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Steve McQueen apresenta interessante trama de poder em As Viúvas. FILMES, por Rudney Flores


Viola Davis e Colin Farrell são destaques do elenco de As Viúvas.
Crédito da foto: Divulgação/Fox Film


Após um hiato de cinco anos, Steve McQueen, diretor do vencedor do Oscar 12 Anos de Escravidão, retorna ao comando de uma produção de cinema com As Viúvas, uma das principais estreias da semana nos cinemas brasileiros. O cineasta britânico também é um dos roteirista da produção, inspirada no romance homônimo da escritora inglesa Lynda La Plante, sobre viúvas de assaltantes que morrem em um trabalho mal realizado e são obrigadas a entrar no mundo do crime para saldar uma dívida que os maridos deixaram.

Mas o mais interessante no filme não está nas sequências do assalto a ser feito pelas mulheres – interpretadas por Viola Davis (Oscar de atriz coadjuvante por Um Limite Entre Nós), Michelle Rodriguez (franquia Velozes & Furiosos) e Elizabeth Debicki (Guardiões da Galáxia Vol. 2) –, que destacam pessoas comuns e despreparadas conseguindo realizar mirabolantes e impossíveis ações quando sob pressão, lugar-comum de muitos filmes do gênero.

Na outra metade da produção, McQueen, foca em questões raciais e cria uma incrível trama ambientada em um distrito da cidade de Chicago, com personagens riquíssimos, que renderiam um trabalho muito melhor se a história fosse apenas obre eles. O negro Jamal Manning (Brian Tyree Henry, da série de tevê Atlanta), um gângster local, se candidata a vereador do distrito contra o branco Jack Mulligan (Colin Farrell, de Na Mira do Chefe), herdeiro político de uma poderosa família que há décadas detém o cargo.

Ambos têm ligação com Harry Rawlings (Liam Neeson, da franquia Busca Implacável), o líder morto dos assaltantes, criando-se o vinculo com a história das viúvas. Mas o que se destaca mesmo são os meandros do poder na comunidade, em sua maioria pobre e negra, que inclui temas como as diversas formas de exploração feitas pelos grupos comandos pelos dois candidatos e a força política do pastor local. Manning quer aumentar ainda mais seu poder e influência, enquanto Mulligan pretende se livrar do domínio do pai – vivido por um ainda estupendo Robert Duvall (O Juiz). Outro personagem que se impõe é Jatemme (Daniel Kaluuya, de Corra!), o violentíssimo irmão e capanga de Jamal.

Voltando ao núcleo do assalto, apesar do sempre competente trabalho de Viola Davis, vale ressaltar mesmo a frágil Alice de Elizabeth Debicki, que tem uma grande trajetória transformadora. A união das histórias não funciona muito bem e mostra-se desnecessária, desequilibrando uma produção que poderia ser bem melhor se investisse apenas em um caminho. Cotação: Bom.

Trailer de As Viúvas:

Um novo Robin Hood

Existem algumas histórias clássicas que sempre retornam às telas do cinema, ganhando adaptações a cada nova década. Robin Hood – A Origem, lançamento da semana no Brasil, tenta apresentar ao público atual a tradicional lenda do ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres.

Com elenco encabeçado por Taron Egerton como o protagonista Robin Hood – emulando o personagem um tanto arrogante que o levou ao estrelato no ótimo Kingsman – Serviço Secreto –, ao lado do oscarizado Jamie Foxx (Ray) vivendo o parceiro Little John, havia uma boa expectativa de uma grande aventura.

Mas a produção do novato Otto Bathurst, diretor de tevê estreando no cinema, se revela uma esquecível e entendiante diversão, um genérico de filmes recentes do diretor Guy Ritchie (a franquia Sherlock Holmes e Rei Arthur – A Lenda da Espada), a série Jogos Vorazes e mesmo Matrix, dos quais tenta copiar sem sucesso o clima e as sequências de ação.

Na nova história de origem, Robin é um lorde bon vivant do povoado inglês de Nottingham, que se envolve com a plebeia Marian (Eve Hewson, da série televisiva The Knick). Mas ele é convocado para atuar nas Cruzadas contra os muçulmanos e, após anos de batalhas, retorna ferido à terra natal, onde percebe que perdeu todas as posses e também o amor de Marian. A moça pensou que ele tinha morrido e se envolveu com Will Scarlett (Jamie Dornan, da trilogia Cinquenta Tons), uma espécie de líder da população local mais pobre contra o tirano Xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn, de Jogador Nº 1, vivendo mais um vilão na carreira).

Incentivado por Little John, mouro derrotado nas Cruzadas que quer se vingar dos ingleses, Robin começa a praticar roubos com a intenção de desestabilizar o xerife – apesar de estar realmente apenas interessado em chamar a atenção de sua amada. As motivações e o treinamento do protagonista são tratados no roteiro sem qualquer desenvolvimento, tudo acontece da forma mais rápida possível para dar mais espaço às cenas de ação.

O que se vê na tela é um tipo de filme destinado a uma boa parte do público atual de cinema, aquele que não consegue se concentrar em uma história e precisa ser constantemente instigado a olhar para tela com alguma cena barulhenta, para não perder o interesse e procurar algo melhor no celular (que nunca desliga na sala de projeção). É esse público que vai decidir, nas bilheterias, se o novo Robin Hood terá continuação, já que o filme finaliza indicando uma possível sequência. Cotação: Ruim.

Trailer de Robin Hood – A Origem:


Outras estreias

Ator sempre presente nas telas, Mark Wahlberg continua alternando sua carreira entre filmes de ação como Horizonte Profundo – Desastre no Golfo, e comédias, algumas delas mais leves como De Repente Uma Família, que estreia esta semana no Brasil. Ao lado de Rose Byrne (X-Men – Primeira Classe), ele forma o casal Pete e Ellie, que pretende adotar uma criança para completar a vida.

A dupla acaba aceitando receber em casa três irmãos já mais crescidos, que vão testar sua capacidade de serem pais. As dificuldades em lidar com as crianças dão o tom das sequências divertidas do filme dirigido por Sean Anders (da franquia Pai em Dose Dupla, também estrelada por Wahlberg)

Trailer de De Repente Uma Família:


O terrir fez sucesso no cinema brasileiro nos anos 1980 em obras de Ivan Cardoso, como O Segredo da MúmiaAs Sete Vampiras e O Escorpião Escarlate. Há tempos longe das telas, o gênero é retomado por Fabricio Bittar em Exterminadores do Além – Contra a Loira do Banheiro, filme estrelado pelo apresentador Danilo Gentili, a humorista Dani Calabresa e alguns conhecidos youtubers como Léo Lins e Murilo Couto.

Bittar, que já emulou as toscas comédias adolescentes dos anos 1980 em Como se Tornar o Pior Aluno da Escola (com Gentili), segue a mesma linha no novo filme, que mistura muito sangue falso e piadas escatológicas em uma história com tons sobrenaturais sobre a lenda urbana da loira do banheiro.

Trailer de Exterminadores do Além – Contra a Loira do Banheiro:


A estreia da semana no gênero terror é Cadáver, do diretor holandês Diederik Van Rooijen. Na história, a policial Megan (Shay Mitchell) sai da reabilitação direto para trabalhar no necrotério de um hospital. O local recebe a jovem Hannah Grace (Kirby Johnson), que morreu em uma mal sucedida sessão de exorcismo. Uma entidade maligna ainda habita o corpo da moça e Megan terá que enfrentá-la, apesar de não acreditar em fenômenos sobrenaturais.

Trailer de Cadáver:


Superman 4K

Um dos melhores filmes da história baseado em heróis de quadrinhos, Superman – O Filme ganha versão remasterizada no formato 4K para celebrar os 40 anos de seu lançamento. A nova cópia da produção dirigida por Richard Donner e estrelada por Marlon Brando, Christopher Reeve, Gene Hackman e Margot Kidder terá sessão única no Cinemark Barigui, na próxima terça-feira (dia 4), às 20 horas.


O saudoso Christopher Reeve é a melhor encarnação no cinema do herói Superman.
Crédito da foto: Divulgação/Warner Bros.
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Instagram @curitibaemdestaque


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