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Super-heróis da Pixar retornam em Os Incríveis 2 - Filmes, por Rudney Flores


Mulher-Elástico, Sr. Incrível, Zezé, Violeta e Flecha retornam na continuação de animação de sucesso.
Crédito: Divulgação/Disney-Pixar


Em sua história quase irretocável de produções, com nove Oscars de melhor longa-metragem de animação, a Pixar só desenvolveu franquias de dois dos seu títulos: Toy Story (primeiro grande filme da companhia e que rendeu duas ótimas continuações; a nova deve estrear em 2019) e Carros (com filmes todos fracos, pois foram criados apenas para vender brinquedos e demais produtos).

Houve derivados de Monstros S/A (Universidade Monstros) e Procurando Nemo (Procurando Dory), mas com Os Incríveis 2, principal lançamento nas telas brasileiras esta semana, é a primeira vez que a produtora de animações adquirida há alguns anos pela Disney faz uma sequência de um de seus mais premiados e elogiados desenhos. Por este motivo, a expectativa era grande pela continuação de Os Incríveis, animação de 2004 vencedora do Oscar e que apresentava uma divertida família de super-heróis – o casal Sr. Incrível e Mulher-Elástico e seus filhos Violeta, Flecha e Zezé.

Como convém aos bons desenhos animados, os personagens não envelheceram nos últimos 14 anos. A história de Os Incríveis 2, dirigido novamente por Brad Bird, segue praticamente do ponto no qual o original parou, com a família Pera (o sobrenome real dos super-heróis) ainda enfrentando a proibição de usar seus poderes para salvar o mundo. Mesmo assim, eles continuam a se meter em confusões, enfrentando vilões como o Escavador e sendo punidos por isso.

Tudo pode mudar com a ajuda da dupla de irmãos bilionários Winston e Evelyn Deavor, que pretende limpar a barra dos heróis e resgatar seu valor. Para isso, eles escolhem investir na Mulher-Elástico como símbolo de uma nova época dos heróis. É ela que vai para a batalha contra o vilão Hipnotizador, enquanto o Sr. Incrível fica em casa cuidando dos filhos, o que rende as cenas mais engraçadas da produção, principalmente com a descobertas do inúmeros poderes do bebê Zezé.

O que sempre chamou a atenção nos desenhos da Pixar, além da qualidade das animações, foram os ótimos roteiros. Dessa forma, decepciona um pouco Os Incríveis 2, em sua essência, praticamente repetir a fórmula de seu antecessor (família que tem dificuldades internas e acaba se unindo para enfrentar um vilão) – a troca de afazeres familiares entre o Sr. Incrível e a Mulher-Elástico não é m tema novo e acaba funcionando apenas como óbvio e até preguiçoso alívio cômico. O filme tem muita aventura e diverte em muitos momentos, mas falta a criatividade e o deslumbre sempre esperados nas produções com o selo do estúdio.

Vale acompanhar o filme na dublagem original com legendas, que destaca o ótimo trabalho dos atores Craig T. Nelson (Sr. Incrível), Holly Hunter (Mulher-Elástico), Samuel L. Jackson (Gelado), Bob Oderkink (Winston Deavor) e Catherine Keener (Evelyn Deavor). Como curiosidade, a dublagem brasileira tem as vozes dos atores Otaviano Costa e Flávia Alessandra, do jornalista Evaristo Costa e do apresentador Raul Gil. Cotação: Bom.

Trailer de Os Incríveis 2:




Sicários

Um das boas surpresas da temporada 2015, Sicário – Terra de Ninguém conquistou o crítica com um intricada trama de caça a narcotraficantes na fronteira dos Estados Unidos com o México. Estrelado por Emily Blunt (Um Lugar Silencioso), Benicio Del Toro (Traffic) e Josh Brolin (Onde os Fracos Não Têm Vez), o interessante filme do diretor Denis Villeneuve (A Chegada) teve três indicações a prêmios técnicos do Oscar.

O boa acolhida levou a uma continuação, Sicário – Dia do Soldado, que estreia esta semana no Brasil. Apenas os personagens de Del Toro e Broslin retornam na produção comandada pelo italiano Stefano Sollima (da violenta série Gomorra), que tem novamente roteiro de Taylor Sheridan (do também ótimo A Qualquer Custo, indicado ao Oscar de melhor filme no ano passado).

A boa trama tem universo ampliado, implicando também, além dos narcotraficantes, o terrorismo internacional. Tudo se inicia com um atentado com homens-bombas em solo americano. Há forte suspeita de que uma família de traficantes mexicanos tenha ajudado a facilitar a entrada dos terroristas na América, com a ajuda de piratas africanos. O governo americano decide resolver a questão incitando uma guerra entre os narcotraficantes mexicanos e convoca para o serviço o agente Matt Graver (Brolin) e o sicário (assassino) Alejandro (Del Toro), que dessa vez têm carta aberta para agir como quiserem.

Diferente da fantasia dos jogos de espiões da série Missão Impossível, a franquia Sicário se mostra mais fincada no mundo atual e seus intricados jogos geopolíticos, corrupção e decisões governamentais comandadas pelas respostas cada vez mais imediatas da opinião pública e da mídia, não importando se boas ou não. E os personagens centrais ficam à mercê desse cenário e sofrem pesadas consequências quando algo não ocorre como o esperado em suas missões. No final, o destaque da eletrizante trama é Alejandro, que torna-se cada vez mais um lobo solitário em suas ações. Cotação: Ótimo.

Trailer de Sicário – Dia do Soldado:



Clichês e autoajuda

Amy Schumer sempre se destacou pela forma debochada e até autodepreciativa que encarava a si mesma em seu programa na televisão americana (Inside Amy Schumer). A comediante tem tentado trazer essas mesmas características a seus personagens no cinema, mas ainda não conseguiu alcançar na tela grande o mesmo sucesso que teve na telinha. E não será com Sexy por Acidente, que estreia esta semana nos cinemas brasileiros, que a atriz ganhará destaque em Hollywood.

Schumer é Renee, mulher que trabalha escondida em um porão fazendo relatórios para uma poderosa empresa de cosméticos. Em constante luta com a balança, ela que ser outra mulher – deseja tanto a mudança que faz um pedido vendo o filme Quero Ser Grande, na cena em que o personagem central solicita ser adulto em frente a uma máquina mágica. O desejo é atendido quando sofre um acidente na academia que frequenta e bate a cabeça. Renee acorda e se vê magra, linda e poderosa no espelho, apesar de sua imagem não ter mudado em nada para o restante do mundo – a referência clara é O Amor É Cego, dos irmãos Farrelly, que tem história muito semelhante, com o personagem de Jack Black sendo hipnotizado e passando a ver só a beleza interior das pessoas.

Ela muda de atitude e conquista um novo posto na empresa de cosméticos, suas ideias são ouvidas e até arruma um namorado. Ao mesmo tempo, se afasta das melhores amigas, mas tudo vai dar certo em um final para lá de piegas. A intenção do filme é valorizar a autoestima feminina, mas o fraco roteiro dos também diretores Abby Kohn e Marc Silverstein desperdiça a ideia em sequências tiradas dos piores livros de autoajuda, com soluções muito previsíveis. Schumer é divertida e faz rir em algumas cenas – a melhor é a da competição de biquínis –, mas precisa melhorar suas escolhas no cinema para se destacar como fazia na tevê. Cotação: Regular.

Trailer de Sexy por Acidente:



Documentários brasileiros

A programação do Espaço Itaú destaca semana a estreia de três novos documentários brasileiros. O veterano diretor Silvio Tendler (Glauber o Filme, Labirinto do Brasil) volta à ativa quase uma década depois de seu último trabalho com Dedo na Ferida, que faz diversos questionamentos sobre o capitalismo e o sistema financeiro internacional atual.

Através de entrevistas com personalidades como o diretor grego Costa-Gavras, conhecido pelo seu cinema político, além de diversos nomes da área econômica internacional, a produção procura montar um panorama de como decisões governamentais baseadas apenas em questões econômicas afetam a vida de todas as populações.

Trailer de Dedo na Ferida:



Em Auto de Resistência, os diretores Natasha Neri e Lula Carvalho (reconhecido no cinema pelo seu grande trabalho na direção de fotografia) retratam os inúmeros casos de violência policial no Rio de Janeiro, resultando em muitos homicídios. Muitas das ações são classificadas como “autos de resistência”, que significam legítima defesa, mesma que haja poucas evidências de violência por parte dos assassinados. O documentário acompanha as falhas nos processos desses casos, que em sua maioria são arquivados.

Trailer de Auto de Resistência:



Luiz Bolognesi, mais conhecido por seu trabalho como roteirista (Bicho de Sete Cabeças, Chega de Saudade, Como Nosso Pais, todos dirigidos por sua esposa Laís Bodanzki), apresenta o documentário Ex-Pajé, centrado na história de uma pajé que tem seu trabalho contestado por uma missão evangelizadora que chega a sua aldeia. Considerado demoníaco pelo pastor local, o pajé luta para mostrar a importância de suas crenças nos espíritos da floresta.

Trailer de Ex-Pajé:



Outras estreias

O diretor Willy Biondani estreia em longa-metragem de ficção com Além do Homem, filme estrelado por Sérgio Guizé, em seu primeiro protagonista no cinema. O ator vive o escritor Alberto Luppo, que mora na França e renega o Brasil. Ele é convocado a voltar ao país natal para descobrir o paradeiro de um antropólogo francês amigo, que sumiu no interior de Minas Gerais.

A contragosto, Luppo aceita a missão e a busca pode abrir sua vida para novos e inesperados caminhos. No elenco também estão Fabrício Boliveira (também em cartaz em Curitiba no ótimo Tungstênio), Débora Nascimento e Otávio Augusto (Boleiros 1 e 2). O filme está sendo lançado apenas no Cinépolis Pátio Batel em Curitiba.

Trailer de Além do Homem:



A comédia dramática japonesa Oh Lucy!, da Atsulo Hirayanagi é baseada em um curta-metragem que ela própria diretora dirigiu em 2014. A história fala de Setsuko (Shinobu Terajima), mulher que tem uma vida monótona no trabalho e que decide mudar a rotina estudando inglês. O professor John (Josh Harnett, de 30 Dias de Noite) decide chamá-la de Lucy e ela acaba se apaixonando por ele. Quando John abandona as aulas, Setsuko/Lucy decide ir aos Estados Unidos encontrá-lo. O filme chega somente no Espaço Itaú.

Trailer de Oh Lucy!:



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