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Deadpool 2 mostra anti-herói dos quadrinhos mais desbocado e violento - Filmes, por Rudney Flores

Cable (Brolin) e Deadpool (Reynolds) têm vários embates no novo filme do amalucado personagem da Marvel.
Crédito da foto: Divulgação/Twentieth Century Fox Film Corporation.


Após o grande e inesperado sucesso de Deadpool em 2016, com uma arrecadação mundial de quase US$ 800 milhões, era inevitável a realização de uma continuação da saga do herói desbocado que deu um novo patamar para a carreira do ator Ryan Reynolds. Deadpool 2, principal estreia da semana nos cinemas brasileiros, destaca novamente o personagem secundário dos quadrinhos da Marvel e sua sátira ao cinema dos super-heróis, atualmente o maior filão do cinema hollywoodiano.

O anti-herói volta ainda mais verborrágico e insano no filme dirigido por David Leitch (de Atômica), que assumiu o comando da produção quando Tim Miller, diretor do filme original, teve as famosas diferenças criativas com o astro Reynolds e abandonou o projeto da sequência. Mas o peso maior na escatologia e na violência não faz o novo trabalho superior ao seu antecessor. Com um roteiro pouco amarrado, Deadpool 2 perde-se em certos momentos em uma trama central praticamente copiada de outras produções de ficção científica.

Após um tragédia pessoal, o amalucado herói tenta até se matar, mas não consegue, claro, pelo seu incrível poder de cura. Ele é resgatado de sua depressão e recrutado como estagiário dos X-Men pelo mutante Colussus, e depois acaba conhecendo o jovem mutante Russell (Julian Dennison). Este é perseguido por Cable (Josh Brolin, o vilão Thanos no megassucesso da Marvel Vingadores – Guerra Infinita), uma espécie de homem-máquina que vem do futuro para eliminar o garoto de 14 anos que se tornará um violentíssimo vilão décadas depois – uma trama que mistura elementos da saga Exterminador do Futuro e de Looper – Assassinos do Futuro, interessante filme de 2012 com Bruce Willis e Joseph Gordon-Levitt. Deadpool decide proteger e ajudar Russel e para isso monta uma equipe de heróis, os X-Force, na qual se destaca Domino (Zazie Beetz, da série de tevê Atlanta), cujo o estranho poder é ser sortuda.

 No geral, Deadpool 2 é quase uma coleção de esquetes que vão do hilário ao apenas engraçadinho, com piadas sobre os filmes da Marvel, os X-Men, Wolverine-Logan e Barbra Streisand, pontas divertidas de Brad Pitt, Bill Skarsgård (o Pennywise da nova versão de It – A Coisa) e Terry Crews (o impagável ator do comercial de uma famosa marca de desodorante) e trilha sonora bacana – que incluiu uma versão acústica de “Take On Me”, do A-ha, em cena romântica de Deadpool e namorada Vanessa (a brasileira Morena Baccarin, das séries Homeland e Gothan). E também muitas mortes esdrúxulas e violentas, que inicialmente valeram ao filme a classificação indicativa para maiores de 18 anos no Brasil, ou seja, grande parte do público ao qual a produção é destinada não poderia vê-la nem acompanhada dos pais por aqui. A classificação foi revista na sexta-feira (dia 18) para maiores de 16 anos.

Mas, mesmo sem surpreender, o filme ainda cumpre o papel de divertir o espectador em diversos momentos. E vale ver as engraçadas cenas pós-créditos, relacionadas à carreira de Ryan Reynolds antes do sucesso DeadpoolCotação: Bom.

Trailer de Deadpool 2:


Documentários brasileiros

Documentarista premiada com trabalhos ligados à área jurídica no Brasil – Justiça (2004) e Juízo (2007) – e também sobre as unidades de pacificação no Rio de Janeiro (Morro dos Prazeres, 2013), Maria Augusta Ramos destaca o mundo da política brasileira em seu novo trabalho, O Processo, que estreia em Curitiba apenas no Espaço Itaú.

No filme, a diretora acompanhou por vários meses em Brasília toda a movimentação que culminou no impeachment da presidente Dilma Roussef, em agosto de 2016. Não há entrevistas ou depoimentos, mas apenas as imagens das reuniões e discussões dos membros dos partidos políticos e a votação final do processo no Congresso Nacional.

Trailer de O Processo:


Transtorno identificado em cerca de 1% da população mundial, o autismo é tema do documentário Em um Mundo Interior, dos diretores Flávio Frederico (da ficção Boca do Lixo e documentário Caparaó) e Mariana Pamplona (estreante em direção de longa-metragem).

A produção, lançada na capital paranaense apenas no Cinemark Mueller, registra o dia a dia de famílias de diversas classes sociais que têm crianças e adolescentes que manisfestam variados tipos de transtornos sensoriais ou cognitivos. Todos os pais e familiares buscam compreender como criar melhor os seus filhos para que sejam aceitos e inseridos normalmente na sociedade.

Trailer de Em um Mundo Interior:


Paris em preto e branco

nouvelle vague, clássico movimento francês de cinema iniciado no final dos 1950 e que destacou nomes com François Truffaut e Jean-Luc Godard, é a referência clara de Paris 8, filme do diretor Jean-Paul Civeryac.

Filmada em preto e branco, a história é centrada no personagem Etienne (Andranic Manet), jovem francês do interior que se muda para a capital Paris para estudar cinema. Inicialmente focado em realizar o sonho de realizar um filme, Etienne acaba se envolvendo em diversos casos amorosos e intensas discussões filosóficas e literárias com o pessoal da faculdade. Toda essa agitação deixa o rapaz perdido e o desvia de seu projeto inicial de vida.

Trailer de Paris 8:


Animação

Baseado em um livro infantil alemão do início do século 20, já adaptado em uma série de desenhos animados produzida na Bélgica, França e Alemanha, A Abelhinha Maya – O Filme é a estreia desta semana destinada ao público infantil.

A animação conta a história de Maya, uma jovem abelha aventureira, que procura muita diversão ao lado de Willy, seu melhor amigo. Ela se mete em algumas confusões e é obrigada a entrar em uma competição para salvar sua colmeia.

Trailer de A Abelinha Maya – O Filme:


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