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Turma da Mônica – Laços destaca universo lúdico criado por Maurício de Sousa. FILMES, por Rudney Flores

Os talentosos Gabriel Moreira (Cascão), Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha) e Laura Rauseo (Magali) interpretam os personagens clássicos dos quadrinhos brasileiros.
Crédito da foto: Divulgação
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A nostalgia toma conta das telas a partir desta semana com o lançamento de Turma da Mônica – Laços, primeiro filme live-action com os eternos personagens dos quadrinhos criados por Mauricio de Sousa, que marcaram a infância de diversas gerações. A produção, comandada por Daniel Rezende (Bingo – O Rei das Manhãs) é inspirada na graphic novel homônima lançada em 2013 e também em diversas das histórias da turminha que vive no bairro do Limoeiro.

Antes de falar do filme, vale ressaltar o quadrinho original que serve como base para a história, integrante do projeto Graphic MSP, da editora Panini – com mais de 20 títulos lançados, a coleção apresenta a releitura de quadrinistas da nova geração para os personagens históricos de Maurício de Sousa.

Laços é o segundo livro do projeto, realizado pelos talentosos irmãos Vitor Cafaggi (responsável pela ótimas tirinhas Valente e Puny Parker, esta última uma divertida visão da infância do garoto que se tornará o Homem-Aranha, confira em punyparker.blogspot.com) e Lu Cafaggi. A dupla mineira ainda lançou mais dois títulos da turminha na coleção – Lições e Lembranças –, que possivelmente também irão inspirar o roteiro da continuação de Laços no cinema, já anunciada.

Turma da Mônica – Laços, o filme, tem como ponto central o desaparecimento do Floquinho, o cachorro verde (pintado digitalmente) do Cebolinha. Este recebe o apoio de Mônica, Magali e Cascão e todos decidem partir em uma aventura para encontrar o animalzinho perdido. No caminho, vão deixar algumas diferenças de lado e fortalecer ainda mais sua amizade para enfrentar a turma da Rua de Cima, além de um vilão.

Uma produção com atores reais é esperada há muito tempo pelas gerações que acompanham as histórias da Turma da Mônica, publicadas desde os anos 1960. E o tempo esperado valeu a pena. O filme de Rezende recria com perfeição o universo lúdico imaginado por Maurício de Sousa. Estão presentes os planos infalíveis do Cebolinha e Cascão para derrotar a dentuça Mônica e seu coelhinho Sansão; a fome eterna da Magali; o medo de água do Cascão; o Cebolinha trocando o R pelo L nas palavas; a vida pacata no bairro do Limoeiro, onde as crianças ainda brincam sem problemas nas ruas. Um verdadeiro respiro de vida simples, sem tecnologias ou grandes preocupações do mundo moderno.

A equipe de Rezende também foi muito feliz na sempre difícil escolha de atores-mirins para o cinema no Brasil. Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) não decepcionam e apresentam muita desenvoltura na interpretação, incorporando com precisão os personagens clássicos e seus trejeitos. No elenco coadjuvante, vale destacar a participação afetiva de Rodrigo Santoro como o personagem Louco, um dos mais queridos dos fãs. Cotação: Ótimo.

Trailer de Turma da Mônica – Laços:


Distopia religiosa

Filmes que imaginam futuros distópicos praticamente formam um gênero no cinema. A produção nacional dá sua contribuição ao tema com o lançamento de Divino Amor, novo trabalho do diretor pernambucano Gabriel Mascaro (Boi Neon), que chega esta semana a Curitiba em apenas uma sessão no Cine Passeio. O filme participou este ano dos prestigiados festivais de Sundance (EUA) e Berlim (na mostra paralela Panorama).

Também um dos responsáveis pelo roteiro, Mascaro situa sua história no ano de 2027, quando o Brasil teria se tornado uma teocracia evangélica, um país onde o Carnaval foi substituído pela Festa do Amor Supremo, uma rave cristã de celebração; e no qual a tecnologia serve para controlar a situação de cada cidadão, que seria identificado sempre ao passar por scaners especiais – os quais revelam se a pessoa é solteira, casada, divorciada, quantos filhos têm e até se está grávida.

O país também é marcado pela burocracia estatal e, nesse cenário de destaca Joana (Dira Paes, de 2 Filhos de Francisco), que trabalha no poder público cuidando da documentação necessária para a separação dos casais. Mas, como devota fervorosa da seita cristã Divino Amor, ela acaba se intrometendo na vida de muitos dos que passam por seu setor, contribuindo para que desistam do divórcio. Ela convence alguns parceiros infelizes no casamento a participar dos cultos de sua igreja, que envolvem trocas sexuais de casais.

No lado pessoal, Joana tenta, sem sucesso, engravidar do marido Danilo (Julio Machado, de Joaquim), que faz sessões em uma máquina importada para tentar melhorar a qualidade de seu sêmen. A devota não compreende sua situação, pois acha que merecia a benção de ter um filho por ajudar tantas pessoas em suas relações. Ela busca apoio em sessões com um pastor (Emílio de Mello, da série Psi) que atende os fiéis em uma espécie de drive thru, um altar no qual as pessoas estacionam seus carros e recebem orientações espirituais, leituras da bíblia e cânticos. A realização do desejo materno irá abalar suas convicções, seu casamento e a sua relação com a religião.

Mascaro apresenta uma visão de mundo evangélico às vezes irônica – as cenas no drive thru espiritual são de um nonsense hilário, assim como algumas na repartição pública de Joana – outras vezes polêmica – principalmente pelas longas cenas de sexo, que podem afrontar os mais pudicos. Mas não há desrespeito claro da religião, os personagens são tratados com seriedade em suas crenças e motivações.

Com o foco apenas na trajetória de Joana e seus problemas, Mascaro não consegue ampliar a discussão sobre a visão de futuro que apresenta inicialmente. Como esse mundo imaginado afeta a vida das pessoas no geral? Como se chegou a esse ponto? Há opositores? São questões que poderiam ser melhor desenvolvidas e poderiam enriquecer e aumentar o interesse pela produção, que mesmo com falhas ainda desperta interesse, mesmo que boa parte seja pelo caminho mais fácil da polêmica. Cotação: Bom.

Trailer de Divino Amor:


Outras estreias

O universo apresentado no filme Invocação do Mal tem mais um capítulo em Annabelle 3 – De Volta para Casa, do diretor estreante Gary Dauberman, um dos roteiristas da nova versão de It – A Coisa.

A nova história de terror envolvendo a boneca Annabelle tem participação de Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga), os personagens centrais de Invocação do Mal. Eles viajam em um fim de semana e deixam a filha Judy (McKenna Grace) com um babá. Daniela (Katie Sarife), amiga de Judy, faz uma visita à casa e invade a Sala de Artefatos dos Warren, libertando diversos espíritos, incluindo a assustadora Annabelle.

Trailer de Annabelle 3 – De Volta para Casa:


A turma do cão Max ganha mais uma aventura em Pet – A Vida Secreta dos Bichos 2. Na franquia que destaca o que os animais fazem quando ficam sozinhos em casa, sem seus donos, ele e seus amigos se envolvem em novas confusões, principalmente quando a família de Max ganha mais um integrante. A versão brasileira tem as vozes de Danton Mello, Tiago Abravanel e Dani Calabresa na dublagem dos personagens.

Trailer de Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2:

Outra estreia nacional da semana é O Olho e a Faca, novo filme do diretor Paulo Sacramento (Riocorrente). O personagem central é Roberto (Rodrigo Lombardi, de Os Amigos), que é promovido em seu emprego numa plataforma de petróleo. Com a nova posição, ele passa a ser mais cobrado, tanto no trabalho quanto pela família, da qual fica muito tempo afastado.

A produção, que tem sessões no Cineplex Batel e no Cine Passeio, destaca ainda no elenco Maria Luísa Mendonça, Caco Ciocler, Luís Mello e Débora Nascimento.

Trailer de O Olho e a Faca:


A história da criação do clássico Cyrano de Bergerac é o tema da produção francesa Cyrano Mon Amour, do diretor Alexis Michalik, estreante em longas-metragens. O filme coloca em destaque Edmon Rostand (Thomas Solivérès, de Intocáveis), jovem dramaturgo em início de carreira, que busca um sucesso para ganhar mais dinheiro e sustentar sua família.

A oportunidade aparece quando ele conhece o renomado ator Benoît-Constant Coquelin (Olivier Gourmet, de O Filho), para quem oferece uma nova peça, que viria a ser Cyrano. O único problema é que o texto ainda não foi escrito, e Rostand vai criando tudo à medida que o espetáculo é montado. A produção tem lançamento apenas no Cineplex Batel.

Trailer de Cyrano Mon Amour:

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