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X-Men – Fênix Negra encerra segunda franquia dos heróis mutantes no cinema. FILMES, por Rudney Flores

Jessica Chastain e Sophie Turner são protagonistas do novo filme dos X-Men.
Crédito da foto: Divulgação/20th Century Fox


Com X-Men – Fênix Negra, principal estreia da semana nos cinema do Brail, a Fox encerra suas trajetória nas adaptações de heróis dos quadrinhos no cinema. No total, o estúdio produziu sete filmes dos mutantes criados para a Marvel por Stan Lee e Jack Kirby, além de três produções-solo do personagem Wolverine, três do Quarteto Fantástico e duas de Deadpool.

Com a compra da empresa pela Disney, detentora da Marvel, esses personagens podem, nos próximos anos, fazer parte do universo compartilhado da Casa das Ideias no cinema, que já rendeu quase 20 produções de grande sucesso (os filmes dos Vingadores, Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Pantera Negra, Homem-Formiga, Guardiões da Galáxia e Capitã América).

No fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, a Marvel Studios ainda não existia e alguns dos principais personagens da editora foram vendidos para adaptação por outros estúdios de cinema. A Sony ficou com o Homem-Aranha, que teria sua primeira trilogia iniciada em 2002 – a empresa hoje é parceira da Marvel nos filmes do herói aracnídeo. E a Fox com os X-Men e o Quarteto Fantástico.

O primeiro filme dos super-heróis mutantes, dirigido por Bryan Singer, foi lançado pela Fox em 2000, com enorme sucesso de público e crítica, e teve grande importância para o resgate dos heróis dos quadrinhos no cinema – houve bons momentos do gênero no final dos anos 1970, com os dois primeiros filmes do Superman, de Richard Donner e Richard Lester, e no final dos 1980 e início dos 1990 com os dois primeiros Batmans de Tim Burton; os péssimos Batmans de Joel Schumacher, em meados da década de 1990, foram responsáveis por sepultar, por um tempo, o grande investimento em adaptações de HQs na telas.

Os X-Men tiveram uma boa sequência, (X-Men 2, em 2003), mas o terceiro filme (X-Men – O Confronto Final, de 2006), que também abordava a Fênix Negra, decepcionou, o que levou a um reboot da franquia em 2011, com novos atores, em X-Men – Primeira Classe, boa produção que colocou os mutantes na década de 1960, dando-lhes uma nova origem. Seguiram-se o também interessante Dias de um Futuro Esquecido (2014), que se passa na década anos 1970, e o fraco Apocalipse (2016), ambientado nos anos 1980.

Publicada em 1976 e 1977, com uma continuação em 1980, a saga da Fênix Negra é uma das mais adoradas e clássicas histórias dos X-Men. E, por essa razão, acabou recebendo nova adaptação, escrita por Simon Kinberg, roteirista de diversos filmes da franquia, que ganha a primeira oportunidade como diretor.

Na trama do filme, os X-Men vivem um bom momento com o governo americano e a opinião pública, em 1992, não sendo mais discriminados. Eles são chamados para uma missão de salvamento do ônibus espacial Endeavour, à deriva na órbita do planeta. No espaço, a equipe de mutantes encontra uma estranha nuvem solar prestes a destruir a nave – os astronautas são salvos, mas Jean Grey (Sophie Turner, da série Game of Thrones) acaba sendo atingida pela manifestação cósmica.

Na volta à Terra, o professor Xavier (James McAvoy, de Fragmentado) percebe que o contato espacial tornou a mutante ainda mais poderosa do que já era, suplantando o controle mental que possuía sobre ela. Jean acaba se voltando contra os companheiros e se isola, tornando-se a Fênix Negra e ficando sob a influência da líder de uma raça alienígena (Jessica Chastain, de A Hora mais Escura) que seguia a tal nuvem espacial. Aos mesmo tempo, Xavier tem sua liderança dos X-Men contestada por Mística (Jennifer Lawrence, de O Lado Bom da Vida) e Fera (Nicholas Hoult, de Mad Max – Estrada da Fúria).

Tanto nos quadrinhos como no cinema (nos filmes dirigidos por Bryan Singer), os X-Men levantaram questões sobre preconceito, racismo e aceitação do diferente. Kinberg deixa praticamente de lado esses elementos para fazer um filme sem muitas nuances, focado mais em sequências de ação, algumas grandiosas até, mais que não fazem a história avançar muito.

Há um aceno para o empoderamento feminino nos questionamentos de Mística e de Jean/Fênix Negra, tema presente em diversas produções atuais, mas essa premissa também não é aprofundada. Para completar, as atuações preguiçosas e sem brilho de Lawrence e Chastain (por culpa do diretor/roteirista, que não forneceu bom material de trabalho), combinada ao pouco talento de Turner para cenas mais dramáticas, tornam o filme insosso em vários momentos.

Os problemas da produção parecem ter sido identificados, pois houve refilmagens de sequências antes do lançamento, mas pelo visto não foram resolvidos. Assim, tem-se um final de saga que deixa a desejar para personagens que tiveram importante valor para a história dos super-heróis no cinema. A se aguardar como a Marvel irá resgatá-los em suas produções. Cotação: Regular.

Trailer de X-Men – Fênix Negra:



Gillam Quixote

Uma jornada de três décadas. Foi este o tempo que o diretor Terry Gilliam levou para concluir seu projeto de levar às telas uma adaptação de Dom Quixote de La Mancha, clássico da literatura mundial escrito por Miguel de Cervantes. As agruras do cineasta de produções elogiadas – Brazil, o FilmeOs 12 Macacos e os filmes da trupe Monty Python: Em Busca Cálice Sagrado e O Segredo da Vida – chegou a ser retratada no documentário Perdido em La Mancha(2002).

Falta de financiamento, problemas nos set, troca de atores, tudo aconteceu até Gilliam conseguir finalizar O Homem Que Matou Dom Quixote, que estreou no ano passado no Festival de Cannes e que chega esta semana aos cinemas brasileiros. Programado para ser uma produção de época, o filme acabou sendo adaptado para uma história que se passa nos dias atuais e que acaba refletindo também os percalços de Gilliam na realização do trabalho.

Toby (Adam Driver, o Kylo Ren da nova trilogia Star Wars) é um diretor de comerciais que decide filmar a história de Dom Quixote, o que já havia feito de forma amadorística quando era estudante, em um vilarejo da Espanha. Para interpretar o protagonista, ele procura o mesmo homem que o viveu no original, um velho sapateiro (Jonathan Pryce, do recente A Esposa e também de Brazil, o Filme).

O diretor descobre que o ator amador realmente acredita ser Dom Quixote e, inicialmente, embarca em sua imaginação como seu fiel escudeiro Sancho Pança. A dupla acaba se envolvendo em aventuras malucas, enquanto Toby tenta trazer o sapateiro para realidade e também realizar sua obra. O filme estreia apenas no Cinépolis Pátio Batel.

Trailer de O Homem Que Matou Dom Quixote:



Outras estreias

A saga do cãozinho Bailey, descrita no filme Quatro Vidas de um Cachorro, tem continuidade na produção Juntos Para Sempre, de Gail Mancuso, diretora de episódios de diversas séries de tevê que estreia no cinema.

No original, Bailey (voz de Josh Glad, de Jobs) reencarna algumas vezes e busca retornar para seu dono original, Ethan (Dennis Quaid, de Longe do Paraíso). Na nova história, o homem pede ao cão que, quando voltar a reencarnar, acompanhe e proteja sua neta CJ (Kathryn Prescott). A menina tem problemas com a mãe, a qual não lhe dá muita atenção e também a proíbe de ver os avós, com quem brigou.

Trailer de Juntos para Sempre:



A construção da Arena Corinthians é um dos temas do documentário A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão, dos diretores Ricardo Aidar e Marcela Coelho, programado para o Projeta às 7, da rede Cinemark.

Através de depoimentos de torcedores e dirigentes, a produção também destaca a relação do time com os vários locais em que mandou seus jogos – os estádios Pacaembu e Morumbi – até finalmente inaugurar sua arena própria, localizada no bairro de Itaquera, zona norte da capital paulista. O doc tem lançamento no Cinemark Mueller.

Trailer de A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão:


O filme religioso do mês é Eu Acredito, que traz a história de Brian, menino de 9 anos que se envolve em casos de milagre e torna-se notícia em uma cidade norte-americana. Sua exposição desperta muitas pessoas para a religião, mas ao mesmo tempo acaba incomodando pessoas poderosas.

Trailer de Eu Acredito:


Sucesso do canal infantil Nickelodeon, o desenho Patrulha Canina ganha um longa-metragem com Patrulha Canina – Super Filhotes. Na aventura, um meteoro cai na cidade onde vivem os pequenos cães, que ganham superpoderes ao entrarem em contato com o material espaço. Eles passam a proteger a população local de vários perigos.


Olhar de Cinema

Já em cartaz na capital, o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, principal mostra de audiovisual do Paraná, chega à oitava edição apresentando em competição produções nacionais e de vários países.

Estão programadas dez mostras – Olhar Retrospectivo, Olhares Clássicos, Foco, Exibições Especiais, Competitiva, Novos Olhares, Outros Olhares, Mirada Paranaense, Pequenos Olhares e Olhares Brasil – que estão espalhadas em sessões no Cine Passeio, Espaço Itaú e Cineplex Batel. Também estão programadas oficinas, palestras e debates.

Os ingressos custam R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia). A programação completa de filmes do festival pode ser conferida no endereço: https://www.olhardecinema.com.br/br/filmes/filmes-dia-a-dia/.

Olhar de Cinema 2019

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