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Animação Homem-Aranha no Aranhaverso é sensacional aventura pop. FILMES, por Rudney Flores

Desenho traz diversas versões do Homem-Aranha em universos paralelos.
Crédito da foto: Divulgação/Sony Pictures



Personagem mais adorado da Marvel, o Homem-Aranha ganha uma de sua melhores adaptações para o cinema com a animação Homem-Aranha no Aranhaverso, principal estreia da semana. Com direção de Peter Ramsey (A Origem dos Guardiões) e dos estreantes Bob Persichetti (roteirista da ótimo desenho O Pequeno Príncipe) e Rodney Rothman (também corroteirista do filme ao lado de Phil Lord), a produção apresenta diversas versões do herói em uma aventura extremamente pop e muito divertida.

O personagem central do desenho é Miles Morales, adolescente negro de descendência hispânica, o Homem-Aranha da série Ultimate da Marvel, um dos universos paralelos das histórias da editora. Na filme, Miles também é picado por uma aranha radioativa e vê a morte de Peter Parker pelas mãos do vilão Wilson Fisk, o Rei do Crime. Sofrendo com a perda da mulher e do filho, Fisk patrocinou a construção de uma máquina que transita por variados universos para tentar trazê-los de volta à vida.

A experiência acarreta em uma ruptura no multiverso e diversas versões do Homem-Aranha chegam ao mundo de Miles Morales – um Peter Parker já veterano, fora de forma e que sofre com a separação de Mary Jane; Gwen Stacy, a primeira namorada de Peter, que em seu universo foi quem recebeu a picada da aranha radioativa, tornando-se a Mulher-Aranha; o Homem-Aranha Noir, em preto e branco, apresentado na série que retrata os heróis da Marvel nos anos 1930; Peni Parker, uma garota do futuro no estilo anime, que comanda um robô-aranha; e o Spider-Ham, um metamorfo porco-aranha, também apresentado em uma série especial de quadrinhos. Tendo o Parker mais velho como mentor, Miles começa a aprender a utilizar seus recém-adquiridos poderes e, juntamente com as outras formas do Aranha, irá enfrentar o poderoso Fisk.

O roteiro transpõe perfeitamente para a tela a dinâmica de aventura das tradicionais HQs de heróis, o que resulta em um filme empolgante, com momentos de pura diversão e humor aliados a uma ação incessante. A produção também consegue conciliar agilmente os diferentes tipos de animação dos personagens – o traço preto e branco do Aranha Noir, o estilo mangá de Peni, o 2D do Spider-Ham, e o mais atual de Stacy, Morales e Parker. O desenho ainda destaca uma trilha sonora cool de canções hip-hop e r&b e a tradicional e imperdível cena pós-créditos. Cotação: Excelente.

Trailer de Homem-Aranha no Aranhaverso:


Assuntos familiares

Mais um dos nove pré-selecionados ao Oscar de melhor filme estrangeiro 2019 chega a Curitiba, o filme japonês Assunto de Família, do diretor Hirokazu Kore-eda, que também foi o grande vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2018.

O cineasta retoma o tema familiar e humanista em sua obra, que tem como destaque as ótimas produções Ninguém Pode Saber (melhor ator em Cannes 2004) e Pais e Filhos (prêmio do júri em Cannes 2013). Assunto de Família se aproxima do primeiro, com personagens humildes e retratando situações de pobreza que a maioria das pessoas não relaciona com países de primeiro mundo como o Japão.

Osamu (Lily Franky) e o filho adolescente vivem de pequenos assaltos em mercados. Um dia, ao retornar para casa, a dupla se depara com uma menina vítima de violência doméstica e resolve levá-la para morar com eles. A família de Osamu também é formada por uma tia, que ajuda a garantir o sustento da casa com seu salário de viúva, sua esposa, que trabalha em uma pequena empresa, e uma moça que faz striptease. Todos têm falhas de caráter e vivem em aparente harmonia que, aos poucos, começa a se desintegrar com vários fatos que vão ocorrendo em suas vidas.

Mas, dessa vez, Kore-eda não apresenta personagens ou tramas interessantes – como a questão de crianças que precisam se virar sozinhas nas ruas de Tóquio, abandonadas pelos pais, em Ninguém Pode Saber, ou uma troca de crianças que altera a vida de duas famílias em Pais e Filhos. Fica a sensação que o diretor tenta comover apenas apresentando vidas pobres no Japão, mas a história anda em círculos, tem raros propósitos e pouco avança, tornando-se monótona em diversos momentos. O filme estreia apenas no Espaço Itaú. Cotação: Regular.

Trailer de Assunto de Família:


Aventura insossa

Responsável por uma das mais grandiosas obras do cinema – a premiada trilogia O Senhor dos Anéis – o diretor Peter Jackson parece ter encontrado o primeiro grande fracasso na carreira com o longa-metragem Máquinas Mortais, que estreia esta semana nos cinemas brasileiros.

O cineasta australiano é responsável pela produção do filme e também um dos roteiristas da adaptação da obra homônima criada pelo escritor inglês Philip Reeve. A história apresenta mais um cenário pós-apocalíptico para o planeta, que no final do século 21 teria sido palco da chamada Guerra dos 60 Minutos, que acabou com a crosta terrestre. Mil anos depois, as pessoas vivem em cidades-tração, engenhocas que se movimentam pelo planeta em busca de recursos naturais – as maiores “devoram” as menores.

Uma das principais cidades que se movem é Londres, que tem como um dos líderes o ambicioso Thaddeus Valentine (Hugo Weaving, o agente Smith da trilogia Matrix). Ele sofre um atentando da jovem Hester Shaw (Hera Hilmar), filha de uma mulher que ele teria matado há muitos anos. Juntamente com museólogo Tom Natsworthy (Robert Sheehan) e um grupo de rebeldes, Hester vai tentar impedir que Valentine aumente seu poder e recupere uma das armas que anteriormente quase destruíram o planeta.

As propostas de história são até interessantes, mas o diretor estreante Christian Rivers entrega um filme sem nenhum brilho, muito sisudo e com pouco sentido de aventura. O roteiro previsível, recheado de clichês do gênero, também não contribui, assim como os protagonistas nada carismáticos. O belo visual, focado na engenhosidade das máquinas, é a única coisa que se salva na produção, pouquíssimo para algo com a assinatura Peter Jackson, e que também envolveu um grande orçamento e suscitou enormes expectativas, mas se revelou um trabalho decepcionante. Cotação: Ruim.

Trailer de Máquinas Mortais:


Outras estreias

A temporada de filmes cotados para o Oscar – que anuncia seus indicados no próximo dia 22 – se inicia esta semana com a estreia de A Esposa, produção que valeu a Glenn Close o Globo de Ouro de melhor atriz de drama no último domingo. A sensacional e hoje veterana artista também está indicada ao prêmio dos SAG (Sindicatos dos Atores de Hollywood) e certamente estará entre as finalistas da maior premiação do cinema.

Na produção do diretor sueco Björn Runge, Close vive Joan, casada com o escritor Joe Castleman (Jonathan Pryce, de Brazil – O Filme), que recebe o prêmio Nobel de Literatura. Instigada pelo jornalista Nathaniel Bone (Christian Slater, da série Mr. Robot), ela começa a contestar sua vida de 40 anos de submissão ao marido. Joan também demonstrava talentos literários quando jovem, mas não foi adiante para apoiar a carreira de Joe. A Esposa está sendo lançado no Espaço Itaú, Cineplex Batel e Cinépolis Pátio Batel (neste, com sessões apenas sexta-feira e sábado).

Trailer de A Esposa:


Grande sucesso do cinema há sete anos, o filme francês Intocáveis conquistou plateias em todo o mundo com uma história de amizade entre um homem tetraplégico e seu cuidador, inspirada por fatos reais. Era quase inevitável que a produção recebesse um remake em Hollywood (também ganhou uma versão na Argentina), rebatizada de Amigos para Sempre, que estreia esta semana no Brasil.

O filme, dirigido por Neil Burguer (O Ilusionista), é estrelado por atores famosos, a começar por Bryan Cranston – o eterno Walter White da sérieBreaking Bad –, que vive o protagonista Philip, preso a uma cadeira de rodas após um acidente. Ele terá como assistente Dell (o comediante Kevin Hart, que apresentaria o Oscar este ano, mas desistiu após uma polêmica com declarações homofóbicas antigas numa rede social), homem sem experiência na função, mas que ganha a confiança do patrão por seu jeito descontraído. A oscarizada Nicole Kidman (As Horas) interpreta a governanta de Philip – o elenco ainda destaca Julianna Margulies (das séries E.R. e The Good Wife). Amigos para Sempre tem sessões apenas no Cineplex Batel.

Trailer de Amigos para Sempre:


O diretor José Alvarenga Jr. apresentou dois longa-metragens em 2018. O primeiro, 10 Segundos para Vencer, cinebiografia do grande boxeador brasileiro Éder Jofre, virou recentemente série na tevê aberta. O outro é Intimidade entre Estranhos, que está sendo lançado somente agora no início do ano na capital paranaense, na Cinemateca.

A história fala de Maria (Rafaela Mandelli, da série de tevê O Negócio), casada com Pedro (Milhem Cortaz, de O Lobo Atrás da Porta), um ator que começa a fazer sucesso na televisão. O casal começa a se distanciar e a moça se envolve com o síndico do seu prédio, o jovem e introspectivo Horácio (Gabriel Contente, oriundo da série global Malhação).

Trailer de Intimidade entre Estranhos:

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