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Jurassic World – Reino Ameaçado celebra 25 anos da franquia dos dinossauros - Filmes, por Rudney Flores


Owen (Chris Patt) e a velociraptor Blue são destaques no novo filme da franquia Jurassic World.
Crédito da foto: Divulgação/Universal Pictures


E lá se vão 25 anos desde que Steven Spielberg trouxe os dinossauros de volta à vida nos cinemas com Jurassic Park, filme que maravilhou plateias em 1993 com inéditos efeitos especiais até então. A franquia teve duas sequências e retornou há três anos com Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros, e agora segue com Jurassic World – Reino Ameaçado, principal estreia da semana nos cinemas do Brasil.

No novo filme, dirigido por Juan Antonio Bayona (O Impossível), o vulcão da ilha do novo parque dos dinossauros entrará em erupção em breve e irá destruir todo o local e seus habitantes recriados geneticamente. Enquanto os políticos discutem se devem ou não salvar os clones dos animais pré-históricos, uma expedição secreta para salvar algumas das espécies é organizada com recursos de Benjamin Lockwood (James Cromwell), um dos cientistas responsáveis pelo retorno dos dinossauros ao planeta. A missão tem o comando de Eli Mills (Rafe Spall), que convoca Claire (Bryce Dallas Howard), antiga administradora do parque, para convencer Owen (Chris Pratt), que cuidava dos animais, a retornar à ilha e resgatar principalmente a velociraptor Blue, criada e treinada por ele.

Logo o casal percebe que foi enganado e o que os dinossauros estão sendo salvos apenas para cair nas mãos de inescrupulosos bilionários por meio de um leilão – alguns deles podem até usá-los como armas de guerra. A partir daí, o roteiro tem um desenvolvimento maniqueísta tradicional, com Claire, Owen e a menina Maisie (Isabella Sermon), neta de Lockwood, lutando contra os vilões da história para impedir que os dinossauros caiam em mãos erradas.

Mas o filme comandado por Bayona tem alguns atrativos, como o bem desenvolvido clima tenso das cenas de terror, além dos cada vez mais avançados efeitos especiais que recriam os dinossauros e garantem a verdadeira diversão às plateias. Como curiosidade, a produção tem uma cena pós-créditos, mas o espectador não deve espera muito dela. Cotação: Bom.

Trailer de Jurassic World – Reino Ameaçado:


Tungstênio

O ano tem sido muito bom para o cinema nacional, que tem apresentado algumas interessantes produções em vários gêneros. O novo filme da safra brasileira 2018 a estrear em Curitiba é Tungstênio, adaptação do diretor pernambucano Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo) para a premiada HQ homônima do quadrinista niteroiense Marcello Quintanilha, atualmente radicado em Barcelona, na Espanha.

Centrado em Salvador, o roteiro escrito pelo próprio Quintanilha, ao lado de Marçal Aquino (O Invasor) e Fernando Bonassi (Carandiru), destaca quatro personagens que têm histórias interligadas a partir de um episódio comum e proibido na capital baiana: a pescaria com explosivos. Seu Ney (o sempre ótimo José Dumont, de Os Narradores de Javé), sargento aposentado do exército se incomoda com o ato ilícito e convence o jovem Cajú (o novato Wesley Guimarães) a chamar um policial amigo seu, Richard (Fabricio Boliveira, de Faroeste Caboclo), para prender os pescadores. Keira (a modelo Samira Carvalho, estreando no cinema), que tem um relacionamento conturbado com Richard, completa o time de protagonistas.

Dhalia é muito fiel aos desenhos de Quintanilha e cria um clima quase claustrofóbico com planos filmados com grande angular, com a câmera grudada nos personagens em boa parte das cenas. O diretor mostra uma Salvador pulsante, violenta e principalmente negra – um universo muito diferente do que é retratado na atual novela global das 21 horas, por exemplo – em ótimas sequências que vão e vem no tempo sem ordem precisa.

Outro destaque do filme é a narração em off (voz de Milhem Cortaz), uma espécie de deus onipresente e guia dos protagonistas, que causa estranhamento por seguidas intervenções na parte inicial da trama, mas Dhalia encontra o tom correto para ela no desenvolvimento da produção. O filme estreia no Espaço Itaú, Cinemark Mueller e UCI Estação. Cotação: Ótimo.

Trailer de Tungstênio:


Hereditário

A produtora americana A24 tem se destacado no cinema recente com trabalhos importantes e premiados como o vencedor do Oscar de melhor filme de 2017, Moonligh – Sob a Luz do Luar, os indicados ao Oscar deste ano Lady Bird – Hora de Voar e Projeto Flórida, além do terror A Bruxa. O novo filme como o selo A24 é o também terror Hereditário, que está sendo lançado esta semana em várias salas da capital paranaense.

A produção, que tem recebido muitas críticas positivas da crítica internacional, marca a estreia em longa-metragem do diretor Ari Aster e tem elenco comandado por Toni Collette (O Sexto Sentido). Ela vive Annie Graham, casada com Stevie (Gabriel Byrne, de Os Suspeitos) e mãe do adolescente Peter (Alex Wolff, de Jumanji – Bem-Vindo à Selva) e da menina Charlie (Milly Shapiro). A mãe de Annie morre, mas sua presença continua sendo sentida por toda a família, principalmente pela solitária Charlie, por quem a avó era fascinada. A casa dos Graham passa a ser palco de diversos acontecimento estranhos e família luta para escapar de um destino que talvez seja trágico.

Trailer de Hereditário:


Outras estreias

Um dos mais atuantes diretores franceses da atualidade, François Ozon (Frantz) investe novamente no suspense em O Amante Duplo, filme que entra em cartaz no Espaço Itaú, ao mesmo tempo que também faz parte da programação do Festival Varilux de Cinema Francês 2018, que segue até o dia 27 de junho no próprio Itaú, Cineplex Batel e Cinesystem Shopping Total.

A produção traz a história de Chloé (Marina Vacht, em nova parceria com Ozon depois de Jovem e Bela, de 2013), mulher reprimida sexualmente que acredita ter problemas psicológicos. Ela procura o psicólogo Paul (Jérémie Renier, ator belga de ótimos filmes dos irmãos Dardenne, como A Criança e O Silêncio de Lorna) para uma terapia, mas os dois acabam se apaixonando. O médico indica seu irmão gêmeo para dar sequência ao seu trabalho, mas Chloé acha que está sendo enganada pelo amante.

Trailer de O Amante Duplo:


O filme experimental Rei, do diretor Niles Atallah, é baseado em uma história real acontecida na fronteira do Chile com a Argentina, em meados do século 19. É na região da Patagônia que o francês Antonie de Tounes (Rodrigo Lisboa) chega para fundar um reino, com o aval dos povos indígenas locais. Mas ele enfrenta a resistência do governo chileno, que não permitirá que um estrangeiro tome posse de parte de suas terras. A produção estreia apenas no Cineplex Batel.

Trailer de Rei:


Também no Cineplex Batel, volta ao cartaz, Em Busca de Fellini, do sul-africano Taron Lexton, que já havia sido lançado em dezembro passado em Curitiba. O filme apresenta a história da jovem Lucy (Ksenia Solo), moça muito apegada à mãe Claire (Maria Bello, de Marcas da Violência) e que não teve muitas oportunidades de sair de casa. Ela acaba descobrindo os filmes do mestre italiano Frederico Fellini e decidi ir à Itália para conhecer os cenários das produções do diretor, numa viagem de autodescoberta.

Trailer de Em Busca de Fellini:


Especiais

Programado para a sessão Viver Mais do Espaço Itaú (dia 26 de junho, terça-feira, às 14 horas), o drama Desobediência é o novo filme do chileno Sebastián Lelio, Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano por Uma Mulher Fantástica.

A produção é protagonizada por Rachel Weisz (Oscar de melhor atriz coadjuvante por O Jardineiro Fiel) e Rachel McAdams (protagonista de vários romances como Diário de uma Paixão e Questão de Tempo), que vivem um proibido amor lésbico em uma comunidade isolada dos Estados Unidos. Após a sessão, sempre é realizado um debate sobre o filme apresentado.

Trailer de Desobediência:


O projeto Clássicos Cinemark destaca neste mês Intriga Internacional (1959), um dos grandes filmes do mestre Alfred Hitchcock. Na história, Cary Grant vive o publicitário Roger Tornhill, que é confundido com um agente secreto e acaba envolvido em uma trama de espionagem. A produção terá sessão na próxima terça-feira (dia 26), no Cinemark Mueller, às 20 horas.

Cary Grant em cena do clássico Intriga Internacional, de Alfred Hitchcock.
Crédito: Divulgação/Warner Bros.
 

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