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Instituto Senai produz baterias chumbo-ácidas mais eficientes


Desenvolvido pelo Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica e 11 fabricantes, projeto utiliza insumos nacionais e nanotecnologia embarcada para  aumentar a competitividade.

“A necessidade de buscar novas tecnologias e ampliar a participação no mercado foram os principais motivos que nos levaram a participar do Projeto Consórcio”, afirmou Dayane Rosa, subgerente geral da Cargo Baterias, empresa localizada em Firminópolis (GO), durante o evento que marcou o início das atividades do Laboratório de Prototipagem de Baterias Chumbo-ácidas e Testes Elétricos do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica (ISI-EQ), nesta quarta-feira (28), no Campus da Indústria, em Curitiba.
O Laboratório de Prototipagem de Baterias Chumbo-ácidas e Testes Elétricos faz parte da segunda fase do Projeto Consórcio desenvolvido pelo ISI-EQ e mais 11 fabricantes brasileiros do setor automotivo para o fornecimento de uma solução tecnológica para produção de baterias chumbo-ácido melhoradas com nanotecnologia embarcada.
Desde sua criação, em 2017, o consórcio vem desenvolvendo várias ações visando a transmissão de conhecimento e tecnologias para as equipes técnicas das empresas participantes. “O processo compreende três fases. A primeira foi o nivelamento tecnológico. Agora iniciamos as atividades da planta-piloto com os protótipos das baterias, e por último, a transferência de tecnologia para produção de baterias nas indústrias”, explica Filipe Cassapo, Gerente de Gestão, Inovação e Talentos do Sistema Fiep, e Diretor do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica.
O pesquisador e coordenador do projeto, Leandro da Conceição, explica que os resultados e parâmetros apresentados na primeira fase do projeto estão sendo empregados para a produção dos protótipos e as novas baterias serão testadas em laboratórios credenciados pelo INMETRO, que são parceiros no projeto, sendo que cada fabricante terá a sua própria solução tecnológica e o sigilo industrial estará garantido.
Com 90m², dentro da estrutura do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, o laboratório de prototipagem de placas de baterias chumbo-ácidas possui equipamentos similares aos usados pelas indústrias de baterias e tem capacidade de produzir dois protótipos por dia.
Dayane conta que aplicou o conhecimento adquirido no Instituto e, em pouco tempo, dobrou a capacidade de produção, que hoje chega a 15 mil baterias/mês. Além de Goiás, comercializa baterias de substituição para São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Distrito Federal.
Rubens Souza, químico responsável da Fuzion Baterias Automotivas Ltda., empresa com 25 anos e sede em Apucarana (PR), conta que a participação no consórcio é fundamental para o desenvolvimento e principalmente testes de novos produtos. “Com uma produção mensal de 60 mil baterias, é impossível parar a linha de produção para a realização de testes de novos produtos. O laboratório de prototipagem é de extrema necessidade. Com a entrada de marcas estrangeiras no mercado brasileiro e a necessidade de desenvolver uma bateria com uma eficiência que acompanhasse os motores com sistema start-stop, o setor de baterias de reposição teve que se modernizar para se manter no mercado e é isto que estamos fazendo aqui”, relata.
Esta é a primeira vez que o Paraná desenvolve um projeto com esse modelo de negócio para uma solução tecnológica. “Todos os insumos e tecnologias utilizadas são nacionais e a previsão é que até o final de 2019 cheguem ao mercado as novas baterias melhoradas com nanotecnologia embarcada (EFB – Enhanced Flooted Battery)”, conta Marcos Berton, pesquisador chefe do ISI-EQ.
Ederson Mallmann, gerente de produção da Maxion e SK industrial, empresa localizada em Pinhalzinho (SC), conta que em nenhum momento ele ou os gestores da empresa se sentiram incomodados de desenvolverem um projeto em conjunto com os concorrentes. “Aqui aprendemos juntos e cada um aplica o conhecimento em sua linha de produção. Trocamos ideias sobre o mercado, verificamos tendências, realizamos parcerias. Já estamos pensando em como aumentar a nossa participação no mercado de híbridos elétricos”, afirma.


ISI em Eletroquímica


O Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica foi o primeiro instituto do Senai a ser inaugurado no Brasil. Com infraestrutura laboratorial e de recursos humanos altamente capacitados, realiza pesquisas aplicadas à indústria, desenvolvendo produtos e processos inovadores de combate à corrosão, sensores eletroquímicos, baterias, tintas inteligentes e revestimentos industriais, por meio da elaboração de projetos de alto impacto industrial, tecnológico e econômico.
 
 SOBRE O SISTEMA FIEP
O Sistema Fiep é composto pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). As instituições trabalham integradas em prol do desenvolvimento industrial. Com linhas de atuação complementares, realizam a interlocução com instâncias do poder público, estimulam o fomento de negócios nacionais e internacionais, a competitividade, a inovação, a tecnologia e a adoção de práticas sustentáveis, e oferecem serviços voltados à segurança e saúde dos trabalhadores, à educação básica de crianças, jovens e adultos, à formação e aperfeiçoamento profissional, à formação de nível superior, além de capacitação executiva. Sistema Fiep: nosso i é de indústria.

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