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Série John Wick amplia ação coreografada e violência estetizada em Parabellum. FILMES, por Rudney Flores

O John Wick de Keanu Reeves mantém sua aura de praticamente imortal no terceiro capítulo da franquia de ação.
Crédito da foto: Niko Tevernise/Lionsgate



A franquia John Wick, que tem o terceiro capítulo estreando esta semana no Brasil com Parabellum, se revelou um dos grandes acertos da carreira às vezes errática de Keanu Reeves. Elevado ao ponto máximo do estrelato hollywoodiano com a série Matrix – cujo primeiro filme, que completa 20 anos em 2019, é um dos mais influentes da história recente do cinema –, o ator se envolveu em trabalhos interessantes (ConstantineO Homem Duplo) e outros de qualidade duvidosa (O Dia em Que a Terra ParouBata Antes de Entrar) na sequência de sua trajetória nas telas.

O primeiro John Wick, filme de 2014 que no Brasil recebeu o título De Volta ao Jogo, comandado por Chad Stahelski, chefe de dublês de Matrix, apresentou o personagem misterioso, um mítico ex-matador de aluguel, conhecido também como Baba Yaga, que retoma o caminho de assassinatos para vingar a morte do seu cachorro por mafiosos russos. A produção destacou os elementos que seriam característicos da série – ótimas lutas milimetricamente coreografadas e mortes violentas e sangrentas, mostradas de forma estetizada, num estilo próximo ao de Quentin Tarantino.

John Wick – Um Novo Dia para Matar (2017), ampliou o número de mortes, com o personagem de Reeves tendo a cabeça a prêmio e perseguido por todos vários parceiros de profissão – a estética das lutas e assassinatos também se aproximou dos games de tiro, que fazem a festa do aficionados no gênero.

John Wick 3 – Parabellum (do latim “Civis pacem parabellum", “Quem deseja a paz prepara a guerra) começa a partir do final do filme anterior, com o assassino completamente banido da sociedade secreta da qual faz parte e vendo o preço por sua morte aumentar para milhões de dólares. Para se salvar, ele vai buscar ajuda em suas origens – com uma participação especial da grande Anjelica Huston (A Família Adams) – e também cobrar uma dívida de uma antiga amiga, Sofia, vivida por Halle Berry (Oscar de melhor atriz por A Última Ceia).

Stahelski, diretor dos três filmes, continua investindo na violência estetizada, ainda mais próxima dos games. Ele também apresenta sequências de ação muito mais elaboradas e impactantes, como uma perseguição com Wick montando um cavalo e também um combate ao lado de Sofia e seus cachorros no Marrocos, fazendo do terceiro capítulo o melhor da série, mesmo com uma perda de ritmo em seu arco final, um pouco estendido demais. Wick amplia a aura de um super-herói praticamente imortal, e o personagem certamente deverá estrelar novas produções.Cotação: Ótimo.

Trailer de John Wick 3 – Parabellum:



Kardec

Tema de muito interesse para boa parte dos brasileiros, o espiritismo retorna à tela grande no país com a estreia de Kardec, filme do diretor Wagner de Assis, responsável por outros trabalhos no gênero – Nosso Lar (2010) e A Menina Índigo (2016).

A produção destaca a história do francês Hypolite Leon Denizard Rivail (Leonardo Medeiros, de Não Por Acaso), que mais tarde adotaria o nome Allan Kardec, com o qual codificou o espiritismo em livros como O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos.

Trailer de Kardec:



A volta de Campanella

Após o grande sucesso de O Segredo de seus Olhos, que lhe valeu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, o diretor argentino Juan José Campanella dedicou-se mais à televisão, comandando episódios de algumas séries americanas – no período também lançou a animação Um Time Show de Bola.

O cineasta retoma a carreira na tela grande com A Grande Dama do Cinema, uma trama que mistura humor, suspense e farsa para contar a história da atriz Mara Ordaz (Graciela Borges, de O Pântano), outrora uma estrela internacional de cinema, que vive reclusa e esquecida ao lado daqueles que a acompanharam em toda a sua carreira, como o diretor Norberto Imbert (Oscar Martínez, de O Cidadão Ilustre).

A chance da atriz retornar aos holofotes aparece com a chegada de dois jovens ambiciosos, que começam a cortejá-la. O filme estreia no Cine Passeio e no Espaço Itaú.

Trailer de A Grande Dama do Cinema:



Outras estreias

Com um certo atraso, estreia esta semana em Curitiba Imagem e Palavra, mais recente trabalho do cultuado mestre do cinema Jean-Luc Godard (Acossado). O diretor francês apresenta uma colagem de diversos tipos de informação – cenas de filmes, vídeos caseiros, reportagens de tevês, desenhos animados – para dar sua visão particular sobre o tempo e o espaço. A produção tem lançamento apenas no Cineplex Batel.

Trailer de Imagem e Palavra:



Grande dama do cinema inglês, Judi Dench (Oscar de melhor atriz coadjuvante por Shakespeare Apaixonado) vive a personagem central de A Espião Vermelha, de Trevor Nunn, que volta à direção depois de mais de 20 anos (seu último filme foi Noite de Reis, de 1996).

Dench é Joan Stanley, que depois de décadas tem seu trabalho como espiã descoberto, sendo presa pelo MI5, um dos serviços de inteligência da Grã-Bretanha – na franquia 007, a atriz viveu M, a diretora do MI6. Ela é acusada de ter colaborado por anos com a KGB, o serviço secreto russo. O filmes tem sessões no Espaço Itaú e no Cineplex Batel.

Trailer de A Espiã Vermelha:



Livro de grande sucesso mundial, O Sol Também É Uma Estrela, da escritora Nicola Yoon, ganha versão para cinema, assim como outra obra de sua autoria, Tudo e Todas as Coisas (2017). O novo filme, dirigido por Ry Russo-Young, destaca o romance dos jovens Natasha (Yara Shahidi, da série de tevê Black-ish) e Daniel (Charles Melton, da também televisiva Riverdale).

A moça não acredita em destino, mas terá uma guinada na vida ao conhecer o rapaz. Ele promete que fará ela se apaixonar em pouco tempo, mas o problema é que ela poderá ser deportada para a Jamaica em menos de 12 horas.

Trailer de O Sol Também É uma Estrela:



O drama francês Amanda, de Mikhaël Hers, apresenta David (Vincent Lacoste, de Conquistar, Amar e Viver Intensamente), um jovem tranquilo e sonhador, ainda em busca de uma paixão. Mas sua trajetória muda completamente quando sua irmã mais velha é assassinada e ele se vê obrigado a criar a sobrinha Amanda, de 7 anos. David precisa amadurecer rapidamente para encarar o desafio. O filme estreia apenas no Cineplex Batel.

Trailer de Amanda:



A animação UglyDolls tem como tema principal a valorização do diferente, através da história de um grupo de bonecos de pano imperfeitos, que tenta se inserir no mundo dos bonecos bonitos, criados pelo Instituto da Perfeição. O UglyDools também querem ser queridos e amados como os outros bonecos considerados perfeitos. A versão brasileira tem as vozes do ator João Côrtes (Eu Sou mais Eu) e do rapper Rincón Sapiência.

Trailer de UglyDolls:



A documentarista Júlia Martins acompanhou por um período um grupo de brasileiros que trabalhou na Estação Antártica Comandante Ferraz, no continente gelado ao sul do planeta. O resultado da experiência é apresentado no filme Antártica por um Ano, que traz depoimentos sobre a vida em isolamento em um local com difíceis condições de sobrevivência. O filme está em cartaz no Espaço Itaú.

Trailer de Antártica por um Ano:



Mostras

O Cine Passeio destaca neste fim de semana a primeira edição do Festival Animatiba, com a apresentação de 50 produções de animação nacionais e internacionais, além de palestras e lançamentos de livros. Os filmes foram divididos em cinco mostras Curtas Clássicos Nacionais, Curtas Prata da Casa, Stop Motion Infantil, Curta o Mundo Anim!arte e Longas-Metragens – e têm sessões sempre às 14 e 21 horas. Entradas a R$ 10 e R$ 5 (meia).


A Cinemateca de Curitiba apresenta até o próximo domingo a Mostra de Cinema Europeu. Em destaque, filmes de ficção e documentários recentes da Espanha, Itália, Croácia, Chipre, Irlanda, França, Eslovênia, Alemanha, República Tcheca e Eslováquia, Suécia e Hungria. A entrada é franca para todas as sessões. A programação completa está no endereço: http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/cinema/agenda/cinemateca-mostra-de-cinema-europeu.

Cena do filme húngaro Liza, a Fada Raposa, do diretor Károly Ujj Mészáros.
Crédito da foto: Divulgação.




Instagram @curitibaemdestaque

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