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Mateus Solano estrela romance Talvez uma História de Amor - Filmes, por Rudney Flores

Solano vive Virgílio, personagem em busca de uma mulher da qual não se lembra.
Crédito da foto: Divulgação Chocolate Filmes/Warner Bros. Pictures


Semana com poucas estreias em Curitiba e o principal da programação fica com a comédia romântica nacional Talvez uma História de Amor, primeiro longa-metragem do diretor Rodrigo Bernado.

A produção é protagonizada por Mateus Solano, estrela da televisão que ainda tem uma carreira de pouco destaque nos cinemas. Ele vive Virgílio, um publicitário com diversas manias de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) e que, aparentemente, é um solitário convicto em seu apartamento em São Paulo. Um dia, ele escuta uma mensagem em sua secretária eletrônica. Clara (Thaila Ayala) diz que o ama, mas que precisa terminar o namoro entre os dois. O problema é que Virgílio não tem a mínima ideia de quem seja Clara. O recado mexe com o rapaz, que sai de sua bolha para tentar descobrir quem é a moça que terminou com ele.

Baseado no livro homônimo do escritor francês Martin Page, o roteiro parte de uma premissa interessante – o texto também lembra um pouco o cultuado Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, escrito por Charlie Kaufman, além do nacional Entre Abelhas, bom filme de Ian Sbf, da trupe Porta dos Fundos, no qual o personagem de Fábio Porchat começa a não ver mais as pessoas que está esquecendo.

Mas há falhas perceptíveis na história, começando pelo mistério da aparência de Clara, que se resolveria facilmente hoje em dia com uma simples pesquisa nas redes sociais. Mas, ok, em prol de dar uma chance de se curtir o filme, o espectador pode relevar esse fato e acreditar que, por ser avesso à mudanças e usar equipamentos antigos como um celular tijolinho, Virgílio precise sair pela cidade procurando informações sobre a pretensa ex-namorada com amigos ou pessoas que a conhecem – mas o cara trabalha numa agência de publicidade, então não daria nem um Googlezinho em um computador da firma?

Enfim, é exatamente nessa busca do personagem central que o filme se sustenta e se justifica – a curiosidade de saber como e quando Virgílio vai finalmente encontrar Clara prende a atenção da plateia. Algumas participações especiais não acrescentam nada à trama e outras garantem bons momentos, como o ator Gero Camilo no consultório, a vizinha vivida por Bianca Comparato, ou Cynthia Nixon, a eterna Miranda do seriado Sex and the City, que aparece no arco final em Nova York.

Mas as situações engraçadas não funcionam muito bem no geral e Solano, bom ator, faz o que pode com o personagem estereotipado além da conta que recebeu. Virgílio poderia ter mais nuances como indica o personagem do livro, mas o filme segue a linha atual do cinema, na qual muitos realizadores tomam os espectadores como incapazes e deixam tudo o mais mastigado e claro possível (trama, personagens) para um pretenso melhor entendimento. Cotação: Regular.

Trailer de Talvez Uma História de Amor:


Novamente os tons de cinza

Depois de uma adaptação ao cinema, o best-seller Cinquenta Tons de Cinza, da escrita E.L. James, volta às telas como mote de uma comédia que reúne grandes atrizes veteranas do cinema. Em Do Jeito Que Elas Querem, Jane Fonda (Oscar de melhor atriz por Klute – O Passado Condena e Amargo Regresso), Diane Keaton (a inesquecível Annie Hall de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, pelo qual recebeu o Oscar de melhor atriz), Candice Bergen (que marcou história com Murphy Brown, icônica série de tevê sobre jornalismo que retorna este ano, após 20 anos do primeiro final) e Mary Steeeburgen (vencedora do Oscar de coadjuvante por Melvin e Howard, conhecida mais por De Volta para o Futuro 3) interpretam quatro mulheres que decidem ler o famoso romance erótico no seu clube do livro mensal.

A obra não é o tipo de literatura que o grupo costuma acompanhar, mas acaba despertando novamente a sexualidade em todas as personagens, que estão na faixa dos 60 anos. Situações engraçadas com casamentos novamente apimentados e antigas relações resgatadas dão o tom da comédia dirigida pelo estreante diretor Bill Holderman.

Trailer de Do Jeito Que Elas Querem:


Outras estreias

Em Sol da Meia-Noite, a jovem Katie (Bella Thorne, atriz revelada em série juvenil da Disney e também cantora) tem uma doença rara que a impede de tomar sol, pois a exposição à luz pode até matá-la. Dessa forma, ela é obrigada a viver sua rotina diária apenas à noite, quando sai principalmente para cantar em vários pontos da cidade onde mora.

Katie conhece Charlie (Patrick Schwarzenegger, filho de Arnold, o famoso Exterminador do Futuro), vizinho por quem é apaixonada desde criança. Eles iniciam o romance e a moça esconde sua doença, mas, com o tempo revela o segredo e os dois tentam enfrentar juntos a diferente situação de Katie.

Trailer de Sol da Meia-Noite:


Na linha das franquias Porky's (lembrada por quem tem mais de 40 anos) e American Pie (por quem tem mais de 30), o filme adolescente gaúcho Em 97 Era Assim, de Zeca Brito, resgata um tema constante em comédias do cinema: o grupo de jovens garotos que quer perder a virgindade.

Entre festas do colégio, problemas tradicionais da adolescência e planos para conseguir mais dinheiro para pagarem uma prostitua, os meninos vão fortalecer ainda mais sua amizade. O filme estreia apenas no Espaço Itaú.

Trailer de Em 97 Era Assim:


Sessões especiais brasileiras

O programa Projeta às 7, sessão especial de divulgação de novos filmes nacionais da rede Cinemark, programa para esta semana, na sala do Shopping Mueller, o terror O Nó do Diabo, de Ramon Porto Mota e Gabriel Martins.

O filme apresenta cinco contos que remetem ao período da escravidão no Brasil. Após muitos anos de horrores, os graves maus-tratos aos escravos ainda estão marcados nas moradias de uma fazenda de cana, no interior do país. Estranhos acontecimentos e muitas mortes passam a atormentar os habitantes do local. O elenco destaca a atriz portuguesa Isabél Zuaa, do ótimo terror As Boas Maneiras, ainda em cartaz em Curitiba, agora no Cineplex Batel.

Trailer de O Nó do Diabo:


O filme da Sessão Vitrine Petrobrás em destaque esta semana nos cinemas da Fundação Cultural de Curitiba – Cinemateca e Cine Guarani – é o documentário mineiro Baronesa, de Juliana Antunes. A produção retrata a vida de Andreia e Lidiane, duas moradoras de uma favela localizada na zona norte de Belo Horizonte. A dupla revela confidências, amores e sofrimentos e também mostra o lado pesado e tenso da convivência em um local dominado pelo tráfico de drogas.

Trailer Baronesa:


Varilux 2018

O Festival Varilux, tradicional mostra anual do novo cinema francês, chega com uma boa novidade este ano em Curitiba. Os 21 filmes programados para esta temporada também serão apresentados no Cinesystem Shopping Total, no bairro Portão, além das costumeiras sessões no Espaço Itaú e no Cineplex Batel.

Entre os destaques da programação estão O Amante Duplo, novo filme do competente diretor François Ozon (de FrantzOito Mulheres, entre outros), e a cópia restaurada do clássico político Z, do cultuado cineasta grego Costa-Gavras, filme que irá completar 50 anos de lançamento em 2019.

A mostra segue na capital paranaense até o dia 27 de junho. Confira a programação no endereço: http://variluxcinefrances.com/2018/cidade/curitiba-pr/.

O clássico Z, de Costa-Gravas, tem cópia restaurada exibida no Festival Varilux 2018.
Crédito: Divulgação
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Instagram @curitibaemdestaque


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