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Shyamalan finaliza trilogia sobre super-heróis com Vidro. FILMES, por Rudney Flores

Samuel L. Jackson, James McAvoy e Bruce Willis são os personagens centrais do universos de heróis criado por Shyamalan.
Crédito da foto: Divulgação/Buena Vista International


O cineasta M. Night Shyamalan apresenta a terceira parte de produções baseadas em heróis de histórias em quadrinhos em Vidro, principal estreia da semana nos cinemas brasileiros. A produção fecha o arco de personagens apresentados anteriormente nos filmes Corpo Fechado (2000) e Fragmentado (2017) e é protagonizada por Bruce Willis, James McAvoy e Samuel L. Jackson.

É impossível falar Shyamalan sem citar O Sexto Sentido (1999), o maior trabalho da sua carreira de diretor e roteirista. O grande sucesso filme do menino que via pessoas mortas criou expectativas gigantescas para a sequência do trabalho do cineasta, que nunca conseguiu corresponder a contento ao que se esperava dele.

Corpo Fechado – tradução espertinha de título nacional que tentatava navegar ainda na onda espiritual de O Sexto Sentido, temática cara ao público brasileiro, vide as diversas novelas baseadas no gênero –, seu filme seguinte, falava na realidade da mitologia dos super-heróis numa época em que os seres poderosos não eram onipresentes nas telas – o boom do cinema de quadrinhos só começou com o primeiro X-Men (2000).

Dessa forma, a produção que apresentava um homem “inquebrável” e seu oponente frágil como vidro só teve reconhecimento como o ótimo filme que é com o passar do anos, período em que o diretor apresentou trabalhos até interessantes como A Vila (2004), mas também perdeu-se em verdadeiras bombas como A Dama na Água (2006), Fim dos Tempos (2008) e Depois da Terra (2013). Chegou-se a um ponto em que ninguém acreditava que Shyamalan voltaria a apresentar algo realmente digno na carreira.

A redenção veio em 2017 com Fragmentado, produção sobre um homem com 24 personalidades e que, em seu final, revelava fazer parte do mesmo universo criado em Corpo Fechado. A boa acolhida do filme pela crítica e pela audiência fez com que o diretor anunciasse em seguida a produção de Vidro.

O novo filme se inicia com um confronto entre o indestrutível David Dunn (Willis), que trabalha como vigilante há anos com a ajuda do filho Joseph (Spencer Treat Clark), e a violenta Besta, umas das múltiplas personalidades de Kevin Wendell Crumb (McAvoy). Ambos são capturados e ficam sob a tutela da psiquiatra Ellie Staple (Sarah Paulson, da série televisivas American Horror Story e American Crime Story), que os coloca ainda lado a lado com Elijah Price (Jackson), o inteligente vilão Sr. Vidro. A médica tenta convencê-los que não são heróis na verdade e que seus “poderes” são delírios vindos de seus cérebros, que teriam sofrido vários danos.

Quem se destaca no filme é McAvoy, que outra vez apresenta com desenvoltura as inúmeras representações de seu personagem, passando de uma para outra em questão de segundos. Ele acaba sendo o personagem central de Vidro, sobre o qual quase tudo gira. Na trama, Shyamalan discorre ainda mais sobre a mitologia dos super-heróis, que vem de representações encontradas nos primórdios de várias culturas – o público recebe essas informações também através de personagens coadjuvantes de destaque: Joseph, Casey (Anya Taylor-Joy, de Fragmentado) e a sra. Price (Charlayne Woodard), mãe de Elijah. Com os personagens já estabelecidos, o diretor investe mais na ação e nos jogos psicológicos do Sr. Vidro e da psiquiatra.

Shyamalan até fecha bem a trilogia, que acaba sendo bom entretenimento, mas fica faltando a Vidro o clima de surpresa dos dois trabalhos anteriores. Há uma revelação final, mas sem o tradicional grande impacto, comum às produções do diretor, apesar de abrir um caminho para possíveis continuações dentro desse universo de heróis criado pelo ele. Cotação: Bom.

Trailer de Vidro:


Nicole se transforma

Sempre que precisam provar que não são apenas rostos bonitos, algumas atrizes encaram o desafio de vivenciar papeis despojados de qualquer glamour. Charlize Theron (Monster – Desejo Assassino), Cameron Diaz (Quero Ser John Malkovich) Jennifer Aniston (Cake – Uma Razão Para Viver), Margot Robbie (Eu,Tonya) e Nicole Kidman (As Horas) foram algumas das estrelas que se “enfeiram” na telas e receberam até indicações e premiações no Oscar.

Esta última novamente encara um personagem mais árido em O Peso do Passado, filme que estreia esta semana em Curitiba apenas no Espaço Itaú e no Cineplex Batel. Na produção dirigida por Karyn Kusama (Boa de Briga), Kidman é Erin Bell, uma policial decadente e alcoólatra, que vê um personagem de seu passado retornar para complicar ainda mais sua vida já atormentada.

Anos antes, Bell e o parceiro Chris (Sebastian Stan, o Soldado Universal dos filmes da Marvel) eram agentes do FBI infiltrados na gangue de assaltos a bancos comandada por Silas (Toby Kebbell, de Quarteto Fantástico). Sumido por 17 anos, o bandido manda um sinal de vida e a policial faz de tudo para encontrá-lo, ao mesmo tempo em que tenta acertar na vida pessoal as complicações com a filha adolescente rebelde.

A trama se divide entre a investigação atual de Erin e flashbacks da ação infiltrada no passado, com segredos sendo revelados aos poucos. A produção carrega na violência em diversos momentos e não apresenta nenhum diferencial de tantos filmes do gênero – o roteiro demonstra certa engenhosidade apenas em uma no surpresa final. Nicole, praticamente presente em todas as cenas do filme, se sai melhor em sua versão mais nova na história, e convence pouco como a personagem atormentada do presente. Cotação: Regular.

Trailer de O Peso do Passado:


Simplicidade mineira

Grande vencedor do Festival de Brasília 2018, no qual recebeu os prêmios Candango de melhor filme, atriz (Grace Passô), ator coadjuvante (Russo Apr), fotografia e direção de arte, Temporada, do diretor mineiro André Novais Oliveira (Ela Volta na Quinta), apresenta o dia a dia de trabalhadores na cidade de Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

A figura central é Juliana (Passô, de Praça Paris), que chega na cidade para trabalhar como agente de prevenção de endemias da prefeitura, chamada algum tempo depois de passar em concurso para o cargo. A moça aguarda a chegada do marido que ficou na sua terra natal, no interior do estado. Fechada e de poucas falas, aos poucos, ela vai se enturmando com o grupo do trabalho, no qual se destaca o animado Russão (Apr).

Também responsável pelo roteiro, Oliveira retrata seus personagens de maneira afetuosa e vai revelando suas histórias em um tom leve e sereno. O filme remete ao bom cinema realizado no Brasil no início dos anos 2000, mais introspectivo e reflexivo. A simplicidade domina as sequências cotidianas e ganha força principalmente na interpretação de Passô, uma das principais atrizes e dramaturgas do teatro brasileiro atualmente. A produção é mais um lançamento do projeto Vitrine Petrobras e chega a Curitiba apenas na Cinemateca. Cotação: Bom.

Trailer de Temporada:


Animação

Iniciada em 2010, a franquia Como Treinar o Seu Dragão fecha uma trilogia com novas aventuras do viking Soluço e do dragão Banguela. Na terceira parte do desenho, a dupla enfrenta um vilão que quer acabar com a harmonia entre os humanos e os dragões. Um novo mundo escondido, repleto de cores e perfeição, é revelado, e Banguela encontra uma parceira de sua raça.

Trailer de Como Treinar seu Dragão 3:

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