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"Extraordinário" fala do respeito ao diferente - Filmes, por Rudney Flores

Jacob Tremblay e Julia Roberts estrelam Extraordinário, de Stephen Chbosky.
Crédito da foto: Divulgação Lionsgate


Extraordinário fala do respeito ao diferente


Principal estreia da semana nos cinemas brasileiros, Extraordinário chega em momento oportuno de discussão sobre o respeito ao diferente. A história é centrada no menino Auggie Pullman (Jacob Tremblay, de O Quarto de Jack), que tem uma deformação facial por problemas genéticos. Aos 10 anos, ele está prestes a ir pela primeira vez à escola, depois de ser educado em casa pela mãe Isabel (a estrela Julia Roberts). A expectativa é grande por parte da família e do próprio garoto em ver como será recebido pelos demais alunos. E o que ele encontra no universo educacional é o esperado, com o estranhamento inicial, bons amigos e pequenos inimigos, situações positivas e bullying.

O interessante da produção dirigida por Stephen Chbosky (do ótimo e sensível As Vantagens de Ser Invisível) é não se fixar apenas na trajetória de Auggie, mas também em alguns personagens ao seu redor, como a irmã Via (Izabela Vidovic) e sua melhor amiga Miranda (Danielle Rose Russell), além do colega de escola Jack Will (Noah Jupe). No caso de Via, o impacto da chegada do irmão é enorme, fazendo com que tenha uma vida praticamente anulada, sem grande dedicação dos pais, totalmente focados em Auggie.

Mas quem brilha realmente na produção é pequeno Jacob Tremblay. Depois da ótima atuação em O Quarto de Jack, o garoto traz novamente leveza a um difícil personagem, passando todas as emoções mesmo com uma pesada maquiagem. Ainda é cedo para afirmar se será um grande ator no futuro, como alguns atores-mirins prodígios que conseguiram fazer muito bem a ponte para o mundo adulto, como Jodie Foster (Taxi Driver) e Christian Bale (Império do Sol), ou não conseguirá manter o ritmo esperado como Haley Joel Osment (O Sexto Sentido), mas tem talento de sobra.

Vale ressaltar ainda uma pequena participação de Sônia Braga (Aquarius) na história como a mãe de Isabel, muito apegada à neta Via. O filme dá entender que a personagem é brasileira – em certo momento do filme, Isabel diz que irá preparar uma feijoada, prato preferido do marido Nate (Owen Wilson, de Meia-Noite em Paris).

Chbosky constroi o filme para emocionar profundamente o expectador e consegue seu intento, mas pesa a mão no açucarado da história em algusn momentos e principalmente no arco final, com soluções felizes batidas e punições esperadas aos maus da trama. A produção ganharia muito se finalizasse com Auggie no acampamento com os amigos, mostrando a real superação das diferenças, o que é mais importante nos dias atuais. Cotação: Bom.

Trailer de Extraordinário:



Nacionais

Diversas produções brasileiras chegam às salas de cinema da capital nesta semana. Também tratando do diferente, Altas Expectativas, dos diretores Alvaro Campos e Pedro Antônio, apresenta a história do anão Décio (Leonardo Reis, o Gigante Léo dos vídeos do grupo Porta dos Fundos) um treinador de cavalos.

Tímido, ele se apaixona por Lena (Camila Márdila, de Que Horas Ela Volta?), jovem também retraída que herdou um negócio falido no Jockey Club do Rio de Janeiro, onde Décio trabalha. O anão enfrenta a concorrência do rico Flávio (Milhem Cortaz, de Tropa de Elite) e conta com ajuda de vários amigos para conquistar a moça. A produção estreia em diversos cinemas da cidade.

Trailer de Altas Expectativas:




Já Os Parças, que também estreia em várias salas, marca a estreia do humorista Tom Cavalcante nas telas, ao lado do sucesso da internet Whindersson Nunes. Na história, a dupla e mais alguns amigos precisam organizar uma inesquecível festa de casamento para a filha de um perigoso contrabandista paulista. O problema é que o grupo não tem nenhum dinheiro para o evento, pois foi enganado pelo trambiqueiro vivido por Oscar Magrini. A produção é dirigida pelo cearense Hader Gomes, dos inesperados sucessos Cine Holliúdy e O Shaolin do Sertão.

Trailer de Os Parças:



Selecionado para a Mostra Panorama do Festival de Berlim 2016, Antes o Tempo Não Acabava leva o tema da diversidade para o mundo indígena. Dirigido por Sergio Andrade e Fábio Baldo, o filme em cartaz no Espaço Itaú conta a história de Anderson (Anderson Tikuna), rapaz que tem raízes da etnia saterê. Ao sair da tribo, ele vai morar em Manaus, onde entram em conflito suas tradições indígenas e seus novos desejos sexuais.

Trailer de Antes o Tempo Não Acabava:


Corpo Delito, destaque do projeto Sessão Vitrine Petrobrás, entra em cartaz na Cinemateca de Curitiba, Cineplex Batel e Espaço Itaú. O documentário dirigido pelo cearense Pedro Rocha, acompanha a rotina de Ivan, preso que ganha o direito de sair da cadeia em regime semiaberto e precisa usar uma tornozeleira eletrônica. A produção retrata seu o difícil convívio com a família e as dificuldades em se ressocializar. Já o documentário Meu Corpo É Político, que estreia na Cinemateca de Curitiba, fala de diversos ativistas LGBT que moram na periferia da capital paulista. A produção dirigida por Alice Riff levanta diversas questões dos transexuais no Brasil e suas disputas políticas.


Outras estreias

Em cartaz apenas no Espaço Itaú, Em Busca de Fellini, do sul-africano Taron Lexton, apresenta a história da jovem Lucy (Ksenia Solo), moça muito apegada a mãe Claire (Maria Bello, de Marcas da Violência) e que não teve muitas oportunidades de sair de casa. Ela acaba descobrindo os filmes do mestre italiano Frederico Fellini e decidi ir à Itália para conhecer os cenários das produções do diretor, numa viagem de autodescoberta.

Trailer de Em Busca de Fellini




O cinema mais comercial tem como representante nas estreias da semana a comédia Perfeita É a Mãe 2. As amigas Amy (Mila Kunis), Kiki (Kristen Bell) e Carla (Kathryn Hahn) precisam lidar com o stress das festas de Natal a ainda enfrentar a chegada das respectivas mães, com quem têm diversas diferenças.

Trailer de Perfeita É a Mãe 2:



O espanhol Verão 1993, de Carla Simón, também programado apenas para o Espaço Itaú, fala da menina Frida (Laia Artigas), que perdeu os pais e é obrigada a morar com os tios, em outra cidade. O argentino Ninguém Está Olhando, da diretora Julia Solomonoff, destaca a história de um ator Nico (Guillermo Pfening), que termina de forma abrupta o romance com o namorado e decide recomeçar a carreira do zero em Nova York. A produção estreia no Cine Guarani.


A bela Deneuve

O clássico A Bela da Tarde (1967), de Luis Buñuel, comemora 50 anos de lançamento com uma cópia restaurada que entra na programação do Espaço Itaú neste fim de semana. Na história, Catherine Deneuve vive a bela, rica e infeliz Séverine, que decide realizar fantasias eróticas como prostituta de um bordel durante o dia, retornando para a vida monótona com o marido médico (Jean Sorel) à noite.

Catherine Deneuve vive uma prostituta no clássico A Bela da Tarde, de Luis Buñuel.
Crédito da foto: Divulgação


Empreendedorismo - por Rodrigo Okener

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