar acervo artístico, que pode ser consultado por associados, público externo e historiadores


Jaguatirica - Luar do Sertão, escultura em bronze, João Turin

O Clube Curitibano é o primeiro clube do sul do país a desenvolver um Catálogo de Obras artísticas. Para o presidente Renato Ramalho esse é um dos principais patrimônios do clube. “Agora estas obras, além de estarem catalogadas, poderão ser avaliadas, e isso é fantástico. Quem não cuida da cultura, não cuida do seu legado. Quando o Clube Curitibano foi fundado a cidade tinha 20 mil habitantes. Então, a história do clube se confunde com a de Curitiba. E é nossa obrigação preservar a nossa história cultural”, afirma o presidente.
Com um acervo artístico valioso em termos de diversidade e criatividade espalhado pelas cinco sedes, o Clube Curitibano criou  o catálogo para facilitar a pesquisa de quem tiver interesse em encontrar alguma obra específica. O material, desenvolvido durante os anos de 2015 e 2016, está disponível para consulta na biblioteca do clube e reúne 252 obras, inclusive de artistas paranaenses consagrados, como Alfredo Andersen, Arthur Nísio, Frederico Lange de Morretes, Domício Pedroso, Poty Lazzarotto e Guido Viaro, entre outros. São mais de 60 tipos de técnicas aplicadas, que passam por aquarela, óleo e pasta sobre tela, escultura, estatueta em porcelana, relevo em concreto, vinil encerado e xilogravura sobre papel japonês.
Uma versão online do catálogo também foi criada e está disponível no site www.clubecuritibano.com.br, podendo ser acessada na aba “Cultura”, depois clicando em “Obras de Arte”. Pela internet o sócio, o público externo e historiadores podem fazer buscas por títulos, artistas, técnicas aplicadas, ano de cada obra, código patrimonial ou sede em que a obra está.

 
Quadro Carnaval, Guido Viaro
O processo de elaboração e desenvolvimento do catálogo foi coordenado pela professora Gianna Roland. “Por se tratar de um vasto acervo, de enorme relevância cultural, foi necessária muita atenção às suas particularidades. Esse trabalho envolveu bastante pesquisa, como laudo técnico das obras e informações sobre os artistas. E quando falamos em documentação de obras é importante que além do levantamento direcionado à quantidade de itens, também se tenha o máximo de informações possíveis sobre cada uma das criações em acervo, para que através da produção de um arquivo/catálogo nos formatos físico e digital, seja possível ter acesso a dados que permitam pesquisa, consultas e informações históricas, obtendo resultados precisos através destas buscas”, observa.

  
 Quadro Orquídeas, Arthur Nísio
 Outra vantagem trazida pelo acervo digitalizado, na visão da professora, é que o manuseio direto das obras é evitado. “Às vezes o manuseio inadequado pode prejudicar a obra. Se o contexto for o de consultas ou pesquisas, elas poderão ser feitas digitalmente”, pondera. Com esse trabalho minucioso, ficou mais fácil preservar o patrimônio cultural do Clube Curitibano. “Agora é possível fazer as manutenções necessárias, tais como troca de molduras, restauros e higienização. Uma coleção de obras de arte, além do valor cultural, também tem seu valor monetário e com toda esta documentação as obras estão asseguradas de forma correta”, completa.

Quadro Guaratuba, Frederico Lange de Morretes

Cidade de Curitiba, relevo de Concreto, Poty Lazzarotto





Crédito: Henrique Rigo / Marcelo Kreling 

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