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Elton John ganha cinebiografia no musical Rocketman. FILMES, por Rudney Flores

Taron Egerton tem incrível desempenho como a astro Elton John, interpretando de verdade suas canções.
Crédito da foto: Divulgação/Paramount



Elton John é mais uma estrela da música mundial a ganhar um cinebiografia. O aguardado musical Rocketman, principal estreia da semana no Brasil, retrata os principais momentos da vida do astro nos anos 1970 e 1980, época em que dominava as paradas com músicas que se tornaram sucessos eternos.

O filme tem direção de Dexter Fletcher, responsável por finalizar Bohemian Rhapsody – história do grupo Queen e seu vocalista Freddie Mercry, filme vencedor de quatro Oscars – depois da demissão de Bryan Singer, seu diretor original. E não há como não comparar as duas produções, pois retratam fatos e músicos carismáticos, que foram contemporâneos. Bohemian tem sérios problemas de roteiro, com inexplicáveis falhas cronológicas, mas com um final apoteótico – o sensacional show do Queen no evento Live Aid – que salva o filme, assim como os clássicos da banda.

Rocketman pode não ter um grande momento catártico, mas é muito mais equilibrado. A escolha de realizar o filme no formato de um musical tradicional – aquele de cenas coreografadas, nas quais os atores cantam os diálogos – o liberou de se prender a datas ou cronologia, principalmente em relação à criação das canções.

Toda a história é contada em uma clínica de reabilitação para qual Elton John se dirigiu para tentar se recuperar dos anos de excessos de álcool, drogas e sexo. Ele vai revendo fatos de sua vida numa sessão de terapia com outros pacientes, revelando a difícil relação com os pais, a parceria com o compositor Bernie Taupin, a relação homossexual com o empresário John Reid, a passagem do tímido Reginald Dwight (seu nome verdadeiro) para o exuberante e excêntrico Elton Hercules John. O astro dá sua visão dos acontecimentos e às vezes esconde a verdade ou edulcora os fatos.

Como é um musical, nada é muito realista, o que rende ótimas sequências, como o primeiro show do cantor nos Estados Unidos, quando todos na plateia e no palco flutuam com a força de sua música (“Crocodile Rock”). “Goodbye Yellow Brick Road”, “Your Song”, Tiny Dancer”, “Rocket Man”, “Bennie and the Jets”, entre outros, são alguns dos hinos do artista que ganham sequências na produção, todos muito bem interpretados pelo ator Taron Egerton, que realmente canta as canções.

O destaque de Rocketman é todo do ator revelado na franquia Kingsman, que interpreta Elton John de forma brilhante, indo da inocência dos anos iniciais da carreira ao extravagante e amargurado astro da fase de sucesso – este não impediu que fatos mais pesados de sua vida fossem revelados no filme. Também vale ressaltar o bom trabalho de Jamie Bell (Billy Elliot) como o letrista Taupin.

Se a Academia se rendeu a Rami Malek – que teve boa atuação em Bohemian Rhapsody, apesar de ser um pouco caricato como Freddie Mercury no início do filme –, é de se esperar ao menos uma indicação para Egerton, mesmo com a premiação de 2020 ainda bem distante. Cotação: Ótimo.

Trailer de Rocketman:



Franquia dos monstros

O cinema hollywoodiano atual é sustentado em boa parte pelas franquias. Muitos projetos são iniciados com a clara ideia de gerar continuações. Alguns conseguem boas bilheterias e ganham sinal verde dos estúdios para sequências, como é o caso da série de filmes de monstros da Warner. Iniciada com Godzilla, em 2014, e passando por Kong – A Ilha da Caveira (2017), a franquia tem novo capítulo em Godzilla II – O Rei dos Monstros, produção que antecipa o encontro das míticas criaturas do cinema em Godzilla vs. Kong, previsto para 2020.

Assim como o primeiro Godzilla, o novo filme, dirigido por Michael Dougherty, insere um drama familiar para contrabalancear as grandes cenas de ação. A família Russel é destroçada pelos acontecimentos de 2014, perdendo o filho mais novo nos combates contra os monstros. Cinco anos depois, o pai Mark (Kyle Chandler, de Super 8) afastou-se de todos e fotografa lobos na selva, enquanto a esposa Emma (Vera Farmiga, de Amor sem Escalas) vive com a filha adolescente Madison (Millie Bobby Brow, da série Stranger Things); Ela continua a comandar um projeto de criação de uma máquina que emite frequências sonoras que ajudam a controlar os titãs ou kaijus, como os monstros são denominados.

A doutora trabalha para a Monarch, grande conglomerado comandado pelo doutor Ishiro Serizawa (Ken Watanabe, de A Origem), que monitora os monstros espalhados por várias partes do mundo. Um grupo ecoterrorista, que acusa os humanos de estar destruindo o planeta, pretende trazer os monstros de volta à vida para que estabeleçam um equilíbrio e iniciem uma nova civilização, e a máquina criada por Emma é ponto fundamental nessa missão. Novos kaijus são despertados, com destaque para o gigante Ghidorah, e fazem com que Godzilla reapareça para enfrentá-los.

Com algumas boas cenas de embate entre os titãs, principalmente as que envolvem o rei Gojira (o nome original japonês do monstro principal), a produção deve satisfazer plenamente quem é fã da barulheira ensurdecedora que domina os blockbusters atuais. Mas para quem busca um mínimo de história na tela, Godzilla II é mais um produto decepcionante, com texto fraco (algumas “tiradas de humor” são constrangedoras) e personagens humanos pouco desenvolvidos, com relações e motivações confusas, um desperdício de um bom elenco de atores, que inclui ainda Sally Hawkings (A Forma da Água) e Zhang Ziyi (O Tigre e o Dragão). Há uma cena pós-créditos que dá pistas para a continuação da franquia, inclusive para além de Godzilla vs. KongCotação: Regular.

Trailer de Godzilla II – Rei dos Monstros:



Outras estreias

Octavia Spencer é a protagonista do suspense Ma, novo filme de Tate Taylor, mesmo diretor de Histórias Cruzadas, produção que deu à atriz norte-americana o Oscar de atriz coadjuvante em 2012. Ela interpreta Sue Ann, mulher solitária que se envolve com os adolescentes da comunidade onde vive, comprando bebidas para eles e oferecendo o porão de sua casa para festas.

O único pedido que faz aos jovens é que nunca subam para os outros cômodos do local. Como em todo filme do gênero, é claro que as moças e rapazes não respeitam o alerta, o que causa uma estranha mudança de comportamento de Sue Ann, que se torna violenta e obsessiva.

Trailer de Ma:



Conhecido por comédias como Superbad – É Hoje e Anjos da Lei, e indicado ao Oscar de coadjuvante pelos filmes O Homem Que Mudou o Jogo e O Lobo de Wall Street, o ator Jonah Hill estreia como diretor e roteirista em Anos 90. A produção é centrada no garoto Stevie (Sunny Suljic, de O Sacrifício do Cervo Sagrado), que mora na cidade Los Angeles, na década de 1990.

Iniciando a fase da adolescência, ele começa a fazer novas amizades e se une a um grupo de skatistas. Ao mesmo tempo, precisa lidar com os abusos de Ian (Manchester à Beira-Mar), seu irmão mais velho, com quem sempre está brigando. O filme tem lançamento apenas no Espaço Itaú.

Trailer de Anos 90:



O drama mexicano Compra-me um Revólver, do diretor Julio Hernández Cordón, retrata um país cada vez mais controlado por cartéis de drogas. Nesse ambiente violento, vivem uma menina e seu pai, que cuida de um campo abandonado, controlado pelos traficantes. O homem tenta proteger a filha dos perigos da região, mas, viciado, mal consegue dar conta de si mesmo.

A garota sempre esconde o rosto com uma máscara de Hulk, para não perceberem seu gênero, e precisa lutar muito para sobreviver no dia a dia. O longa tem sessões no Cine Passeio, Espaço Itaú e Cinépolis Pátio Batel.

Trailer de Compra-me um Revólver:



Nacionais

Jovens em busca de um sentido para vidas, ainda em seu início, são o foco de Dias Vazios, que marca a estreia de Robney Bruno Almeida na direção de longas-metragens. Ele também é responsável pelo roteiro da produção, centrada em três personagens.

Os adolescentes Jean e Fabiana decidem fugir, pois não suportam mais ficar na pequena cidade no interior de Goiás, onde vivem. Dois anos depois, o garoto Daniel investiga o que aconteceu com o casal para escrever um livro e também ir embora do local. O filme, que estreia apenas no Espaço Itaú, tem participação especial da premiada atriz Carla Ribas (A Casa de Alice).

Trailer de Dias Vazios:



O fim da ditadura militar e a retomada da democracia, em 1985, trouxe o fim da censura no Brasil e e permitiu que se tratasse com mais liberdade diversos temas. Caminho aberto para os comediantes, que puderam ser mais incisivos e fazer coisas que anteriormente eram proibidas.

O documentário Rindo à Toa – Humor Sem Limites, dos diretores Alê Braga e Álvaro Campos (Altas Expectativas), resgata essa época através de imagens de programas e de depoimentos de humoristas e atores como Regina Casé, Marisa Orth, Miguel Falabella e os integrantes do grupo Casseta & Planeta.

Trailer de Rindo à Toa – Humor sem Limites:


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