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Vice crítica de forma irônica e satírica o poder na América. FILMES, por Rudney Flores

Christian Bale e Amy Adams receberam indicações ao Oscar pelas atuações em Vice.
Crédito da foto: Divulgação


Antes de Donald Trump, os Estados Unidos também tiveram recentemente uma outra figura controversa no comando do país. Mas, incrivelmente, ela não tinha o principal posto do país mais poderoso do mundo, era apenas o segundo na linha de comando, em um cargo que muitos até consideram figurativo.

Vice, um dos concorrentes do Oscar deste ano e principal estreia da semana nos cinemas brasileiros, apresenta essa história de forma satírica, uma característica do cinema do diretor Adam McKay, premiado há três anos com o Oscar melhor roteiro por A Grande Aposta, que tratava da crise financeira na América em 2008.

O novo filme tem como figura central Dick Cheney, vivido por Christian Bale (O Vencedor) em mais uma inacreditável transformação física. Quando jovem, um bêbado sem grandes perspectivas na vida, ele entra para o mundo da política com o apoio da mulher Lynne (Amy Adams, de Trapaça) e na esteira do republicano Donald Rumsfeld (Steve Carell, da série The Office), ainda no primeiro governo de Richard Nixon. Cheney vira congressista pelo estado do Wyoming nos anos 1970 e 1980 e consegue o cargo de secretário de defesa dos Estados Unidos no governo de George Bush, entre 1989 e 1993. Em 2000, entra como vice-presidente na chapa de George W. Bush (Sam Rockwell, de Três Anúncios para um Crime), cargo que exerce por dois mandatos.

É exatamente este período que McKay retrata com destaque em Vice, quando Cheney estende seu poder para diversas áreas do governo americano, manipulando e influenciando para que o país entre em guerra contra Iraque após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, fazendo lobby com a indústria petroleira para o qual já tinha sido executivo, entre tantas outras formas de negociatas.

O diretor e roteirista repete o estilo de filmagem de A Grande Aposta, jogando um grande número de informações para o espectador com um humor irônico e diversas idas e vindas no tempo, tudo para mostrar os absurdos do mundo da politica americana. McKay brinca ainda com um final falso e destaca um narrador cuja importante identidade só será revelada do final. A crítica contundente é completada com as brilhantes atuações de Bale e Adams.

Vice recebeu indicações para melhor filme, diretor, ator (Bale), atriz coadjuvante (Adams), ator coadjuvante (Rockwell), roteiro original, edição e maquiagem. Cotação: Ótimo.

Trailer de Vice:


Corpos dançantes

Reconhecido pelo polêmico Irreversível (2002), o diretor argentino radicado na França Gaspar Noé segue lançando produções que tem o intuito de incomodar as audiências. Seu mais novo trabalho é Clímax, ambientado nos anos 1990 e apresentando uma tour noturna com um grupo de dançarinos.

O filme mostra inicialmente vídeos de entrevistas de moças e rapazes que são convidados a colaborar com um coreógrafo famoso. Depois, todos são reunidos em um galpão para uma grande festa com muita bebida e drogas. Noé, também roteirista, não destaca nenhuma história em particular. Apenas coloca seus personagens a dançar freneticamente em frente às câmeras. Em outros trechos, os diálogos improvisados falam muito sobre sexo. E, por fim, uma suspeita faz todos mostrarem um lado muito violento.

Noé convida o espectador a uma espécie de voyeurismo de corpos em movimento e mentes confusas – cuja figura mais conhecida é atriz Sofia Boutella (AtômicaKingsman – Serviço Secreto). As sequências de danças são em sua maioria psicodélicas, filmadas em alguns ângulos inusitados. As tensões são registradas com muita câmera na mão. As imagens vão envolvendo o público, ao mesmo tempo que o incomoda em vários momentos. Mas a experiência se mostra cada vez mais instigante no desenvolvimento da produção. Clímax tem sessões no UCI Estação e no Espaço Itaú. Cotação: Bom.

Trailer de Clímax:


Terror russo

Gênero que tem filmes lançados praticamente a cada semana, o terror está presente em vários cinematografias. Na Rússia, quem está investindo em produções que pretendem assustar o público é o jovem diretor Svyatoslav Podgayevskiy. Depois de A Noiva, apresentado no ano passado, ele lança A Sereia – Lago dos Mortos, mais uma produção que tem história baseada em uma maldição.

A trama não faz qualquer sentido e vai jogando seus personagens em sequências que tem o intuito do susto fácil, baseado em aparições fantasmagóricas do personagem do título. O fiapo de história começa com os noivos Marina (Viktoriya Agalakova, que também está em A Noiva) e Roma (Efim Petrunin), que está prestes a se casar. Em uma noite, a pedido de um amigo, o rapaz vai visitar a casa do lago abandonada de sua família. O parceiro preparou uma despedida de solteiro surpresa, mas Roma não gosta da festa e decide nadar no lago. Lá é atraído pela tal sereia, sendo amaldiçoado por ela.

Marina, Roma, sua irmã e o amigo decidem enfrentar o ente maligno e retornam à casa do lago. Aos poucos, são desvendadas passagens do passado da sereia, que fica cada vez mais violenta. Mas a aventura segue sem maiores explicações. Para complicar, as cópias lançadas no Brasil são dubladas em inglês, o que o torna ainda mais superficial uma produção pouco inspirada. Cotação: Ruim.

Trailer de A Sereia – Lago dos Mortos:


Nacionais

Maior cantora brasileira, Maria Bethânia é figura central do documentário Fevereiros, de Marcio Debellian. O filme destaca dois momentos. O primeiro é o desfile de 2016 que valeu à escola de samba Mangueira o titulo de campeã do carnaval do Rio de Janeiro, uma grande homenagem à artista baiana.

O segundo é uma viagem a Nossa Senhora da Purificação, na Bahia, cidade natal de Bethânia e da família Veloso. Todos os anos, a cantora reserva o mês de fevereiro para acompanhar as festas no município baiano, que representam todo o sincretismo religioso brasileiro. Fevereiros estreia no Espaço Itaú e no Cineplex Batel.

Trailer de Fevereiros:


Nos anos 1980, o Ultraje a Rigor era uma das maiores bandas de rock do Brasil. Seu disco de estreia, Nós Vamos Invadir Sua Praia (1985) conseguiu a incrível marca de ter nove de suas 11 faixas tocadas nas rádios. A história do grupo paulista liderado pelo hoje controverso Roger Rocha Moreira – por suas posições políticas – é tema do documentário Ultraje, de Marc Dourdin, destaque da semana do Projeta às 7, da rede Cinemark. O filme está na programação do Cinemark Mueller.

Trailer de Ultraje:


Outras estreias

A estrela Jennifer Lopez protagoniza mais uma comédia na carreira em Uma Nova Chance, novo filme de Peter Segal, que tem bons serviços prestados ao gênero (Corra Que a Polícia Vem Aí 33 1/3Como se Fosse a Primeira VezAjuste de Contas).

Na história, Lopez é Maya, caixa de supermercado pouco contente com seu trabalho. Ela tenta uma promoção, defende que a experiência de vida é mais importante que um simples diploma, mas não consegue sucesso. Tudo muda quando um amigo cria um perfil falso dela em uma rede social e a candidata a um emprego em uma grande empresa. Maya é contratada e precisa equilibrar sua experiência de vida com as expectativas geradas com a persona criada para ela.
Trailer de Uma Nova Chance:


A tradicional história do Rei Artur ganha mais uma versão em O Menino Que Queria Ser Rei. O diretor e roteirista Joe Cornish (Ataque ao Prédio) apresenta uma aventura infanto-juvenil, na qual um garoto chamado Alex (Louis Serkis, filho de Andy Serkis, o mago das interpretações por captação de movimento) acha a mítica espada Excalibur e é desafiado a derrotar a poderosa Morgana (Rebbeca Ferguson, da franquia Missão: Impossível), que pretende destruir o mundo.

Ao lado de um amalucado e jovem Merlin (Angus Imrie), ele reúne uma equipe formada por amigos do colégio para a grande batalha contra o mal.

Trailer de O Menino Que Queria Ser Rei:

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