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DC retoma caminho no cinema com o surpreendente Aquaman. FILMES, por Rudney Flores

Jason Momoa demonstra grande carisma na interpretação do herói Aquaman.
Crédito da foto: Divulgação/Warner Bros.


Após os resultados negativos de Liga de Justiça e Esquadrão Suicida no ano passado, a Warner/DC abandonou o projeto de universo compartilhado de filmes de seus heróis. O estúdio ficou um ano e meio sem lançamentos e agora apresenta Aquaman, o primeiro de uma série de filmes-solo dos conhecidos personagens da editora de quadrinhos que deverão chegar às telas nos próximos anos – Shazan estreia em abril de 2019 e Mulher-Maravilha 1984 está previsto para junho de 2020. Mas antes de falar diretamente do herói marinho, vale lembrar um pouco a recente história da DC no cinema.

“Why so serious?” A frase mítica do personagem Coringa, brilhantemente interpretado por Heath Ledger em Batman – O Cavaleiro das Trevas, o melhor filme de herói de quadrinhos da história, seria o principal questionamento à tentativa de criação de um universo unificado de aventuras dos personagens da DC, que buscava replicar as produções bem amarradas da concorrente Marvel, sucesso há uma década.

Zack Snyder, indicado para a tarefa, tentou dar um tom mais realista aos heróis nos filmes Homem de Aço (2013), Batman vs. Superman – A Origem da Justiça (2016) e Liga da Justiça (2017), seguindo os passos de Christopher Nolan na trilogia do Batman – formada por Begins (2005), O Cavaleiro das Trevas (2008) e O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012). Mas esse realismo se mostrou ideal somente para o Batman, o único dos principais heróis que não tem superpoderes e sempre teve um tom mais sombrio em suas histórias mais modernas.

O fracasso das produções de Snyder – de crítica, principalmente, e também de bilheterias, já que nunca arrecadaram o esperado – foi causado em grande parte por essa aposta errada em tramas que eram levadas muito a sério, com poucos respiros de boa aventura e humor. Houve uma tentativa de se aliviar o tom no remontado e irregular Liga da Justiça, mas o estrago já estava feito e, hoje, um universo unificado da DC é uma ideia abandonada.

Corte para o Aquaman de Jason Momoa, que tinha sido um dos destaques de Liga da Justiça, já demonstrando um certo sentido de humor ao lado do Flash de Ezra Miller. Aliado ao ótimo Mulher Maravilha, lançado no início de 2017, o primeiro filme-solo do herói marinho abre novos caminhos, demonstrando que aventuras mais leves e divertidas podem ser o ideal para os personagens da DC nas telas.

Motivo de piadas durante anos, sempre considerado um personagem de segundo escalão – muito por conta da participação no desenho animado Superamigos, no qual tinha um estridente uniforme laranja e verde e, vez ou outra, aparecia montado em cavalos-marinhos, tendo como principal poder falar com seres aquáticos –, parecia improvável pensar no Aquaman como protagonista de uma grande produção.

Mas o diretor James Wan – malaio responsável por filmes de terror como o primeiro Jogos Mortais e a franquia Invocação do Mal, além da açãoVelozes e Furiosos 7 – enquadra o personagem em uma surpreendente aventura com impressionantes efeitos especiais, mostrando incríveis criações de cenários no fundo do mar, uma ação intensa com diversas batalhas épicas e boa dose do humor, uma receita infalível de diversão no cinema. Mostra também a jornada de um herói hesitante e bronco em assumir seu papel como líder.

Após uma abertura movimentada, com o Aquaman demonstrando muita força, o filme resgata o nascimento do herói após a união do faroleiro Tom Curry (Temuera Morrison, de Star Wars – Episódios 2 e 3) e a atlante Atlanna (Nicole Kidman, de Moulin Rouge). Já adulto, Artur Curry vê seu meio-irmão, o rei Orm (Patrick Wilson, que viveu o herói Coruja em Watchmen), querer reunir e dominar os reinos de Atlântica para invadir o mundo da superfície, causando uma grande guerra. Com a ajuda da princesa Mera (Amber Heard, de Diário de um Jornalista Bêbado) e do vizir Vulko (Willian Dafoe, o Duende Verde da trilogia original Homem-Aranha), Aquaman decide enfrentar o Orm e seu exército.

O filme comandado por Wan destaca uma jornada de poder ao estilo Game of Thrones (série em que Momoa se destacou na primeira temporada) e com seres e elementos mágicos e poderosos que lembram Fúria de Titãs (o original de 1981). Com um bom time de coadjuvantes, que inclui ainda Dolph Lundgren (o eterno Ivan Drago de Rocky 4 e que também viveu o herói He-Man nas telas) como o rei Nereus, pai de Mera, o destaque fica mesmo com Momoa, que demonstra um grande carisma e já se coloca como nova estrela do cinema com a produção. Na tradição dos filmes de quadrinhos, Aquaman tem uma cena pós-créditos que chama para uma continuação da franquia. Cotação: Ótimo.

Trailer de Aquaman:


DPA na Itália

Sucesso na telinha, no canal pago Gloob, na qual já teve 11 temporadas, a série infantil DPA ganha mais um longa-metragem com Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano, produção dirigida por Vivianne Jundi, também responsável pelo comando do programa da televisão.

Pippo, Sol e Bento, a segunda turma dos investigadores mirins, vividos pelos agora pré-adolescentes Pedro Henriques Motta, Letícia Braga e Anderson Lima, embarcam em uma aventura internacional, saindo do quintal do prédio do título da atração. O trio se inscreve em um concurso musical que se revela uma armadilha dos bruxos Máximo e Mínima – os vilões da história interpretados por Diogo Vilela e Fabiana Karla.

Os detetives não conseguem se apresentar para os malvados irmãos porque a bruxinha Berenice (Nicole Orsini) os substitui na competição. Ela e outras crianças são levadas para a Itália (a produção teve realmente cenas filmadas no país) por Máximo e Mínima, que também irão participar da Expo-Bruxos, um concurso de novidades dos seres com poderes especiais. Pippo, Sol e Bento decidem viajar ao pais da bota na vassoura mágica de Berenice e lá tentam salvar todo mundo.

O filme tem um boa realização técnica, com caprichados efeitos especiais, além de um competente trabalho de atuação do elenco infantil e da dupla Vilela e Karla, que parece se divertir muito vivendo os antagonistas. Mas o fraco roteiro de Flávia Lins e Silva, responsável pelo texto da série, replica as histórias ingênuas que marcam o programa, tornando-se apenas um episódio mais longo do que se vê na tevê, assim como já havia acontecido na estreia na tela grande. É uma opção segura, já que o primeiro filme conseguiu mais de um milhão de espectadores.

O resultado final chega a ser tedioso em vários momentos. Uma aventura de fantasia no cinema pede mais uma trama mais inspirada e elaborada, e os realizadores poderiam tentar ousar mais se houver outros filmes da simpática turminha de detetives-mirins. Cotação: Regular.

Trailer de Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano:


Outras estreias

A Coreia do Sul apresenta uma das cinematografias mais interessantes do cenário mundial nas duas últimas décadas, com produções instigantes, violentas, intensas ou no mínimo curiosas. Mais um representante recente do cinema do pais asiático chega a Curitiba esta semana: Em Chamas, do diretor Lee Chang-Dong, melhor filme para a Fipresci (imprensa especializada) no Festival de Cannes deste ano.

A produção envolve três personagens em uma trama de mistério. Hae-mi (Jeon Jong-seo) está viagem marcada para a África e pede que o amigo Jong-soo (Yoo Ah-in) cuide de seu gato enquanto está fora. A moça retorna na companhia de Ben (Steven Yeun, o Glenn da série televisiva The Walking Dead), um jovem de hábitos muito estranhos e perigosos. O filme, que chega apenas ao Espaço Itaú, foi escolhido pela Coreia do Sul para concorrer à indicação de melhor filme estrangeiro do Oscar 2019.

Trailer de Em Chamas:


Ambientado na França do início do século 20, o drama Colette, do diretor Wash Westmoreland (Para Sempre Alice), é livremente inspirado da biografia da escritora Sidonie-Gabrielle Colette, nome importante da literatura francesa.

O filme faz um recorte da época em que a personagem, vivida por Keira Knightley (Mesmo Se Nada Der Certo) era casada com o escritor Henri Gautthier Villars (Dominic West, de The Square – A Arte da Discórdia). Sob o pseudônimo de Willy, ele lançou uma série de livros de sucesso que, na realidade, foram escritos por Colette. Com o tempo, a escritora busca o reconhecimento, mas o marido recusa lhe dar os créditos das obras. O filme está sendo lançado no Cinépolis Pátio Batel e no Espaço Itaú.

Trailer de Colette:


Quatro das maiores atrizes do teatro e do cinema do Reino Unido foram reunidas pelo diretor Roger Mitchell (Um Lugar Chamado Notting Hill) no documentário Chá com as Damas, que está na programação de Curitiba com sessões no Cineplex Batel e no Espaço Itaú.

Maggie Smith (vencedora de dois Oscars, melhor atriz por A Primavera de uma Solteirona e atriz coadjuvante por Califórnia Suíte), Judi Dench (Oscar de atriz coadjuvante por Shakespeare Apaixonado), Joan Plowright (Um Sonho de Primavera) e Eileen Atkins (Assassinato em Gosford Park) são todas Dames (damas) condecoradas pela rainha Elizabeth 2ª. Muito amigas, elas falam de maneira descontraída e intimista das importantes carreiras que ainda mantêm no teatro e no cinema, e também de suas vidas pessoais.

Trailer de Chá com as Damas:


Após passar anos em um hospital psiquiátrico, o brasileiro Moacir dos Santos chamou a atenção do diretor argentino Tomás Lipgot. A parceria da dupla gerou o inusitado documentário Moacir – O Santista que Conquistou os Argentinos. Lipgot realiza o desejo de Santos de realizar um filme – “verídico”, em suas palavras – e capta diversas interações do brasileiro com o povo argentino. A produção estreia apenas no Espaço Itaú.

Trailer de Moacir – O Santista que Conquistou os Argentinos:


Vertigo

Para celebrar os 60 anos de lançamento, Um Corpo Que Cai (1958, Vertigo no original), um dos principais trabalhos do mestre do suspense Alfred Hitchcock, é atração selecionada para fechar a temporada 2018 do projeto Clássicos Cinemark.

Em mais uma parceria com o mítico cineastas, depois de Janela Indiscreta (1954) e O Homem Que Sabia Demais (1956), James Stewart vive o detetive aposentado John Scottie, que tem sérios problemas com a vertigem. Ele é contratado para seguir Madeleine (Kim Novak), esposa de um amigo, mas a moça tem predileção por andar sempre em lugares altos, o que faz com que Scottie enfrente seus maiores medos para cumprir a missão. Para completar, a trama apresenta um mistério sobre a identidade de Madeleine.

Um Corpo Que Cai terá sessão única na próxima terça-feira (dia 18), às 20 horas, no Cinemark Mueller.

James Stewart e Kim Novak estrelam Um Corpo Que Cai, filme de Alfred Hitchcock que completou 60 anos em 2018.
Crédito da foto: Divulgação.
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