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Franquia Toy Story emociona novamente em quarto episódio. FILMES, por Rudney Flores


Woody vive grande aventuras e precisa proteger o novo personagem Garfinho.
Crédito da foto Divulgação/Pixar/Disney


Desenho primordial, que deu início ao sucesso dos estúdios de animação Pixar, Toy Story chega ao quarto capítulo trazendo novas aventuras dos personagens de brinquedo que há 24 anos encantam todas as gerações.

Em Toy Story 4, principal estreia da semana nos cinemas brasileiros, Woody (voz de Tom Hanks no original), Buzz Lightyear (Tim Allen) e toda a turma passam a ser da criança Bonnie. O brinquedo caubói, protagonista de todas as aventuras, tem sido relegado e muitas vezes esquecido no armário pela menina, mas sempre diz a todos que está tudo bem.

A garota vai para o primeiro dia no jardim de infância e Woody a acompanha escondido na mochila. Ela está assustada com a nova situação e ele decide ajudá-la, fornecendo materiais com os quais ela monta um brinquedo, o Garfinho (voz de Tony Hale, da série Veep). Mas o novo componente do grupo não entende bem seu papel na vida da menina, o quanto é importante, e quer sempre fugir (pois se considera lixo, não brinquedo), fazendo com que Woody decida que sua principal função é impedir seu sumiço, para que sua dona não sofra.

Numa viagem, Garfinho consegue escapar, e Woody vai em sua busca, vivendo muitas aventuras em um parque de diversões e encontrando uma velha companheira, a boneca de porcelana Betty (Bo no original, com voz de Annie Potts, a Meemaw da série Young Sheldon), sumida desde Toy Story 2.

Como em todas as produções da franquia, Toy Story 4, com direção do novato Josh Cooley, ressalta a importância da amizade e do companheirismo, além de apresentar novos personagens, alguns muito divertidos como o Garfinho, a dupla de pelúcia Ducky e Bunny (Keegan-Michael Key e Jordan Peele, este último diretor dos ótimos Corra! e Nós), o motoqueiro Caboon (Keanu Reeves, da franquia John Wick), e outros mais assustadores, como a vilã Gabby (Christina Hendricks, de Drive) e seus parceiros.

Com a evolução da tecnologia, a animação está cada vez mais elaborada nas texturas dos personagens e das ambientações, mas o forte ainda é o ótimo roteiro, marca registrada de quase todas animações da Pixar. O tom emocional se faz presente em boa parte da história – mas não tão forte como em Toy Story 3 – e a temática se torna um pouco mais adulta, com Woody tomando decisões mais sérias sobre sua vida. Mais uma grande animação do estúdio para rir, se encantar e talvez derrubar algumas lágrimas. Cotação: Ótimo.

Trailer de Toy Story 4:


Divertido romance

Gênero um tanto em baixa no cinema atual, a comédia romântica ganha novamente destaque com o lançamento de Casal Improvável, do diretor Jonathan Levine (50%Meu Namorado É um Zumbi). A história aposta no tema um tanto batido nos opostos que se atraem, mas a fórmula acaba dando certo por conta dos ótimos protagonistas vividos por Charlize Theron (Oscar de melhor atriz por Monster) e Seth Rogen (Tá Rindo do Quê?) e de um bom roteiro bem escrito, que consegue fugir dos clichês do gênero.

Ele é Fred, jornalista de pavio curto que se destaca fazendo matérias ácidas de temas espinhosos, atacando pessoas e empresas poderosas. Seu idealismo acaba sendo a causa de sua demissão, quando o jornal em que trabalhava é comprado por um grande conglomerado. Do outro lado, a atriz vive Charlotte, linda, adorada e bem sucedida secretária do governo americano, e escolhida para ser a próxima candidata à presidente dos Estados Unidos, pois o atual (vivido por Bob Odenkirk, das séries Breaking Bad e Better Call Saul) decide que não irá se candidatar à reeleição para retomar a antiga carreira de ator, dessa vez no cinema.

A dupla se encontra em uma festa, quando Charlotte reconhece Fred e lembra que havia sido babá dele quando os dois eram adolescentes (ela um pouquinho mais velha), experiência um pouco traumática para o rapaz. Precisando de discursos mais leves e soltos para sua campanha, ela decide contratar Fred, após ler alguns de seus textos divertidos e sarcásticos. Ela tem um caso mal resolvido com um insosso premier canadense, mas acaba se aproximando do antigo amigo, que a faz lembrar de quando sua vida era mais simples e tranquila, e um romance inesperado começa a florescer.

A trama diverte como uma espécie de invertido de Uma Linda Mulher – há até a citação de uma das músicas da trilha sonora do clássico dos romances de conto de fadas, “It Must Have Been Love”, da banda sueca Roxette, cantada em certo momento pelos protagonistas. E o roteiro não alivia nos palavrões e traz ainda uma situação escatológica à la Quem Vai Ficar com Mary?.

A tal da química funciona entre Theron e Rogen, ponto essencial para uma comédia romântica dar certo. O ator está bem e reafirma a persona tosca mas autêntica de outros papéis (como em Ligeiramente Grávidos), mas o destaque fica mesmo com Charlize, provando mais uma vez que é uma atriz muito versátil. Cotação: Bom.

Trailer de Casal Improvável:


Sensíveis memórias

O período da ditadura (1964-1985) e seus efeitos no país e em muitas famílias é constantemente retratado no cinema brasileiro. Uma abordagem diferente sobre o tema é destacada em Deslembro, primeiro trabalho de ficção da documentarista Flávia Castro, a estreia do cinema nacional na semana.

Após a concessão da anistia aos condenados políticos pelo então presidente militar João Figueiredo, em 1979, a família da jovem Joana (a estreante Jeanne Boudier) retorna da França para viver no Rio de Janeiro. A menina havia ido embora do Brasil ainda pequena, quando sua mãe (Sara Antunes) se exilou em Paris após o marido (Jesuíta Barbosa, de Malasartes e o Duelo com a Morte) desaparecer como preso político. Na Europa, ela se casa novamente com um chileno, também exilado de seu país, com quem tem outro filho.

Joana não queria ter ido embora da capital francesa e retorna ao Brasil a contragosto – tem diversos atritos com a mãe, pois não entende por que voltar a um país que “tortura e mata” seus cidadãos. Ao chegar ao Rio, a mãe busca provar que o marido foi assassinado pelos militares. Ao mesmo tempo, a menina está iniciando a adolescência e precisa lidar com novas perspectivas, e também começa a conhecer o pai através das lembranças da avó (Eliane Giardini, em ótima atuação).

Castro, também autora do roteiro, tem uma boa estreia na ficção destacando o pesado tema de forma sensível, através de sensações, sentimentos e descobertas da protagonista, que é um pouco inspirada em sua trajetória, pois também é filha de pais exilados (como destaca no documentário Diário de uma Busca). Ela acerta na escolha de Boudier, que demonstra muito talento e percorre a produção com desenvoltura e segurança. Mais um trabalho que mostra a importância da memória, de não se esquecer ou ignorar a história, ainda mais em tempos obscuros de negação (por parte de alguns) da existência do período ditatorial no Brasil. O filme estreia no Espaço Itaú e no Cine Passeio. Cotação: Bom.

Trailer de Deslembro:


Tema polêmico

Com Graças Deus, o diretor francês François Ozon (Frantz) conquistou este ano o Urso de Prata, o segundo maior prêmio do prestigiado Festival de Berlim. Inspirada em uma história real, a produção destaca o polêmico tema da pedofilia na Igreja Católica. Na trama, Alexandre (Melvil Poupaud, de O Tempo Que Resta) vive com a família em Lyon, quando descobre que o padre do qual sofreu abuso sexual em sua infância ainda lida com crianças na paróquia local.

Ele inicia um levante contra o religioso, com apoio de François (Denis Ménochet, de Bastardos Inglórios) e Emmanuel (Swann Arlaud, de Românticos Anônimos), outras de suas vítimas. O trio enfrenta o poder da Igreja e também a pressão de suas famílias para não trazer à tona antigos traumas. O filme tem sessões no Espaço Itaú e também faz parte do Festival Varilux, em cartaz no Cineplex Batel e no Cinépolis Pátio Batel.

Trailer de Graças a Deus:


Os Bons Companheiros

O projeto Clássicos Cinemark destaca novamente este mês Os Bons Companheiros (1990), um dos mais celebrados trabalhos do cultuado diretor norte-americano Martin Scorsese. O filme apresenta a ascensão e queda do personagem Henry Hill (Ray Liotta) na poderosa máfia de Nova York. O elenco ainda tem como destaques Robert De Niro e Joe Pesci (Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme), tradicionais parceiros dos projetos de Scorsese.

A produção tem sessões no Cinemark Mueller na terça-feira (dia 25), às 20 horas, e no próximo sábado (dia 29), às 23h30.

Ray Liotta, Robert De Niro, Paul Sorvino e Joe Pesci, o grande elenco de Os Bons Companheiros, clássico de Martin Scorsese.
Crédito da foto: Divulgação/Warner Bros. Entertainment Inc.
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