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Chuck retorna em nova versão de Brinquedo Assassino. FILMES, por Rudney Flores



O cinema de terror e suspense passa por um ótimo momento de renovação, com produções como Corra! e Nós, de Jordan Peele, Hereditário, de Ari Aster (que este ano lança o aguardado Midsommar – O Mal Não Espera a Noite), e A Bruxa, de Robert Eggers (do também esperado de The Lighthouse).

Mesmo com o frescor e inventividade dos novos trabalhos, para o mercado, também é seguro apostar no que é já é conhecido do público. Dessa forma, diversas produções que marcaram o gênero nos anos 1980 estão ganhando remakes. Depois de It – A Coisa (que terá, em breve, continuação) e Cemitério Maldito, é a vez de Brinquedo Assassino voltar às telas, a principal estreia da semana nos cinemas no Brasil.

Mas o filme dirigido pelo norueguês Lars Klevberg traz uma origem diferente para o boneco assassino – dublado no original pelo ator Brad Dourif e agora por Mark Hamill, o eterno Luke Skywlaker da franquiaStar Wars.

Antes um boneco possuído pela alma de um serial killer, o novo Chucky é um robô com inteligência artificial, um modelo modificado por um funcionário descontente numa fábrica no Vietnã, que o montou sem inibidores de pensamentos e atitudes violentas. O brinquedo é produzido para controlar diversos equipamentos de uma mesma empresa, o que inclui aparelhos eletrônicos e até um serviço de transporte como o Uber (totalmente automatizado, sem motorista).

Dado de presente pela vendedora Karen (Aubrey Plaza, de Tá Rindo do Quê?) ao filho adolescente Andy (Gabriel Bateman, de Quando as Luzes se Apagam), Chucky só que ser o melhor amigo do seu dono, como manda sua programação. Mas seus parâmetros sem controle o tornam cada vez mais violento, sem ter a mínima culpa disso.

Constata-se uma boa opção de se fazer algo original e não ficar apegado à nostalgia da produção antiga. E a premissa da história traz uma certa crítica a um tempo em que a tecnologia domina tudo, o que já acontece em algumas áreas. Mas tom certo nunca é atingido, com o filme ficando dividido entre o sombrio pesado (com sequências bem violentas) e a tentativa de ser engraçado em certos momentos – talvez para lembrar, principalmente, as sequências do original, que abraçaram o trash e tinham um Chucky divertidamente perverso e galhofeiro.

Há ainda os tradicionais furos de roteiros, com soluções simplistas e esdrúxulas em alguns momentos. A produção até entretém, mas poderia ser mais interessante se fosse mais elaborada e focada no terror puro. Cotação: Regular.

Trailer de Brinquedo Assassino:


Nacionais

De meados dos anos 1960 ao início dos anos 1970, Wilson Simonal foi um dos artistas mais famosos do Brasil, fazendo a plateia delirar com seu swing em músicas como “Paraíso Tropical” e “Meu Limão, Meu Limoeiro”. Mas uma acusação de ser colaborador da ditadura o jogou no ostracismo por anos, algo do qual nunca se recuperou até sua morte, em 2000.

Essa trajetória é apresentada na cinebiografia Simonal, de Leonardo Domingues, estreante na direção de longas-metragens. Fabrício Boliveira e Ísis Valverde repetem a parceria de Faroeste Caboclo e vivem o casal Simonal e Tereza. O elenco também conta com Leandro Hassum, Caco Ciocler e Mariana Lima. O filme tem sessões no Cineplex Batel e no Espaço Itaú.

Trailer de Simonal:


Uma Noite Não É Nada, novo trabalho do diretor Alain Fresnot (Desmundo), tem como personagem central Agostinho, vivido por Paulo Betti (Lamarca). Professor de um curso supletivo na década de 1980, casado há anos com Januária (Claudia Mello, de Os Inquilinos), sem filhos, ele entra em uma crise depressiva.

Buscando novos caminhos, Agostinho acaba se apaixonando por sua aluna Márcia (a novata Luiza Braga), emocionalmente instável, além de soropositiva. A produção tem sessões no Espaço Itaú e no Cine Passeio.

Trailer de Uma Noite Não É Nada:


Outras estreias

Um dos mais premiados diretores iranianos, Jafar Panahi (O Balão Branco) também é um dos atores de seu mais recente filme, Três Faces, vencedor da Palma de melhor roteiro no Festival de Cannes 2018.

Panahi e atriz Behnaz Jafari recebem um vídeo de uma moça do interior do Irã, que pede ajuda pois a família não a deixa seguir o sonho de ser atriz. Sem acreditar muito na gravação, o cineasta e atriz viajam até o vilarejo em busca da mulher, passando por diversas regiões e entrando em contato com um povo gentil e hospitaleiro, mas ao mesmo tempo muito conservador, um retrato do Irã contemporâneo. A produção tem lançamento no Cine Passeio.

Trailer de Três Faces:


O diretor indiano Ritesh Batra, do ótimo Lunchbox, apresenta uma nova delicada história romântica emRetrato de Amor. O fotógrafo Rafi (Nawazuddin Siddiqui) sofre pressão familiar para se casar. Ele convence a tímida Miloni (Sanya Malhotra) a se passar por sua pretendente, apresentando-a para a tia, sua principal figura materna.

Com o tempo, os dois vão criando laços, e o que era apenas um encontro falso pode acabar os unindo. A produção estreia no Espaço Itaú.

Trailer de Retrato do Amor:


O drama francês Um Amor Impossível, da diretora Catherine Corsini, apresenta a história de Rachel (Virginie Efira, de Elle), moça de origem simples que se apaixona por Philippe (Niels Schneider, deAmores Imaginários), jovem de família rica.

Ele avisa que nunca se casará com ela, o que se confirma mesmo quando Rachel fica grávida de Chantal, narradora da história. Os dois se separam e, durante anos, a mulher luta para que o antigo companheiro assuma a paternidade da filha. O filme tem lançamento no  Espaço Itaú e no Cineplex Batel.

Trailer de Um Amor Impossível:


O filme russo Ayka, do diretor Sergey Dvortsevoye (de Tulpan, vencedor da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes 2008), mostra o drama da personagem-título, uma imigrante do Quirguistão que tenta sobreviver em Moscou.

Ayka (Samal Yeslyamova, também de Tulpan) abandona o filho recém-nascido logo que chega na fria cidade. Vivendo de subempregos e morando em um lugar precário, ela consegue dinheiro com agiotas, que depois passam a ameaçá-la. A produção tem lançamento na Cinemateca.

Trailer de Ayka:


Fourteen, do diretor Dan Sallitt, destaca a amizade de Mara (Tallie Medel) e Jo (Norma Kuhling, da sérieChicago Med). Mais reservada, Mara precisa lidar com a instabilidade da extrovertida Jo, sempre entretida com namoros breves e intensos. Apesar dos altos e baixos, a relação das amigas se mantém firme por mais de uma década. O filme estreia apenas no Cine Passeio.

Trailer de Fourteen:


Questão de grande importância no mundo nos próximos anos, o controle da gestão da água é tema do documentário O Verde Está do Outro Lado, de Daniel A. Rubio. A produção apresenta o modelo chileno, privatizado desde a década de 1980.

São entrevistadas famílias de pequenos agricultores chilenos e políticos locais que ainda tentar fazer alterações na legislação em vigor, mas sem muito sucesso por pressão de grandes empresas. O filme estreia apenas no Espaço Itaú.

Trailer de O Verde Está do Outro Lado:


Animação chinesa, Os Brinquedos Mágicos, do diretor Gary Wang, destaca uma aventura com bonecos de porcelana, que mudam de cor quando em contato com chá. A exceção é Atang, que por isso é debochado pelos companheiros na loja onde vivem. Um dia, surge um robô que diz ser do futuro e todos os brinquedos se reúnem para ajudá-lo a voltar para a sua época.

Trailer de Os Brinquedos Mágicos:

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