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Dinamarquês Culpa apresenta surpreendente trama de suspense. FILMES, por Rudney Flores


O ator Jakob Cedergren é o protagonista de Culpa, candidato da Dinamarca ao Oscar de filme estrangeiro.
Crédito da foto: Divulgação/Nikolaj Møller.

O Brasil novamente não terá uma produção entre os finalistas do Oscar de melhor filme estrangeiro – o escolhido do país este ano, O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, foi ignorado pelos votantes da Academia –, mas alguns dos principais candidatos da categoria já começam a estrear nas salas brasileiras antes da premiação, assim como tem acontecido nas últimas temporadas – antigamente, essas produções demoravam a chegar aos cinemas do pais, principalmente na capital paranaense, isso quando chegavam.

É o caso do dinamarquês Culpa, que está sendo lançado apenas no Cineplex Novo Batel, um dos nove filmes pré-selecionados pela Academia para tentar a vaga na lista final de cinco escolhidos a concorrer à estatueta dourada na cerimônia de 2019 – outro na mesma condição que já passou por Curitiba é o intrigante sul-coreano Em Chamas; Roma, do mexicano Alfonso Cuarón, também pré-selecionado, já está disponível no Netflix.

A produção dirigida pelo novato Gustav Möller, também um dos roteiristas, se revela um instigante suspense, apesar de ser realizado em um cenário muito enxuto, em duas salas de uma central de emergência na capital Copenhague. O policial Asger Holm (Jakob Cedergren, com ótima atuação) trabalha em uma noite atendendo ocorrências simples. Até que uma ligação de uma mulher indicando que foi sequestrada o tira da rotina.

O filme segue em diversas conversas por telefone de Holm com outros policiais, com a vítima e também seu filho, que está sozinho em casa. E várias histórias vão sendo reveladas, em um crescente de situações cada vez mais tensas. Inventivo, o diretor destaca principalmente sons – de gritos, de conversas bruscas, de veículos em movimento – para manter o clima de suspense e apresenta uma produção surpreendente. Cotação: Ótimo.

Trailer de Culpa:



Novo Van Sant

Assim como em um dos maiores sucessos de sua carreira, o premiado Milk – A Voz da Igualdade (2008), o cineasta Gus Van Sant investe novamente em uma cinebiografia em A Pé Ele Não Vai Longe, produção que está sendo lançada no Cineplex Batel e no Cinépolis Pátio Batel.

O filme conta a história do cartunista americano John Callahan, vivido por Joaquin Phoenix (Ela). Quando jovem, ele sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico. O infortúnio teve relação com seu alcoolismo e o roteiro escrito por Van Sant trata muito da batalha de Callahan contra o vício, focando suas reuniões com o grupo liderado por Donny (Jonah Hill, de O Lobo de Wall Street), um jovem rico, gay, ex-alcoólatra e padrinho de Alcoólicos Anônimos (AA) de diversas pessoas.

Van Sant foi reconhecido por filmes ousados como Drugstore Cowboy (1989), Garotos de Programa (1991), Elefante (2003) e Paranoid Park (2007), mas outra vez opta pelo convencional das cinebiografias em boa parte da nova produção, mesmo caminho seguido em Milk. A montagem alterna períodos temporais, mas o texto muito focado nos conhecidos 12 passos para a cura dos AA deixa o filme um tanto tedioso em certos momentos.

A Pé... melhora quando Van Sant apresenta a fase artística de Callahan – para encarar melhor a vida ele passou a se dedicar aos cartuns, todos de temática ácida, politicamente incorretos mesmo nos anos 1970, principal época retratada no filme. E os desenhos aparecem como boa opção para contar a história do cartunista. Usados timidamente como animação no início, eles são destacados no arco final, uma opção que dá um respiro à produção – assim como no ótimo Anti-Herói Americano (2003), cinebiografia do escritor de quadrinhos Harvey Pekar.

Phoenix é novamente destaque e entrega mais um trabalho de brilho. O elenco ainda destaca as participações especiais de Rooney Mara (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres), Jack Black (Escola de Rock) e as roqueiras Kim Gordon, guitarrista da influente e extinta banda Sonic Youth, e Beth Ditto, vocalista do grupo Gossip. Cotação: Bom.

Trailer de A Pé Ele Não Vai Longe:



Deadpool outra vez

Um dos sucessos do ano no cinema, Deadpool 2 está voltando ao cartaz em uma versão direcionada a um público mais jovem, com redução das cenas de violência e diminuição da imensa lista de palavrões, que são substituídos pelos tradicionais bipes sonoros. Era uma Vez um Deadpool estreia oficialmente no dia 1º de janeiro, mas já tem sessões de pré-estreia no Cinemark Barigui em Curitiba.

A produção derivada destaca o super-herói da Marvel vivido por Ryan Reynolds (que tem no verborrágico personagem o principal papel de sua carreira) apresentando as aventuras do segundo filme da franquia ao ator Fred Savage. O eterno Kevin Arnold do seriado Anos Incríveis, que atualmente também trabalha como diretor em diversas séries de tevê (a mais conhecida é a premiada Modern Family), é sequestrado por Deadpool e mantido preso a cama de um quarto decorado com temas infantis – uma referência ao filme A Princesa Prometida, cult adolescente dos anos 1980, no qual Savage viveu uma criança que escuta histórias de aventura lidas por seu avô.

A interação da dupla rende boas piadas sobre cinema baseado em quadrinhos, que entrecortam as sequências do filme dirigido por David Leitch (Atômica). Na história, turbinada com algumas cenas inéditas no original, o herói do uniforme vermelho reúne uma equipe para enfrentar Cable (Josh Brolin, que também dá voz ao vilão Thanos nos filmes da Marvel), uma espécie de homem-máquina que vem do futuro para eliminar Russel (Julian Dennison), jovem mutante que se tornará um violento vilão quando adulto.

O humor ainda funciona e rende momentos hilários mesmo para quem já viu o original, mas o roteiro continua não sendo dos mais inspirados – como bem lembram os próprios Reynolds e Savage, em momentos de autodetonação do filme. A novidade de Era uma Vez um Deadpool fica sendo mesmo mais uma emocionante homenagem a Stan Lee, morto recentemente. O maior nome da Marvel, cocriador de diversos personagens da editora e escritor de histórias clássicas dos quadrinhos de heróis, aparece em cenas apresentadas após todos os créditos da produção – vale a pena aguardar até final para acompanhar. Cotação: Bom.

Trailer de Era uma Vez um Deadpool:

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