Destaques

ads slot

Tosse persistente necessita de atenção médica

Pneumologista do Hospital IPO explica que a apresentação deste sintoma por três semanas deve ter suas causas investigadas


A tosse é o sintoma mais frequente que leva o paciente a procurar atendimento médico. Mas quando devemos nos preocupar com esta reação natural do nosso organismo? Clinicamente, a tosse precisa ser avaliada por um médico quando persiste por mais de três semanas.
A pneumologista do Centro de Referência em Tosse, do Hospital IPO, Josiane Marchioro explica que a tosse é um reflexo natural de defesa do nosso aparelho respiratório e que tem a função de expulsar qualquer corpo estranho, para proteger os pulmões. “A tosse faz com que o muco que recobre o aparelho respiratório carregue as bactérias e partículas de poeira, que ficam presas nele, em direção à boca e ao nariz, impedindo que estas partículas nocivas cheguem aos pulmões”, ensina.
“A tosse é um sintoma muito comum e, geralmente, é consequência de infecções virais ou bacterianas autolimitadas como: resfriado, sinusite, faringite. No entanto, algumas doenças crônicas também podem se manifestar como tosse como: refluxo, rinite alérgica, asma e até doenças mais graves como o cancer de pulmão, insuficiência cardíaca, tuberculose”, explica a médica.
Três estágios
A tosse é dividida em três tipos, de acordo com o tempo de duração. Segundo Josiane, a tosse aguda é quando a pessoa apresenta o sintoma por até três semanas. Esses casos geralmente são causados por infecções de vias aéreas -- como resfriados, gripes, faringites e laringites. Segundo a médica, nesses casos, a tosse costuma se resolver sozinha, sem o uso de medicações, pois é decorrente de uma doença é autolimitada.
A tosse subaguda tem duração de três a oito semanas e, acima de oito semanas, a tosse chama-se crônica, e pode ser o sintoma inicial de uma doença crônica ainda não diagnosticada como, por exemplo: rinite alérgica, refluxo gastroesofágico, asma, bronquite, câncer, etc. “Por essa razão, quando a tosse persiste por mais de três semanas (tornando-se subaguda ou crônica), esta deve ser investigada mais profundamente, para descobrir a sua causa e não apenas tratar o sintoma”, explica.


Instagram @curitibaemdestaque


Curitiba em Destaque

Colunistas

Menu