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Sistema Fiep realiza V Seminário de Comércio Exterior e a Indústria



Cooperações técnicas, incentivos fiscais, investimentos e defesa comercial foram os principais temas discutidos.


As vantagens em aumentar a presença internacional das indústrias e a possibilidade de desenvolver novos mercados e melhorar a competitividade levaram empresários a participarem, na tarde de ontem (28), do “V Seminário O Comércio Exterior e a Indústria” promovido pelo Sistema Fiep, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN). A abertura do evento foi feita por Paulo Pupo, vice-presidente do Sistema Fiep.
Para o cônsul de Ciências e Tecnologia da China, Changlin Gao, palestrante do Seminário, eventos assim aproximam governos e setores produtivos e proporcionam oportunidades de divulgar informações e iniciativas do governo não tão conhecidas do grande público. Em sua palestra, o cônsul expôs dados de crescimento tecnológico e comercial chinês, mostrou o plano de ação conjunta China-Brasil até 2021 voltado para ciência, tecnologia e inovação, e o plano de cooperação e inovação do BRICS até 2020, além de exemplos de cooperação existentes com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em mudanças climáticas e em pesquisa fotovoltaica, respectivamente. “Esse seminário aproxima nossos países, contribuindo para mostrar o quanto a China pode ser um ótimo parceiro comercial,  principalmente voltado às cooperações científicas e transferências tecnológicas. O GERD (gasto interno bruto I+D) da China corresponde a 20% do total mundial, somente em 2017 foram US$260 bilhões em investimentos”, ressalta.
“A saída do Reino Unido da União Europeia (chamada de Brexit) deve ser vista como uma oportunidade e não como uma ameaça. Somos a sexta maior economia do mundo, 65 milhões de consumidores, uma ampla diversidade cultural para testes de produtos, oferecemos um ecossistema legal e de financiamento acessível e barato sendo uma excelente plataforma global para expansão de sua empresa”, afirmou a chefe de Investimento Estrangeiro para a América Latina e o Caribe do Consulado do Reino Unido no Brasil, Luciana Ciubotariu, que falou sobre oportunidades e perspectivas para os dois países. Isenção fiscal, redução de impostos, de aluguéis, incentivos específicos para greencities e smartcities foram temas abordados pela representante do Reino Unido.
Negociações internacionais de serviços, coberturas, defesa comercial, dumping, medidas compensatórias e salvaguardas, apoio ao exportador brasileiro investigado no exterior e a relação do Brasil com os Acordos  da  Organização Mundial do Comércio (OMC) foram temas apresentados e discutidos  por  Rafael  Melo e Souza e Paulo Frank Guerrero, representantes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. “É importante que o exportador brasileiro tenha conhecimento da utilização dos instrumentos de defesa comercial. É o exercício de trazer mais transparência e segurança jurídica dos marcos regulatórios”, afirma Guerrero.
REDE CIN
O seminário “O Comércio Exterior e a Indústria” acontece anualmente e neste ano  também marcou a comemoração dos 20 anos de atividade da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), que tem como missão defender e apoiar a indústria no contexto internacional.
Para a gerente de serviços de internacionalização na Confederação Nacional da Industria (CNI), Sarah Saldanha Oliveira, todos os contatos das empresas com o mercado internacional é importante. “Temos que verificar o que o mercado sinaliza, analisar e decidir o nível da operação para iniciar o processo de internacionalização de uma empresa. O importante é mudar o nosso mindset. O comércio exterior tem que estar no centro da agenda”, frisou.
Para Elaine Moreira Garcia, despachante aduaneira da empresa Beel Comex, participar dos eventos promovidos pelo CIN é uma maneira de assegurar um posicionamento competitivo, realizar parcerias e ter contato com fontes de órgãos governamentais. “Procuro participar dos eventos do CIN sempre que tenho disponibilidade em minha agenda. É uma excelente oportunidade de networking e de esclarecimento de dúvidas em relação ao nosso setor”, declara.
Para Nassib Kassem, diretor da Cedro Negócios Internacionais, o evento é uma oportunidade de atualização e de obter informações sobre tendências de mercado. “Aqui temos sempre a presença de profissionais renomados e ao que há de mais moderno no mercado. Sem dúvida, uma ótima oportunidade de relacionamentos empresariais”, afirma.
Presente nas 27 federações de indústria dos estados e do Distrito Federal, a Rede CIN conta com especialistas de comércio exterior que desenvolvem soluções encadeadas e complementares para os diversos níveis de maturidade das empresas brasileiras e em 2017 contabilizou 108 mil atendimentos, sendo 56 mil para empresas paranaenses.
A Rede CIN atua de maneira coordenada com diversas entidades parceiras no Brasil e no exterior, e também integra a rede internacional Enterprise Europe Network (EEN), conectando-se a mais de 600 instituições dos 62 países membros.

SOBRE O SISTEMA FIEP

O Sistema Fiep é composto pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). As instituições trabalham integradas em prol do desenvolvimento industrial. Com linhas de atuação complementares, realizam a interlocução com instâncias do poder público, estimulam o fomento de negócios nacionais e internacionais, a competitividade, a inovação, a tecnologia e a adoção de práticas sustentáveis, e oferecem serviços voltados à segurança e saúde dos trabalhadores, à educação básica de crianças, jovens e adultos, à formação e aperfeiçoamento profissional, à formação de nível superior, além de capacitação executiva. Sistema Fiep: nosso i é de indústria.

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