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Efeitos visuais revolucionários são destaque de Projeto Gemini. FILMES, por Rudney Flores

Will Smith foi rejuvenescido 30 anos por uma nova tecnologia no filme de Ang Lee.
Crédito da foto: Divulgação/Paramount Pictures


O interesse por efeitos especiais esteve presente em alguns momentos da carreira do taiwanês Ang Lee, vencedor de dois Oscar como diretor – por O Segredo de Brokeback Mountain, em 2006, e As Aventuras de Pi, em 2013. A tecnologia foi destaque neste último – em que um garoto fica preso em um barco um tigre –, e também no sucesso O Tigre e o Dragão, com suas lutas coreografadas no ar, e na adaptação de Hulk, o gigante herói verde dos quadrinhos.

Mas o cineasta investe pesado mesmo nos efeitos visuais em Projeto Gemini, filme protagonizado pela estrela Will Smith, principal estreia da semana nos cinemas no Brasil. A filmagem foi captada a 120 quadros por segundo e no formato 4K, tudo para tornar mais perfeito e nítido possível as imagens para o espectador. A produção será veiculada em 3D+, tecnologia que projeta imagens a 60 quadros por segundo (o normal são 24 quadros), que também garantem uma ótima experiência para quem assiste.

Outra novidade tecnológica é a técnica de rejuvenescimento computadorizado de Smith, que interpreta dois papéis no filme. Ele é Henry Brogan, um dos maiores assassinos do serviço secreto americano. O matador faz um último trabalho e decide se aposentar. Mas acaba descobrindo que foi enganado por seus próprios chefes, que passam a persegui-lo e enviam para matá-lo alguém tão bom quanto ele: uma cópia clonada sua, 30 anos mais jovem.

O ator também gravou as cenas do clone com equipamentos que captaram seus movimentos e voz, que foram totalmente computadorizados para a versão jovem do personagem. A tecnologia impressiona nas cenas mais escuras, com os dois personagens atuando juntos, mas, nas sequências mais claras, o clone fica muito superficial visualmente, apesar de ainda causar impacto.

Mas Projeto Gemini decepciona no roteiro, focado basicamente na ação. A personagem Danny, até bem defendida por Mary Elisabeth Winstead (Rua Cloverfield, 10) é quase um apêndice, sem muita necessidade. Ainda há um vilão sem qualquer nuance (vivido por Clive Owen, de Closer – Perto Demais).

A história já foi contada várias vezes no cinema, do protagonista lutando contra o próprio governo ou corporação da qual participava (base de vários filmes de ação de Liam Neeson, por exemplo). Perde-se assim a oportunidade de desenvolver melhor os personagens centrais, principalmente por envolver uma questão que levanta aspectos morais e filosóficos como a do clone. Vale mesmo pela tecnologia. Cotação: Bom.

Trailer de Projeto Gemini:


Terror brasileiro

Gênero marcado no Brasil pelas míticas obras criadas e dirigidas por Zé do Caixão, o cinema de terror e horror vem se diversificando nos últimos anos no país, apresentando também boas produções, tanto em roteiro como na parte técnica.

Diretor já conhecido no meio por seus curtas-metragens, além de ter sido responsável pelo roteiro e Encarnação do Demônio (2008), de Zé do Caixão, Dennison Ramalho finalmente estreia em longas-metragens com Morto Não Fala, baseado em um conto de terror do jornalista Marco de Castro.

A trama fala de Stênio (Daniel de Oliveira, de 10 Segundos para Vencer), homem que trabalha no Instituto Médico Legal da capital paulista como limpador de corpos. Ele tem um dom especial, consegue falar com os mortos, que revelam alguns detalhes de como aconteceram suas mortes, a maioria delas violenta.

Um dia, Stênio decide usar algumas dessas informações, com graves consequências para si e todos que estão próximos a ele – como a mulher Odete (Fabiula Nascimento, de Estômago), os filhos Edson (Cauã Martins, de Bingo – O Rei das Manhãs) e Ciça (Annalara Prates, de Como Nossos Pais), o padeiro Jaime (Marco Ricca, de Chatô – O Rei do Brasil) e sua filha Lara (Bianca Comparato, da série 3%).

Realizado pela Casa de Cinema de Porto Alegre – que tem como um dos fundadores o diretor Jorge Furtado (Houve uma Vez Dois Verões), um dos supervisores do roteiro –, o filme tem interessantes e bem realizados efeitos especiais, que garantem vários sustos ao espectador, com destaque para os bizarros bate-papos de Stênio com os estranhos e deformados mortos. A produção tem sessões no Cinemark Mueller. Cotação: Bom.

Trailer de Morto Não Fala:


Outras estreias

Dirigido por John Crowley (Brooklyn), O Pintassilgo é baseado no best-seller homônimo da escritora Donna Tartt, vencedora do Pulitzer pela obra. A história alterna passado e presente para acompanhar a trajetória do personagem Theo Decker. Quando garoto (vivido por Oakes Fegley), ele perde a mãe em um ataque terrorista a um museu, onde apreciavam a obra “O Pintassilgo”. Adulto (vivido por Ansel Elgort, de Em Ritmo de Aventura), ele ainda não conseguiu superar a tragédia que mudou sua vida, e ainda guarda um grande segredo.

A produção, que estreia no Cinépolis Pátio Batel), destaca ainda no elenco Nicole Kidman (Moulin Rouge), Jeffrey Wright (da série Westworld), Luke Wilson (Os Excêntricos Tenenbaums), Sarah Paulson (12 Anos de Escravidão) e Finn Wolfhard (da série Stranger Things).

Trailer de O Pintassilgo:


O drama Em Guerra, do diretor Stéphane Brizé, apresenta o embate entre funcionários de uma fábrica na França e seus patrões. Liderados por Laurent (Vincetn Lindon, de O Valor de um Homem, também de Brizé), os mais de mil empregados cobram as promessas de emprego garantido por alguns anos, mas encontram a administração irredutível pelo fechamento da fábrica. Uma grande revolta se inicia, envolvendo também a polícia e o governo. O filme tem lançamento no Cineplex Batel.

Trailer de Em Guerra:


Em As Loucuras de Rose, a personagem central é uma ex-presidiária que sonha em se tornar uma estrela como cantora de música country nos Estados Unidos, algo bem distante para quem mora na Escócia. Encanto não realiza seu desejo, Rose (Jessie Buckley, da premiada minissérie Chernobyl) tenta reequilibrar a vida trabalhando como diarista e cuidando de seus dois filhos pequenos. O filme do diretor Tom Harper (da minissérie Guerra & Paz) estreia no Cineplex Batel.

Trailer de As Loucuras de Rose:


Nacionais

Marco Nanini retorna ao cinema após quase dez anos em Greta, do estreante Armando Praça, produção que foi a grande vencedora do Cine Ceará deste ano – melhor filme, diretor e ator. Praça destaca uma adaptação dramática da comédia teatral Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá, sucesso nos palcos brasileiros nos anos 1970 e 1980, trazendo a história para Fortaleza, capital cearense.

O enfermeiro Pedro (Nanini), de 70 anos, vê a amiga transexual Daniela (Denise Weinberg, de Salve Geral) passar por problemas de saúde. Para ajudá-la, ele se envolve com o assassino Jean (Démick Lopes, de Inferninho), homem ferido que leva para sua casa para abrir um leito de hospital para Daniela. Após anos escondendo sua homossexualidade, Pedro enfim vive um romance na vida com Jean. O filme tem lançamento no Espaço Itaú e no Cine Passeio.

Trailer de Greta:


O documentário Frans Krajcberg – Manifesto, de Regina Jehá, destaca depoimentos do importante artista plástico polonês, naturalizado brasileiro, morto em 2017. Enquanto aguarda a abertura de sua exposição na 32ª Bienal de São Paulo (2016), onde seria homenageado, Krajcberg rememora décadas de vida no Brasil, de suas lutas como a preservação da Amazônia às suas manifestações artísticas. O filme estreia no Espaço Itaú.

Trailer de Frans Krajcberg – Manifesto:



O cyberbulling é o ponto de partida de Luna, primeiro filme-solo de Cris Azzi, um dos diretores de Cinco Frações de uma Quase História, filme de episódios realizado há alguns anos com outros cineastas mineiros.

Na história, Luana (Eduarda Fernandes), é uma menina que vive na periferia de Belo Horizonte – ela se denomina Luna em chats da internet. A jovem cria uma grande amizade com Emília (Ana Clara Ligeiro), menina rica do colégio, com quem faz diversos vídeos. Mas tudo muda quando imagens vazadas de Luana aparecem em redes sociais. O filme tem lançamento no Espaço Itaú.

Trailer de Luna:


O diretor Wagner de Assis (Nosso LarKardec) distancia-se um pouco da temática espírita em Amor Assombrado. A trama é centrada em Ana Clara (Vanessa Gerbelli, de Sem Controle), uma escritora que passa por uma fase difícil na vida, com alucinações relacionadas aos personagens que criou em seus livros. O filme tem sessões no UCI Estação, UCI Palladium e Espaço Itaú.

Trailer de Amor Assombrado:


Produção paraibana, o suspense A Noite Amarela, de Ramon Porto Mota, traz a história de sete amigos adolescentes que vão passar alguns dias numa ilha para celebrar o final de um ciclo escolar. Mas coisas estranhas começam a acontecer na primeira noite no local, mexendo com a vida de todos.

Trailer de A Noite Amarela:
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