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O Primeiro Homem apresenta de forma introspectiva a conquista da lua. FILMES, por Rudney Flores


Ryan Gosling interpreta Neil Armstrong no novo filme do oscarizado diretor Damien Chazelle.
Crédito da foto: Daniel McFadden/Universal


Um dos episódios mais importantes da conquista espacial, a chegada do ser humano à lua é retratada novamente nas telas em O Primeiro Homem, principal estreia da semana nos cinemas brasileiros. A produção é comandada por Damien Chazelle, vencedor do Oscar de melhor diretor há dois anos pelo superestimado La La Land – Cantando Estações e também responsável pelo ótimo Whiplash – Em Busca da Perfeição.

O filme é centrado na história do astronauta americano Neil Armstrong – vivido por Ryan Gosling, repetindo a parceria com o cineasta depois de La La Land –, o primeiro ser humano a a pisar no nosso satélite. Através de sua trajetória, é apresentado o projeto americano Apollo, um objetivo traçado pelo presidente americano John Kennedy na disputa com a União Soviética, a chamada Guerra Fria entre as duas maiores potências do planeta nos anos 1960.

O tema já foi tratado com grandiloquência em produções como Os Eleitos – Onde o Futuro Começa (1983), mas Chazelle opta por um retrato muito particular, mais introspectivo, moldado à feição de da personalidade de seu personagem principal. No começa da produção, o pacato piloto de aviões e engenheiro civil sofre uma tragédia familiar que irá afetar boa parte de sua vida. Para seguir em frente, Armstrong entra no projeto espacial sem grandes pretensões. Mas, com o tempo, acabará se tornando a figura principal da aventura à lua.

Os desafios científicos eram gigantes – imagine que um smartphone atual tem muito mais tecnologia que qualquer das naves criadas para ir o espaço na época – e muitos profissionais perderam a vida durante o projeto, e cada morte afeta de maneira profunda o cada vez mais fechado Neil. Gosling brilha outra vez em um tipo de atuação que lhe é muito familiar, criando novamente um personagem de poucas falas e expressões, mas muito marcante – assim como em Drive e no recente Blade Runner 2049. Outro destaque do elenco é Claire Foy (da série de tevê The Crown), que tem ótimo desempenho dramático como Janet, a esposa de Armstrong.

O diretor recria com muito esmero todo o processo da trajetória até a lua. São cenas tensas, algumas quase claustrofóbicas, acompanhando os pilotos e astronautas de dentro das naves, muitas vezes com closes – realizadas com câmeras IMAX, as imagens são espetaculares e pedem uma sala com tela gigante e ótimo som para serem melhor contempladas. Cotação: Ótimo.

Trailer de O Primeiro Homem:


Planet Hemp

A história da criação do grupo de rock carioca Planet Hemp chega às telas em Legalize Já – Amizade Nunca Morre, dos diretores Johnny Araújo e Gustavo Bonafé (ambos de Chocante), filme que estreia em várias salas de Curitiba.

A produção destaca o começa da amizade entre o rapper Marcelo D2 (Renato Góes, da série global Os Dias Eram Assim) e o músico Skunk (Ícaro Silva, de Elis), no início dos anos 1990. Oriundos de comunidades baixa renda da capital carioca, os dois começam a fazer músicas de forte cunho social e montam a banda, com Skunk sempre incentivando D2 a criar suas letras e investir no mundo musical. Skunk morreria em 1994, antes do Planet Hemp estourar nacionalmente com o primeiro disco, Usuário.

Trailer de Legaliza Já – Amizade Nunca Morre:


Outras estreias

O ator mexicano Gael García Bernal (Diários de Motocicleta) é o principal nome do elenco da comédia Estás me Matando Susana, do diretor Roberto Sneider. Bernal é Eligio, que vive na Cidade do México com a esposa Susana (Verónica Echegui). Mas um dia ela desaparece sem deixar nenhuma justificativa para o companheiro.

Eligio descobre que ela foi para os Estados Unidos e vai atrás da moça para saber o que aconteceu. Susana toca sua vida normalmente na América e até arrumou um outro parceiro, mas Eligio tentará reconquistá-la. O filme estreia no Espaço Itaú e no Cineplex Batel.

Trailer de Estás me Matando Susana:


Depois de passar os últimos anos investindo em comédias e dramas, Jennifer Garner retoma um papel em filmes de ação em A Justiceira – no começa da carreira, a atriz se destacou na série televisiva Alias (iniciada em 2001) e como a anti-heroína dos quadrinhos Elektra em O Demolidor e em um filme-solo da personagem.

Em uma trama muito semelhante à origem do personagem Justiceiro, da Marvel, que até já ganhou série de tevê na Netflix, a produção do diretor Pierre Morel (O Franco-Atirador, de 2015) mostra a personagem Riley (Garner) perder o marido e a filha em um atentado realizado por traficantes. Sem conseguir justiça pelas mortes, ela desaparece por alguns anos e retorna treinada na arte de matar para se vingar daqueles que destruíram sua família.

Trailer de A Justiceira:


O filme de terror da semana é A Casa do Medo – Incidente em Ghostland, do diretor Pascal Laugier (Mártires). Na história, Pauline (Mylène Farmer, cantora francesa) vai morar com as filhas em uma casa herdade de uma tia. O local é assustador e a família é atacada por violentos invasores. Anos depois, as filhas retornam à casa e novamente enfrentam situações aterrorizantes.

Trailer de A Casa do Medo – Incidente em Ghostland:


A escravidão e o tratamento dado aos negros no Brasil são temas do documentário A Última Abolição, que entra em cartaz apenas no Cine Guarani. A diretora e roteirista Alice Gomes fala dos movimentos abolicionistas, da resistência em quilombos e das consequências da Lei Áurea no Brasil. A discussão é também trazida para a atualidade, tratando do preconceito racial ainda vigente no país e no mundo.

Trailer de A Última Abolição:


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