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Nova versão de O Rei Leão traz deslumbre visual. FILMES, por Rudney Flores



A Disney segue atualizando alguns de seus principais desenhos, grandes sucessos do cinema, para uma nova geração de espectadores. A produção que ganha nova versão é O Rei Leão, maior destaque na programação dos cinemas do Brasil nesta semana. Dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro), o filme apresenta personagens criados por computação gráfica, na mesma técnica já apresentada em Mogli – O Menino Lobo, outra animação do estúdio a receber atualização e também comandada por Favreau.

A história do desenho original de 1994 foi mantida. O leãozinho Simba (voz de JD McCrary quando jovem e de Donald Glover, da série Atlanta, quando adulto), filho de Mufasa (James Earl Jones, dono da icônica voz de Darth Vader, da série clássica Star Wars, que aqui repete o papel do primeiro O Rei Leão), é apresentado como o herdeiro e futuro rei da selva. Inquieto, ele se mete em algumas confusões, graças a influência do tio Scar (Chiwetel Ejiofor, de 12 Anos de Escravidão), que cobiça o posto de soberano. Em uma dessas aventuras, Simba fica em perigo, mas é salvo pelo pai, que depois é morto por Scar.
O vilão convence Simba de que ele é o culpado pelo terrível acontecimento e indica que fuja. O pequeno leão é quase morto pelo ataque das hienas, aliadas do golpe do tio, mas foge e vai parar em outra floresta, onde conhece o suricato Timão (Billy Eichner) e o javali Pumba (Seth Rogen, de Ligeiramente Grávidos), que lhe ensinam a não matar e a viver sob lema hakuna matata (sem preocupações). Depois de um tempo, a leoa Nala (a cantora Beyoncé) encontra Simba e o convoca para recuperar seu trono.

A produção impressiona pelo quase realismo de personagens e cenários, com texturas e cores retratadas em mínimos detalhes. A fofura dos pequenos leões, a imponência de Mufasa, o estouro da manada de gnus, o escaldante deserto, os pequenos insetos que servem de alimento, as assustadores hienas, as florestas e suas plantas, os demais animais, o deslumbre é inevitável a cada nova sequência.

Mas há pouca graça no novo filme. Mesmo evocando o original em todas as cenas – até as canções são as mesmas –, não existe a mesma empatia. Falta maior expressividade aos personagens que acabam não sendo tão carismáticos – não há nada como o novo Dumbo (também lançado este ano) e seu emocionante olhar, por exemplo. Há ainda desequilíbrio no time de dubladores – alguns se destacam, como Rogen e Eichner, mas a dupla central, Glover e Beyoncé, vai bem apenas nas partes musicais e traz pouca empolgação ao restante do filme. O clima nostálgico possivelmente agradará os fãs da animação de 1994, compensando essas falhas do remake. Cotação: Bom.

Trailer de O Rei Leão:


Tensão e angústia

Ainda em cartaz em Curitiba, Atentado ao Hotel Taj Mahal destaca uma grande ação terrorista ocorrida em 2008, que resultou em quase duas centenas de mortes e muito caos em Mumbai (também conhecida como Bombaim), na Índia. O filme é baseado em depoimentos das vítimas sobreviventes.

No dia 26 de novembro de 2008, um grupo de jovem terroristas islâmicos realizou atentados e tomou o controle de alguns dos principais pontos da maior cidade indiana, o principal centro financeiro do país – entre os dez alvos, estavam a estação ferroviária e o luxuoso hotel Taj Mahal. A cidade tinha um pequeno grupo policial e, enquanto a guarda federal não chegava da capital Nova Deli (distante a quase 1.500km) para tentar controlar a situação, turistas e moradores de Mumbai sofreram com os pesados ataques.

Anthony Maras, também corroteirista do filme, tem uma boa estreia na direção de longas-metragens. Ele foca principalmente os acontecimentos do Taj Mahal, apresentando bem produzidas sequências de altíssima tensão, com hóspedes e funcionários tentando se esconder dos terroristas, altamente armados com metralhadoras, granadas e bombas, e que executavam as vítimas sumariamente de andar em andar, além de fazer alguns reféns, de preferência norte-americanos. Os rapazes estavam sob o comando de um líder de fora, que se comunicava e orientava todos via rádio e celular durante toda a ação.

O elenco tem alguns rostos conhecidos das telas, como Dev Patel (Lion – Uma Jornada para Casa), que vive o humilde e corajoso Arjun, funcionário do Taj, Armie Hammer (Me Chame pelo Seu Nome) como David, um turista americano que tenta proteger sua família, e Jason Isaacs (da franquia Harry Potter), que interpreta Vasili, um rico e poderoso empresário russo. O clima é angustiante em vários momentos, em parte pelo tom quase documental que Maras imprime na trama – são retratadas pessoas, ricas ou pobres, que se igualam e se unem no desespero de tentar sobreviver a uma situação-limite. Cotação: Bom.

Trailer de Atentado ao Hotel Taj Mahal:


Controverso e grotesco

Alemão de origem turca, Fatih Akin (Contra a ParedeSoul KitchenEm Pedaços) é um dos principais cineastas europeus deste século, com premiações nos prestigiados festivais de Cannes, Berlim e Veneza.

Seu mais recente trabalho é O Bar Luva Dourada, que apresenta uma história inspiradas em fatos reais, sobre um serial killer que atuou na cidade alemã de Hamburgo nos anos 1970. Fracassado e também deformado, Fritz Honka (Jonas Dassler), frequenta o bar do título, no qual conhece mulheres que em breve irá matar e esquartejar. Controverso, o filme destaca o grotesco, com altas doses de violência e um certo humor negro. A produção estreia no Cine Passeio.

Trailer de O Bar Luva Dourada:


Nacionais

Dois documentários brasileiros estreiam nesta semana na programação de Curitiba. O diretor pernambucano Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) apresenta Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, que mostra o dia a dia da comunidade de Toritama, cidade de Pernambuco conhecida por ser uma das principais produtoras de jeans do Brasil.

A produção nas pequenas fábricas locais dura o ano inteiro e os trabalhadores têm pouco tempo para se divertir. Além do Ano Novo, outro breve período de férias acontece apenas na semana do Carnaval, quando todos saem da cidade para curtir uma merecida folga em praias do estado. O filme tem lançamento na Cinemateca de Curitiba.

Trailer de Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar:


A malha ferroviária foi, por muitos anos, um dos principais meios de transporte do país. Atualmente, ela está sucateada em muitos estados, como o Rio Grande do Sul. Este é tema do documentário Depois do Fim, do diretor Alvaro de Carvalho Neto.

A partir do depoimento do nonagenário ferroviário Evaristo de Moraes, morador de Santa Maria, o maior centro ferroviário gaúcho em décadas passadas, são apresentadas diversas estações, ferrovias e trens do Rio Grande do Sul, a maioria em estado de total abandono. A produção estreia apenas no Cineplex Batel.

Trailer de Depois do Fim:

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