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Mercado Imobiliário está mostrando o reaquecimento da economia, diz economista

Em sua palestra do Secovi/PR sobre mercado imobiliário e econômico, Lucas Dezordi mostrou os impactos da recessão desde 2014, do desemprego e as expectativas para a economia e o mercado imobiliário nos próximos cinco anos

Palestra Dezordi_crédito Thyago Mira
No último dia 27, a palestra com o doutor em desenvolvimento econômico pela UFPR, professor Titular da Universidade Positivo, sócio da Valuup e Economista-chefe da Trivèlla M3 Investimentos, Lucas Lautert Dezordi, promovida pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial – Inpespar, do Secovi-PR, mostrou que o mercado imobiliário está mais otimista com o reaquecimento da economia.
            Com a presença de mais de 90 participantes, a palestra do economista “Análise do Mercado Imobiliário versus Análise Econômica”, mostrou os estágios de recessão, estagnação e as perspectivas para o mercado imobiliário até 2024, analisando o período iniciado em 2014, os principais problemas do país e, o principal deles, combater as altas taxas de desemprego e como isso afetou – e afeta – o setor econômico e de consumo no país.
            Falando um pouco sobre a situação do Brasil a partir de 2014, o economista observou um cenário extremamente preocupante, considerando o índice de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) real, esse é o ano base, pré-crise e consegue mostrar, a partir daí, como a economia brasileira entrou no período recessivo. “Nesse período observamos os sinais de forte desaceleração, e 2015 e 2016 é o que chamamos de processo recessivo, somando os dois o PIB caiu 7%. Ninguém aguenta isso. Há impactos comerciais, há impactos no setor de saúde, há impactos no setor de transportes e também no setor imobiliário. Nos anos de 2017 e 2018 começamos uma recuperação bastante baixa, não recuperamos os índices de atividade produtiva do ano 2014”, explicou. “Ainda temos um hiato de crescimento, com empresas produzindo em capacidade ociosa e outras não resistiram a essa recessão produtiva tão severa”, comentou.
            Isso tudo impactou diretamente o setor da construção civil, historicamente um grande empregador e gerador de riquezas, com o setor de investimentos sendo altamente impactado. E aqui chegamos ao grande desafio da economia que é diminuir a elevada taxa de desemprego. “A taxa de desemprego, que por um período ficou entre 8% e 6%, a partir de 2014 saiu de 8% para 14%, subiu aceleradamente e hoje está próximo de 12%. Em termos numéricos, representa 13 milhões de pessoas desempregadas, sem contar aquelas pessoas que não estão mais procurando oportunidades no setor produtivo, se contarmos essas pessoas essa taxa vai para 20%. Não podemos ter dúvidas: a economia e o país não vão para lugar algum se não combatermos o desemprego e combatê-lo significa retomar os investimentos e a construção civil”, explicou.
            “Nós não vamos conseguir colocar o Brasil na trilha do desenvolvimento e, consequentemente, combater essa elevada taxa de desemprego, se efetivamente a gente não retomar a construção civil no país, e como um todo, infraestrutura básica, rodovias, casas, locação etc. Nós na economia costumamos dizer que o país que enfrenta por um longo período de tempo uma taxa de desemprego de dois dígitos, com desalentos, com precarização do mercado de trabalho, é um país que sofre de insuficiência de demanda agregável, que é um termo técnico para dizer que o nível de consumo está muito baixo”, comentou o especialista. “Nós precisamos – em termos de política econômica – criar condições macroeconômicas, ou seja, condições agregadas, para fazer com o nível de vendas venha a crescer”, ressaltou.
            Na continuidade, o doutor em Economia mostrou que o mercado de locação na cidade começou a crescer e a trazer impactos positivos para o setor e isso se deu, mesmo com o desemprego, com o crescimento no valor real dos salários. “Mesmo com o desemprego tivemos um crescimento no valor recebido, o que estimulou o mercado de locação e a queda de mais de 27% nas ofertas do setor residencial”, destacou. No setor de vendas, a relação, depois de uma longa crise, está se mantendo estável, já com um crescimento mais constante, motivado pela diminuição nas taxas de juros de longo prazo. “Por isso vemos, nos dois últimos meses, um crescimento expressivo no setor de financiamentos, que está vendo uma oportunidade bastante atrativa nos financiamentos de longo prazo, como 30 anos, com o IPCA mais juros reais. Isso vai se tornar cada vez mais atrativo para o setor de investimentos nos próximos dois a quatro anos e uma imensa oportunidade de reaquecimento da economia”, disse.
            Para Dezordi, o setor imobiliário – bem como da economia de consumo – começará a ver crescimento mais real nos próximos dois anos, com um PIB ainda tímido, mas espera-se que até 2024 possa-se ter os mesmos resultados positivos tidos em 2014. “São os 10 anos para sairmos da recessão e voltarmos aos mesmos patamares positivos. Uma década de recuperação. Quem se manteve até aqui é, realmente, um guerreiro, mas o que podemos mostrar, com base nos números e na análise, é que se combatermos o desemprego, sairmos da casa dos dois dígitos, o setor de investimentos vai reaquecer, as pessoas estarão mais confiantes e o mercado vai reagir. Sabemos que há um déficit imobiliário muito grande no país, só na Região Metropolitana de Curitiba mais de 80 mil unidades, então estamos entrando na fase de oportunidades, aposta nos investimentos e setor da construção civil vai reagir para atender a essa demanda”, concluiu.
            O evento contou com a presença do presidente do Inpespar, Jean Michel Galiano, do vice-presidente de Lançamentos e Comercialização Imobiliária, Luciano Tomazini, vice-presidente de Locação e Administração Imobiliária, Leonardo Baggio, do vice-presidente de Comunicação, Eventos e Marketing, Maurício Ribas Moritz e do vice-presidente do Secovi/PR, Ricardo Hirodi Toyofuku.

Instagram @curitibaemdestaque

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