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The Post destaca mais uma grande atuação de Meryl Streep, Filmes, por Rudney Flores


Tom Hanks e Meryl Streep estrelam o novo filme do diretor Steven Spielberg.
Crédito da foto: Divulgação


Nos tempos atuais de fake news e de notícias que são lidas superficialmente por um público que presta mais atenção às redes sociais, pode ser estranho lembrar que houve um tempo em que jornalistas eram considerados heróis, ajudavam a mudar o mundo. Não que alguns ainda não o sejam, mas o protagonismo da profissão é cada vez menor hoje em dia, quando redações diminuem de tamanho e jornais tradicionais fecham suas edições impressas e focam mais em sensacionalismo atrás de cliques e views do que em notícias realmente importantes em suas edições digitais.

A antiga forma de se fazer Jornalismo é destacada em The Post – A Guerra Secreta, novo filme do premiado diretor Steven Spielberg (A Lista de Schindler), principal estreia da semana nos cinemas brasileiros. A produção é estrelada por dois dos principais atores do cinema mundial – Meryl Street e Tom Hanks – e recebeu duas indicações ao Oscar 2018: melhor filme e melhor atriz para Meryl, sua merecida 21ª (!!!) indicação à cobiçada estatueta dourada.

O roteiro de Josh Singer (Oscar pelo roteiro de Spotlight – Segredos Revelados, também sobre Jornalismo) e Liz Hannah apresenta uma história real passada em 1971, a batalha do jornal The Washington Post pela publicação de documentos secretos do Pentágono sobre a Guerra do Vietnã, que mostravam que diversas gestões do governo americano – de Dwight Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, que estava no poder na época – escondiam deliberadamente informações importantes da população do país.

Os papeis inicialmente foram publicados pelo jornal The New York Times, mas o governo Nixon jogou pesado para impedir a continuação das matérias, alegando que a divulgação colocava em perigo as tropas americanas que ainda combatiam no sudeste asiático. A questão foi parar no Supremo Tribunal americano, ao mesmo tempo em que o Post também recebia os documentos. O jornal da capital norte-americana passava por um momento de capitalização, recebendo novos investidores, que poderiam recuar caso o jornal se envolvesse em uma questão complicada contra o governo dos EUA.

Cabia à dona da empresa, Kat Graham (Streep) a decisão sobre ir em frente ou não com as matérias. De um lado, o editor-chefe Ben Bradlee (Hanks) pressionava pela publicação, invocando o papel do jornalismo sério e investigativo acima de tudo, da luta pelos direitos civis (algo de muito valor para os americanos), de não omitir nenhuma informação importante do público; do outro, os diretores indicavam a não publicação, para não afugentar os novos sócios.

Esta eletrizante trama talvez não cause muita emoção e pode até parecer lenta em enfadonha em alguns momentos para quem nunca teve a chance de acompanhar o trabalho de uma antiga redação de um grande jornal. Mas para quem já esteve lá, ela mostra o quão pode ser emocionante a profissão de informar o público, buscar os fatos e a verdade.

Muitos podem pensar que é esta é uma história apenas americana, mas na época, aqui no Brasil, a imprensa também lutava, a seu modo, contra um governo militar ditatorial, tentando enganar censores e publicar o máximo possível de informações ao público, vendo muito do seus profissionais pagar um alto preço por isso, como Vladimir Herzog. Vivíamos um período nefasto, que alguns hoje parecem esquecer ou pior, glorificar, até quem não tem idade para lembrar – estes não devem ignorar a história e poderiam se informar melhor.

Voltando ao filme, Hanks tem uma boa e correta atuação como Brandlee, mas o que falar de Meryl Streep? Mostrando mais uma vez sua versatilidade, a maior atriz americana dá novo show de interpretação como a frágil e hesitante comandante do Post – o oposto, por exemplo, da poderosa e impiedosa editora Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada, um dos personagens mais marcantes de sua carreira, que também lhe rendeu uma indicação ao Oscar.

Kat Graham é uma mulher que sempre viveu à margem dos homens de sua família (o pai e o marido, o qual se matou e a levou à presidência da empresa), que não é respeitada pelos próprios diretores, mas que vai evoluindo até tomar a decisão mais importante de sua vida e da empresa. No final, Spielberg nos lembra ainda que depois haveria o escândalo do Caso Watergate (1973), que talvez não viesse a público se a batalha contada em The Post não tivesse acontecido. Cotação: Ótimo.

Trailer de The Post – A Guerra Secreta:




Diferentes épocas

Diretor de ótimos filmes como Longe do Paraíso (2002), que evoca produções da década de 1950, e Não Estou Lá (2007), uma inventiva cinebiografia do músico Bob Dylan, Tood Haynes volta-se para uma temática mais infanto-juvenil em Sem Fôlego, produção que estreia em Curitiba apenas no Espaço Itaú e no UCI Estação.

O roteiro de Brian Selznick (A Invenção de Hugo Cabret), baseado em seu próprio livro homônimo (Wonderstruck no original), traz a história de duas crianças surdas, que vivem em épocas diferentes. A menina Rose (Milicent Simonds) mora na Nova York de 1927, apresentada em cenas em preto e branco. Ela foge de casa para encontrar a mãe, uma consagrada atriz (Julianne Moore, em nova parceria com Haynes após Longe do Paraíso). Cinquenta anos depois, o garoto Ben (Oakes Fegley) também viaja para a Big Apple, representada em cores, para descobrir quem é seu verdadeiro pai. O que une os dois personagens é um livro que os leva ao Museu de História Natural.

Trailer de Sem Fôlego:



Já a história de Lou, da diretora alemã Cordula Kablitz-Post, se passa no final do século 19 e destaca a vida da escritora e psicanalista Lou Andreas-Salomé (Katharina Lorenz) e seus complicados relacionamentos com o filósofo Friedrich Nietzsche, com o pai da psicanálise Sigmund Freud e com o poeta Rainer Maria Rilke. Nascida em São Petersburgo, na Rússia, em 1861, Lou foi pioneira em escritos sobre a sexualidade e o feminismo. A produção estreia apenas no Espaço Itaú.

Trailer de Lou:



Outras estreias

A franquia Maze Runner apresenta seu episódio final em A Cura Mortal, que estreia em diversas salas da capital paranaense. No filme dirigido mais uma vez por Wes Ball, o protagonista Thomas (Dylan O'Brien) e seu grupo enfrentam novamente a organização CRUEL para tentar achar a cura para o vírus fulgor.

Trailer de Maze Runner: A Cura Mortal



A produção infantil alemã Encolhi a Professora chega a Curitiba apenas em cópias dubladas, em cartaz no UCI Estação e no Cinemark Barigui. Na trama, o menino Fred (Oskar Keymer) chega para o primeiro dia em sua nova escola, comandada pela tirana diretora Schmitt-Gössenwei (Anja Kling). Após discutir com ela, Fred deseja que ela seja encolhida, o que é prontamente atendido pelas forças estranhas presentes na escola. Mas o local de ensino sofre a ameaça de fechamento e o garoto precisa fazer com que a diretora cresça novamente para salvar o lugar.

Trailer de Encolhi a Professora:



O personagem Peixonauta, da série de animação brasileira homônima do canal pago Discovery Kids, ganha seu primeiro longa-metragem em Peixonauta – O Filme. No desenho dirigido pelos criadores Kiko Mistrorigo e Célia Catunda, Peixonauta, com a ajuda de Marina e Zico, deve descobrir o que aconteceu ao Doutor Jardim, que sumiu na cidade grande, assim como toda sua população. O desenho estreia nos UCI Estação e Palladium e no Cinemark Barigui.

Trailer de Peixonauta – O Filme:



Instagram @curitibaemdestaque


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