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Como abandonar o sedentarismo - Alto consumo de calorias e baixo gasto calórico são péssimas influências para o peso



 Quando o assunto é a prática de atividade física, boa parte das pessoas se esquiva da questão alegando que a falta de tempo é a maior responsável. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para várias doenças.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 70% da população mundial é sedentária e pode desenvolver obesidade, doenças cardíacas e diabetes. Uma pesquisa realizada pela revista médica Lancet, mostra que um terço dos adultos não tem praticado atividades físicas e que o sedentarismo é corresponsável pela morte de 5,3 milhões de pessoas, por ano, em todo o mundo.

É recomendável, pelo menos, 30 minutos de atividade moderada, de forma contínua ou acumulada, cinco vezes na semana. Desta forma, os riscos de infarto diminuem em 84% e os de câncer em 36%, além de reduzir os casos de diabetes e hipertensão.

Segundo o Ministério da Saúde, quase metade da população brasileira (48,5%) está acima do peso. E o problema maior está entre os homens (52,6%), que pesam mais do que o considerado ideal. A diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli, explica quais os fatores que podem levar à taxas tão altas de obesidade no país.

A endocrinologista comenta que há duas principais causas para o problema: má alimentação e pouco gasto de energia. “Hoje tudo é feito pensando no conforto e isso engloba realizar atividades com o menor esforço possível. O resultado é o ganho de peso, pois nosso organismo não despreza os excessos de energia. É uma questão de matemática: Se comemos mais calorias do que gastamos no dia, o corpo guarda o excedente em forma de gordura”, destaca.

Pessoas que estão acima do peso podem classificar o grau de obesidade, e portanto de preocupação, numa visita ao médico. O profissional analisa o IMC (Índice de Massa Corporal) e a circunferência abdominal. Confirmado e classificando o problema, o primeiro passo é entender os riscos e decidir mudar. Assim, passamos a nos perceber e a zelar pelos bons hábitos de vida, orienta a médica. “O metabolismo é diferente em cada pessoa, por isso, dieta e atividade física devem ser personalizadas e não dietas e atividades “da moda”. A pressa e a ansiedade por resultados também devem ser evitadas, pois, assim, as mudanças serão gradativas e com mais chance de se tornarem permanentes”.

Mas afinal, o que fazer para fugir do sedentarismo? Encontrar a atividade “perfeita” para você é difícil, mas é possível. Movimentar-se é indispensável para manter a saúde. Mesmo quem não dispõe de muito tempo precisa se esforçar e encontrar atividades que possam ser encaixadas na rotina. E se for possível, que auxiliem na redução do estresse e propiciem bem estar físico e mental.

Procurar a ajuda de um profissional especializado pode ajudar muito na busca da melhor atividade para o seu perfil e portanto, pode ser o primeiro passo para se livrar da vida sedentária. Endocrinologistas, cardiologistas, nutricionistas e profissionais de educação física, juntos, podem contribuir com ideias e incentivo. “O profissional de educação física pode dizer qual a atividade mais adequada para o caso, iniciando com práticas de intensidade leve a moderada. Já o nutricionista irá orientar uma alimentação saudável, adequada as necessidades calóricas e nutricionais. Os médicos poderão avaliar o grau de obesidade e a aptidão física, e auxiliar na escolha do tratamento que vai desde a reeducação alimentar associada à pratica de atividade física, até o uso de medicamentos ou cirurgias para o controle do peso e das doenças associadas. O atendimento multidisciplinar é muito vantajoso para o combate a obesidade”, explica.

É muito comum as pessoas iniciarem uma prática esportiva e não conseguirem manter por muito tempo. Por isso, a escolha deve ser individualizada e respeitar as preferências e aptidões de cada um. Quem gosta de jogar vôlei ou futebol, por exemplo, pode incluir o esporte na atividade. “É possível também procurar um personal na academia que ajude a simular as atividades que gosta nos aparelhos. Ou ainda, realizar atividades funcionais, que sejam semelhantes às do dia a dia. Quem gosta de determinado esporte e não pode praticá-lo, existe a possibilidade de montar uma grade de exercícios simulando-o. Associar a atividade física ao lazer e também à exposição ao Sol pode multiplicar os benefícios! Pense nisso!”, finaliza.


Empreendedorismo - por Rodrigo Okener

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