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Tarantino homenageia mais uma vez o cinema em Era uma Vez em... Hollywood. FILMES, por Rudney Flores

Leonardo DiCaprio e Brad Pitt forma uma dupla impagável no novo filme do cultuado diretor norte-americano.


Quentin Tarantino avisou há alguns anos que encerraria a carreira após a realização de seu décimo filme. Se mantiver sua palavra, a contagem regressiva está próxima do final com o lançamento de Era uma Vez em... Hollywood, seu nono longa-metragem, principal estreia da semana nos cinemas do Brasil.

A produção é mais uma homenagem do cultuado diretor norte-americano aos elementos que fizeram parte de sua formação cultural, no caso o cinema hollywoodiano e a tevê dos Estados Unidos nos anos 1960. Focado no ano de 1969, traz também um olhar nostálgico a uma época mais tranquila, com uma certa inocência, e que foi abalada e transformada pelo brutal assassinato da atriz Sharon Tate, mulher do diretor polonês Roman Polanski, morta grávida de oito meses, juntamente com amigos, por integrantes da seita do maluco Charles Mason.

Tate (Margot Robbie, de Eu, Tonya) e Polanski (Rafal Zawierucha) entram na história criada por Tarantino como vizinhos de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio, de O Lobo de Wall Stret), ator que tem como melhor amigo e faz-tudo seu dublê de cena, Clif Booth (Brad Pitt, de Bastardos Inglórios).

A amizade da dupla é o ponto central do filme. Dalton está em franca decadência na carreira. Após estrelar um popular seriado de faroeste na tevê, nos anos 1950, decidiu investir no cinema. Sem conseguir sucesso, passa a viver de pontas como vilão em diversos seriados e pensa se vale a pena aceitar o convite para filmar spaghetti westerns na Itália. Do seu lado, Booth tenta incentivar o amigo no momento difícil.

Tarantino recria o clima do cinema e da tevê da época filmando saborosas e divertidas cenas de seriados e filmes que Dalton participa, mostrando também bastidores da realização desses trabalhos audiovisuais. Como usual em sua trajetória, há um grande número de referências no que é apresentado, com homenagens a atores e séries de tevês, ao cinema spaghetti, à cidade de Los Angeles e seus antigos cinemas.

Algumas sequências são ótimas, como o deslumbre de Sharon Tate ao se ver na tela de cinema, acompanhando com a plateia o filme que ela mesmo estrelou (Arma Secreta contra Matt Helm, com Dean Martin); o engraçado encontro de Booth com Bruce Lee (Mike Moh), no qual Tarantino tira uma onda com o mestre das artes marciais (o que deixou a família do mesmo indignada); a tensa visita de Booth à comunidade de Mason; e dois momentos de Dalton em filmagens, ambos com uma talentosa atriz-mirim (Julia Butters) – DiCaprio está sensacional no papel do ator em crise.

Existem também referências ao próprio cinema do diretor. O andamento mais tranquilo da ação, dando tempo para apresentação e desenvolvimento dos personagens e da história, remete a Jackie Brown. Uma cena de um filme de Dalton resgata o enfrentamento dos nazistas em Bastardos Inglórios. As roupas que os integrantes da trupe de Mason usam em determinado momento lembram as mesmas utilizadas pelos assassinos de Bill em Kill Bill. E ainda o eterno fascínio de Tarantino por pés femininos.

Há ainda as pontas de vários atores que estiveram em seus filmes anteriores, os quais chama de gangue – Michael Madsen, Kurt Russel, Bruce Dern, Zoë Bell, Perla Haney-Jardine. E também as participações especiais de Al Pacino, Lena Dunham (da série Girls), Dakota Fanning (Uma Lição de Amor), Luke Perry (do seriado Barrados no Baile, morto este ano, em sua última atuação no cinema), entre outros convidados.

O final traz uma surpresa violenta e impactante, e as cenas pós-créditos destacam um divertido comercial fictício gravado pelo personagem de DiCaprio. Ícone maior de uma geração, Tarantino tem seu lugar garantido entre os gigantes do cinema. Fica difícil imaginar como será daqui alguns anos, quando não teremos mais a expectativa de vermos uma nova obra sua. Resta aproveitar enquanto ainda é possível. Cotação: Ótimo.

Trailer de Era uma Vez em... Hollywood:


Ainda Itália

Depois de sessões na mostra de cinema italiano na última semana, Noite Mágica, novo filme do diretor Paolo Virzì (A Primeira Coisa Bela) tem lançamento em três cinemas da capital paranaense: Espaço Itaú, Cineplex Batel e Cine Passeio.

A produção reverencia as fases de glória do cinema na Itália através da história de três jovens roteiristas, que se envolvem na morte de um grande produtor. Eles são interrogados pela polícia durante toda uma noite, quando também relembram histórias passadas nas ruas de Roma.

Trailer de Noite Mágica:


Nacionais

A programação da semana destaca a estreia de variadas produções brasileiras. Um dos destaques éLeste Oeste, primeiro longa-metragem do diretor Rodrigo Grota, paulista radicado em Londrina e multipremiado em festivais por seus curtas-metragens – Satori UsoBooker Pittman e Haruo Ohara.

O filme tem como protagonista Ezequiel (Felipe Kannenberg), um ex-piloto que retorna à cidade natal para uma última corrida. Lá, ele precisa encarar novamente pessoas que havia deixado no passado, como o pai e uma antiga namorada. A produção tem sessões no Cine Passeio e no Espaço Itaú.

Trailer de Leste Oeste:


Nada a Perder 2, sequência da cinebiografia do pastor Edir Macedo, da Igreja Universal, avança mais alguns anos na apresentação da trajetória do religioso. Dirigido por Alexandre Avancini, o filme destaca fatos como o episódio em que um pastor da igreja chutou a imagem de uma santa católica, a queda do telhado de uma igreja que vitimou várias pessoas e investigações que Macedo (Petrônio Gontijo) passou por parte da polícia e da justiça.

Trailer de Nada a Perder 2:


O programa de incentivo ao cinema brasileiro Projeta às 7, da rede Cinemark, apresenta esta semana o longa-metragem Eu Sou Brasileiro, do estreante Alessandro Barros. A trama fala de Léo (Daniel Rocha, de Sequestro Relâmpago), um promissor jogador de futebol que tem a carreira precocemente encerrada por um acidente.

Anos depois, ele tenta dar a volta por cima contando suas experiências em um livro. O elenco destaca ainda atrizes conhecidas da tevê e do cinema brasileiro: Fernanda Vasconcellos, Zezé Motta, Letícia Spiller e Cristiana Oliveira. O filme entra em cartaz no Cinemark Mueller.

Trailer de Eu Sou Brasileiro:


O gênero terror está em alta no cinema brasileiro, com a realização de diversos trabalhos. Mal Nosso, do estreante Samuel Galli, apresenta uma história que envolve muitas mortes, maldições e demônios. O filme tem lançamento no Cine Guarani.

Trailer de Mal Nosso:


Um dos principais documentaristas brasileiros, Silvio Tendler (Glauber o Filme, Labirinto do Brasil) apresenta Alma Imoral, inspirado no livro A Alma Imoral, de Nilton Bonder, já adaptado para o teatro com grande sucesso pela atriz Clarice Niskier.

Veiculado inicialmente em formato de série na tevê paga, o documentário ressalta anseios do ser humano e discute conceitos biológicos, filosóficos e religiosos. O filme estreia apenas no Cine Passeio.

Trailer de Alma Imoral:


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