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Shazam! diverte com história de super-herói adolescente. FILMES, por Rudney Flores



Shazam (Zachary Levi) e Freedy (Jack Dylan Grazer) garantem os momentos mais divertidos da produção.
Crédito da foto: Divulgação Warner/DC


Em plena reconstrução do seu universo cinematográfico, a Warner/DC apresenta mais uma produção que tem como marcas a leveza, o humor e ação. Shazam!, principal estreia nos cinemas brasileiros esta semana, destaca-se por ser uma nova história mais descompromissada, assim como Aquaman, filme da produtora lançado no final de 2018, ambas longe de temáticas mais sombrias que não deram muito resultado em grandiosos filmes como Liga da Justiça e Batman Vs. Superman.

O trabalho do diretor David F. Sandberg (das produções de terror Quando as Luzes se Apagam e Annabelle 2) conta inicialmente a origem de futuros antagonistas – o doutor Thaddeus Sivana (traduzindo no Brasil com Dr. Silvana, que até virou nome de banda de rock nos anos 1980) e o garoto Billy Batson, que se irá se tornar o herói Shazam! (união das iniciais dos mitológicos Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio).

Sivana (quando adulto, Mark Strong, de Kick-Ass e da franquia Kingsman) é atormentado pelas duras cobranças do pai e do irmão, enquanto Billy (Asher Angel) procura a mãe que nunca mais viu após se perder dela ainda criança, em um parque de diversões. Desde então, vive a perambular e fugir de lares adotivos como o mais recente, no qual conhece o hiperativo Freddy (o ótimo Jack Dylan Grazer, de It – A Coisa e Querido Menino).

A sequência, com a transformação de Billy em Shazam (Zachary Levi, da extinta série Chuck), recebendo os poderes de uma divindade, se revela a melhor parte do filme e reafirma o que se anunciava nos trailers, uma comédia adolescente claramente inspirada pelo inesquecível Big – Quero Ser Grande, filme que valeu a primeira indicação ao Oscar de Tom Hanks e que ganha até citação – a clássica cena do piano em forma de tapete. É sensacional a química entre Freedy, o garoto nerd fascinado pelo mundo dos quadrinhos, e o herói ainda infantilizado, descobrindo seus poderes, garantindo a real diversão da produção.

O filme ressalta ainda a importância da amizade e do respeito às diferenças, e tem um arco final também agitado, com a batalha contra o vilão Dr. Sivana e os espíritos dos sete pecados capitais que lhe dão poderes. Mas o ritmo cai com as soluções menos elaboradas de roteiro e efeitos especiais pouco inspirados. Como toda nova produção de super-heróis, há ainda duas cenas extras em Shazam! – a primeira relacionada a uma possível continuação e a outra uma tiração de sarro de um outro herói da DC. Cotação: Bom.

Trailer de Shazam!:



Oscarizado

A chegada do Cine Passeio é ótima para a programação de Curitiba. É um espaço aberto para filmes que muitas vezes não recebem a devida atenção dos programadores das outras salas. É o caso de Se a Rua Beale Falasse, indicado a três Oscars, e que não estreou na capital paranaense no início do ano, ao contrário de outras praça no país, e chega somente agora no novo cinema da Fundação Cultural de Curitiba. É a oportunidade de conferir o trabalho de Regina King, que recebeu a estatueta de melhor atriz coadjuvante pelo filme.

Baseado no aclamado romance homônimo do escritor James Baldwin, a produção dirigida por Barry Jenkins (de Moonlight – Sob a Luz do Luar, vencedor do Oscar de melhor filme de 2017) traz a história dos jovens negros Tish (Kiki Layne) e Alonzo (Stephan James), que tentam iniciar uma vida em conjunto após ela engravidar. Mas o rapaz é preso, acusado injustamente de um crime. Sharon (King), mãe de Tish, busca unir as famílias do casal para apoiar a moça e livrar Alonzo de sua condenação.

Trailer de Se a Rua Beale Falasse:



Luta pela trono

Filme de época com todas as características de Oscar, Duas Rainhas, da novata diretora Josie Rourke, acabou sendo completamente ignorado pela Academia na premiação deste ano. O elenco é comandado por duas atrizes que já concorreram à estatueta dourada: Saoirse Ronan (3 indicações, a última por Lady Bird – A Hora de Voar) e Margot Robbie (uma indicação, por Eu, Tonya).

Elas vivem, respectivamente, Mary Queen, rainha de Escócia, e Elizabeth I, rainha da Inglaterra, primas que no século 16 disputam o trono inglês. Prometida ao filho do rei da França, Mary é obrigada a retornar ao país natal logo após a prematura morte do esposo. Ela passa a reclamar para si a coroa da Inglaterra e entra em disputa com Elizabeth, fazendo movimentar um intricado jogo político nos dois países que ainda não haviam se unido na época.

Trailer de Duas Rainhas:



História cubana

Um dos principais atores brasileiros de cinema, Rodrigo Santoro segue investindo em sua carreira internacional, na qual divide-se entre produções do mainstream hollywoodiano (300Ben-Hur) e outras mais independentes como O Tradutor, filme cubano que estreia esta semana no Brasil.

Dirigida pelos irmãos Rodrigo e Sebastián Barriuso, a produção conta a história real de seu pai, um professor de literatura que é obrigado a cumprir uma missão determinada pelo governo de Cuba, nos anos 1980. Conhecedor do idioma russo, Malin Barriuso (Santoro) é indicado para trabalhar como tradutor para famílias da então União Soviética, que chegaram ao país de Fidel Castro para tratar crianças vítimas do terrível acidente nuclear acontecido em Chernobyl, em 1986. A experiência transforma a vida de Malin, que decide largar tudo para apoiar e ajudar no tratamento médico dos jovens russos.

Trailer de O Tradutor:



Nacionais

Figura mítica d'Os Trapalhões, o maior grupo humorístico da história da televisão brasileira, Antônio Carlos Bernardes Gomes tem sua trajetória apresentada em Mussum – Um Filme do Cacildis, da documentarista Susanna Lira.

Narrada por Lázaro Ramos, a produção fala inicialmente do Mussum músico, integrante do grupo Originais do Samba, com o qual fez muito sucesso nos anos 1960 e 1970, antes de se juntar à trupe formada ao lado de Renato Aragão, Dedé Santana e Zacarias. O documentário também destaca o seu lado mais sério, muito responsável com a família e nos projetos que se envolvia, distante da imagem irreverente e debochada construída na carreira artística. O filme é destaque do Projeta às 7 da Rede Cinemark, com sessões no Shopping Muller.

Trailer de Mussum – Um Filme do Cacildis:



Conhecido pelo trabalho com a seminal banda gaúcha de rock Os Replicantes, Carlos Gerbase também tem uma estabelecida carreira como diretor de cinema. Ele lança esta semana Bio – Construindo uma Vida, seu oitavo longa-metragem de ficção, que se destaca pelo elenco de atores conhecidos da tela grande e da telinha: Marco Ricca, Maitê Proença, Werner Schunneman, Maria Fernanda Cândido e Rosanne Mulholland.

Eles interpretam familiares e amigos de um homem que viveu até os 111 anos, no ano de 2070. Após sua morte, todos relembram momentos interessantes em seu convívio e o fato de que ele tinha uma doença que não permitia que mentisse. O filme está sendo lançado no Espaço Itaú, Cine Passeio e Cine Guarani.

Trailer de Bio – Construindo uma Vida:



Coproduções

Depois da comédia romântica Um Amor Inesperado, que esteve em cartaz recentemente em Curitiba, a atriz Mercedes Morán entra novamente na programação da capital com o filme Família Submersa, um coprodução da Argentina, Brasil, Alemanha e Noruega.

No primeiro longa-metragem da diretora María Alché, a artista argentina vive Marcela, mulher que tem um grande abalo com a morte repentina da irmã Rina, com quem convivia diariamente. Isolada do restante da família, ela é obrigada a rever todos os parentes no velório, situação que a incomoda por reviver antigos temas que a desagradam. O filme esteia apenas no Espaço Itaú.

Trailer de Família Submersa:



Coprodução luso-brasileira, António Um Dois Três, também marca a estreia de um diretor em longas-metragens, o português Leonardo Mouramateus. Ele apresenta a história de António (Mauro Soares), jovem que abandonou a faculdade há mais de um ano, mas não contou aos pais, que acham que estuda normalmente ainda. Ao ter a mentira descoberta, ele foge de casa e vai viver com uma ex-namorada. No local, ele conhece Débora (Déborah Viegas), brasileira que está de passagem por Portugal e por quem se apaixona. O filme entra em cartaz no Cine Passeio.

Trailer de António Um Dois Três:

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Outras estreias

A comédia francea Quando Margot Encontra Margot, da diretora Sophie Fillières apresenta a inusitada trama de identidade. Margot (Sandrine Kiberlain, de Uma Juíza sem Juízo), na faixa dos 40 anos, está sempre se encontrando com uma jovem de mesmo nome (vivida por Agathe Bonitzer). Com o tempo, elas ficam amigas e percebem que são a mesma pessoa, separada por cerca de 20 anos. A mais velha tenta auxiliar a mais nova e dá dicas para que não cometa os mesmos erros na vida, principalmente nas relações amorosas. A produção está sendo lançada no Cinépolis Pátio Batel e no Espaço Itaú.

Trailer de Quando Margot Encontra Margot:


Sucesso no cinema nos Estados Unidos, o ator e diretor Tyler Perry tem seu trabalho focado principalmente em comédias para o público afro-americano. Sua mais nova produção é Um Funeral em Família, em que interpreta diversos personagens caricatos, assim como Eddie Murphy já fazia nas décadas de 1990 e 2000, em produções como O Professor Aloprado e Norbit. As piadas escatológicas dominam a história já um tanto batida de um funeral com muitas confusões. O filme está na programação do Espaço Itaú.

Trailer de Um Funeral em Família:



Instagram @curitibaemdestaque


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