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Como conquistar seu primeiro milhão, por Renan Okener

Muitas pessoas tem como sonho ser rico ou ter uma estabilidade financeira, que não precise nunca mais trabalhar. E sim, parece ser um  sonho distante para muitos, 
Não existe fórmula mágica, mas para quem tem conhecimento para guardar mensalmente uma valor “X”, a meta é alcançável, desde que se tenha estratégia e disciplina.

Investir periodicamente com disciplina dilui os riscos do tempo e facilita para o investidor atingir a rentabilidade média desejada. É possível conseguir ter seu primeiro milhão entre 15 aos 30 anos, isso dependerá da capacidade de cada pessoa conseguir juntar uma quantidade por mês. Existem vários perfis de investidores.

Conservador: é o investidor que prioriza a preservação dos seus recursos acima de tudo. Não assume riscos que possam comprometer seu patrimônio, ainda que a rentabilidade seja abaixo da média. É o que menos tolera perdas e falta de liquidez. A classificação geralmente se aplica a investidores iniciantes, avessos ao risco ou que têm objetivos de curto e médio prazo. Alguns exemplos de investimentos conservadores: fundos de renda fixa conservadora, como os fundos DI, Tesouro Direto, Certificados de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

 Moderado: é o investidor que assume riscos um pouco maiores em busca de rentabilidade superior à média do mercado. Dá importância à segurança. Por isso, busca investir de forma equilibrada em diversas classes de ativos, como renda fixa, ações e fundos multimercados. Investidores moderados toleram certo risco, como menos liquidez e perdas controladas, mas não abrem mão da preservação do seu patrimônio. Assim, os ativos de risco não ocupam uma grande porção da carteira de investimentos. São pessoas com um pouco mais de conhecimento sobre o mercado. Elas também têm patrimônio suficiente para diversificar e objetivos de médio e longo prazo, além das metas de curto prazo. Podem destinar parte do patrimônio a ativos com maior volatilidade e menor liquidez. Alguns exemplos de investimentos que podem estar na carteira de investidores moderados: além dos investimentos conservadores, fundos multimercados, debêntures, ações, fundos de ações, aluguel de ações, fundos imobiliários e Letras Financeiras.

Arrojado ou agressivo: assume riscos mais altos, em busca da maior rentabilidade possível. Entende que a oscilação diária dos mercados é suavizada no médio e no longo prazos, quando o mercado apresenta maior estabilidade. Tem bom conhecimento do mercado. O investidor arrojado tem um percentual maior da carteira em renda variável do que os moderados. Prioriza a rentabilidade do investimento. São pessoas que, além de compreenderem o mercado financeiro, têm o desejo de multiplicar o patrimônio no longo prazo. Alguns exemplos de investimentos que podem estar na carteira de investidores arrojados: além dos investimentos conservadores e moderados, podem estar presentes operações de bolsa com derivativos ou no mercado a termo, por exemplo.


Veja a seguir  passo a passo para chegar ao seu primeiro milhão, “segundo a revista Exame":
1. Defina o objetivo do seu milhão
Antes de sair em busca do seu primeiro milhão – ou da sua independência financeira, mesmo que ela dependa mais ou menos do que essa quantia – o poupador deve definir por que almeja esse dinheiro. O objetivo bem definido o ajuda a perseverar. Para que servirá esse dinheiro? Para parar de trabalhar? Para ter uma vida confortável? Ou para viver como um rei? Para abrir um negócio e fazer mais milhões? Será apenas o primeiro milhão ou o primeiro de muitos?
Ao definir o objetivo, o poupador deve determinar também qual o padrão de vida que deseja ter e em quanto tempo. Pode ser que a pessoa queira se aposentar jovem, desejando acumular um milhão de reais em 15 anos; ou então pode ser que só deseje ter essa quantia quando tiver mais de 60 anos, para poder se aposentar sem depender da Previdência Social. Caso não deseje parar de trabalhar mesmo ao acumular um milhão de reais, será possível ter um padrão de vida mais alto, somando os rendimentos do trabalho e das aplicações financeiras.

2. Fuja das fórmulas mágicas
Não se iluda acreditando em fórmulas mágicas que o façam alcançar um milhão de reais em pouco tempo. A rentabilidade das suas aplicações financeiras ajudará a multiplicar seu dinheiro, mas é o acúmulo de patrimônio a parte principal. “Todo mundo quer ser rico amanhã, e por conta disso acaba acreditando em técnicas fabulosas. Infelizmente, não é o que acontece. Uma pessoa pode ir bem no trade de renda variável num dia, acumulando uma rentabilidade de 30%, e no outro dia perder tudo. Nos simuladores de ações, pode chegar até a 200% ao ano, mas com a emoção de investir com dinheiro de verdade a coisa muda de figura”, lembra Mauro Calil.

3. Poupe religiosamente
Antes de começar a jornada para o primeiro milhão, o investidor precisará, obviamente, de capacidade de poupança. Esta varia de acordo com a renda e as despesas de cada um. Alguém que tenha renda própria, mas more com os pais, provavelmente terá alta capacidade de poupança ainda que o rendimento mensal seja baixo. Um casal jovem com filhos pequenos talvez tenha uma capacidade menor.
O valor poupado mensalmente deve se manter constante dentro da medida do possível, isto é, ser sempre o mesmo em cada fase da vida, sendo revisto quando mudarem as regras do jogo e entrarem em cena novas despesas fixas ou um salário mais alto. “A pessoa deve definir que vai sempre poupar, no mínimo, x por cento do salário. Na minha opinião, dever ser no mínimo 10%”, diz Mauro Calil.

4. Calcule o montante a acumular e trace uma estratégia
Para definir sua estratégia de investimentos, o poupador deve perseguir determinada rentabilidade e, anualmente, rever seu plano de acordo com a conjuntura econômica. Devem ser levadas em conta a inflação e a trajetória da taxa de juros – a primeira “come” os seus rendimentos; a segunda, quando alta, torna a renda fixa mais rentável.
O aspirante a milionário pode tanto calcular quanto precisa poupar mensalmente para atingir seu objetivo em um período pré-determinado, quanto pode estipular a sua poupança mensal e, em seguida, calcular em quanto tempo consegue atingir o objetivo. O ideal é fazer as contas já usando a rentabilidade real, descontada a inflação, uma vez que um milhão daqui a 30 anos provavelmente valerá bem menos que um milhão hoje. Se a inflação vem sendo de algo como 0,5% ao mês e se deseja um juro real de 0,4% ou 0,5% ao mês, a rentabilidade bruta deverá ser de algo em torno de 1% ao mês, na média, algo possível de se conseguir em bons investimentos de renda fixa.
Assim, para alguém de 30 anos de idade que queira atingir seu primeiro milhão em outros 30 anos, será preciso poupar 1.246,65 reais por mês, para um retorno real de 0,4% ao mês. No cálculo inverso, alguém de 30 anos que comece a poupar 1.000 reais por mês atingirá o primeiro milhão aos 64 anos, com a mesma rentabilidade. Quem obtiver rentabilidades reais maiores com seus investimentos, vai conseguir atingir o objetivo em ainda menos tempo.
O juro real de 0,4% ao mês é um pouco mais do que aquele pago pela Nota do Tesouro Nacional-série B mais longa vendida atualmente. Esse título público é indexado à inflação, e paga um juro real prefixado. A NTN-B com vencimento em 2045 hoje à venda paga um juro real de 4,43% ao ano, algo como 0,36% ao mês.

Outra maneira de fazer o seu planejamento é aumentar a sua poupança anualmente em uma proporção igual ou maior à da alta da inflação. Essa é a orientação do educador financeiro Reinaldo Domingos, e faz parte do seu método DSOP de educação financeira. “Se a inflação for de 5%, deve-se aumentar a poupança do ano seguinte ao menos em 5%. Mas o ideal é aumentá-la em uma proporção ainda maior”, diz Domingos.
Segundo sua metodologia, para se viver de renda, é preciso que o rendimento com as suas aplicações financeiras seja pelo menos igual ao dobro da quantia usada para manter o padrão de vida que se deseja ter. Assim, consome-se metade do rendimento e se mantém investida a outra metade.

Renan Okener

Empresário


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