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James Cameron retorna à franquia Exterminador do Futuro. FILMES, por Rudney Flores

Arnold Schwarzenegger e Linda Hamilton voltam a contracenar após 28 anos do clássico O Julgamento Final.
Crédito da foto: Kerry Brown

James Cameron retoma o produto que abriu os caminhos para sua carreira no cinema em O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio, sexta produção nas telas sobre a batalha entre humanos e máquinas e viagem temporais, em um futuro distópico. O novo filme tem direção de Tim Miller (Deadpool) e conta também com o retorno de Linda Hamilton, protagonista das duas primeiras produções da franquia, além de, claro, Arnold Schwarzenegger, que mais uma vez assume o papel que o consagrou nas telas.

Afastado da franquia desde o segundo e melhor filme – O Julgamento Final (1991); a estreia foi O Exterminador do Futuro (1984) –, Cameron retorna como produtor e autor do argumento da nova história, que ignora os acontecimentos de A Rebelião das Máquinas (2003), A Salvação (2009) e Gênesis (2015), além da interessante série The Sarah Connor Chronicles (2008/09), estrelada por Lena Headey (Game of Thrones) e cancelada após duas temporadas.

O ano é 2020 e as máquinas não tomaram o controle do planeta em 1997, como era previsto nos filmes iniciais. Mas, na Cidade do México, duas criaturas chegam do futuro – a humana aperfeiçoada Grace (Mackenzie Davis, de Blade Runner 2049) e o exterminador Rev-9 (Gabriel Luna, o Motoqueiro Fantasma da série Agents of S.H.I.E.L.D.).

A missão de ambos tem a ver com a mexicana Dani Ramos (Natalia Reyes), que terá papel decisivo na guerra entre homens e máquinas que será travada anos mais tarde – experimentos militares criaram uma inteligência artificial chamada Legião que, como a Skynet dos filmes anteriores, se rebelou e decidiu pelo extermínio da humanidade. Sarah Connor (Hamilton) e o robô T-800 (Schwarzenegger) acabam sendo inseridos na nova trama.

Para criar uma fácil identificação com o público, Destino Sombrio alia basicamente elementos dos dois primeiros filmes da franquia – humano militar do futuro obcecado em sua missão, jovem ameaçada que precisa aprender a lutar, um robô assassino implacável (ainda mais moderno, sanguinário e quase imortal) e um robô mais humanizado à medida que envelhece e tem contato com a sociedade.

Repete também sequências, como a tradicional e destruidora perseguição de veículos no arco inicial da história, a frase clássica “I’ll be back” e os embates intermináveis entre os personagens centrais. O protagonismo é um pouco mais feminino, como tem acontecido no cinema atual.

O resgate de Linda Hamilton é bem-vindo, Davis faz um bom trabalho, mas vários pontos da trama são mal explicados – principalmente sobre John Connor e a volta do T-800. A opção é pela ação incessante, mas faltou maior investimento na história. A sensação é de mais do mesmo, algo inesperado quando se vê o nome de James Cameron nos créditos. Cotação: Regular.

Trailer de O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio:


A revolta dos tontos

Sinônimo de cinema argentino, Ricardo Darín comanda mais uma vez o elenco de uma produção de seu país na comédia dramática A Odisseia dos Tontos, novo filme do diretor Sebastián Borenztein, do ótimo Um Conto Chinês.

A história se passa no início dos anos 2000, quando uma pequena comunidade do interior da Argentina decide formar uma cooperativa e comprar um silo desativado. A intenção é criar empregos e movimentar a pequena economia local. Perlassi (Darín), um ex-jogador de futebol que teve apenas um grande momento na carreira e que leva a vida tocando um posto de gasolina ao lado da esposa, e o borracheiro Fontana (Luis Brandoni, do recente Minha Obra-Prima), vão convencendo vários moradores da cidade a doar suas economias para a empreitada.

O grupo junta milhares de dólares, mas perde tudo por causa de um gerente de banco e um empresário desonestos, e também por causa do corralito – espécie de confisco de recursos equivalente ao que ocorreu no Brasil no início do governo Collor, em 1990 – que o governo argentino realizou em 2001, ano em que o país, em crise histórica, chegou a ter cinco presidentes no espaço de 12 dias. Os tontos do título – pessoas honestas, como a maioria da população – descobrem o paradeiro dos seus dólares e armam um plano para recuperá-los.

Mesmo ambientado há quase 20 anos, o trabalho de Borenztein, também autor do roteiro, baseado no romance La Noche de la Usina, de Eduardo Sacheri (também autor do livro que deu origem ao oscarizado O Segredo dos Seus Olhos), traz uma temática mais do que atual, quando o cidadão comum – trabalhador, pequeno e médio empresário, de classe baixa ou média – se revolta contra o estado das coisas e os malfeitos de pessoas mais poderosas e corruptas, uma situação que vem acontecendo em diversas partes do mundo nos últimos anos, a mais recente no Chile.

O elenco se mostra bem entrosado, com destaque para Brandoni. O roteiro é apenas correto, pouco inventivo e sem grandes ousadias, mas diverte e entretém, mantendo o suspense sobre a conclusão do plano e garantindo momentos de genuína diversão ao público. O filme tem lançamento no Espaço Itaú, Cine Passeio e no Cinépolis Pátio Batel. Cotação: Bom.

Trailer de A Odisseia dos Tontos:


Laerte e os piratas

A cartunista Laerte recebe uma homenagem em forma de filme em A Cidades dos Piratas, novo trabalho do diretor gaúcho Otto Guerra, uma inventiva mistura de animação e documentário que revela os principais momentos da carreira da artista.

Guerra, que já havia levado à tela grande vários personagens de Angeli, outro grande cartunista nacional, no longa-metragem de animação Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, utiliza como ponto de partida do novo filme a realização de uma animação baseada n’Os Piratas do Tietê, personagens de várias tirinhas e revistas de Laerte.

Mas o projeto demora mais de duas décadas para ser realizado e o diretor resolve colocar todos os percalços na tela. Em um exercício de metalinguagem, Guerra também vira personagem da animação e divide com o espectador seus momentos de crise, que incluem até a luta contra um câncer.

Também durante do processo de realização do filme, Laerte inicia sua transição para o gênero feminino, perto dos 60 anos. A agora cartunista aparece em depoimentos e entrevistas antigas e em relatos especiais para a parte documental da produção – fala da criação de seus personagens e das mudanças em seu trabalho, com tirinhas mais filosóficas e outra mais herméticas.

O mosaico construído por Guerra por vezes se torna caótico, e incluem ainda, na parte da animação, temáticas atuais como o transexualismo e a violência cada vez mais exarcerbada no cotidiano do Brasil – os atores Marco Ricca (O Invasor) e Matheus Nachtergaele (Amarelo Manga) dublam alguns personagens do desenho.

Muito indicado para quem aprecia quadrinhos e a obra do Laerte, o filme também é uma entrada para se conhecer o trabalho de um dos principais nomes da história da arte gráfica no Brasil. A produção estreia no Cine Passeio e Espaço Itaú. Cotação: Ótimo.

Trailer de A Cidade dos Piratas:


Mais nacionais

O Brasil tem um universo cultural muito rico e que se estende também para o seu interior. Mas são poucas as produções de cinema atuais que investem em temáticas mais rurais e brejeiras. Dessa forma, é interessante ver a chegada de Maria do Caritó, estreia do diretor de tevê João Paulo Jabur em longas-metragens.

A comédia é baseada na peça homônima de Newton Bueno, estrelada por Lília Cabral (Divã), que reprisa nas telas o papel da virgem solitária que sonha com um grande casamento. Prometida pelo pai a um santo desconhecido, Maria decide ir contra o seu destino e encontrar o amor de sua vida.

A oportunidade aparece quando o circo chega a sua pequena cidade e ela conhece um galante atirador de facas. Mas nada será fácil e ela entrará em divertidas confusões para finalmente “desencalhar”. O filme tem lançamento no Cinemark Muller, UCI Estação e Palladium e no Cineplex Batel.

Trailer de Maria do Caritó:


Rogéria, morta em 2017, gostava de dizer que era o “travesti da família brasileira”, um divertido título para quem quebrou diversos tabus na vida e na carreira. Sua trajetória é apresentada pelo diretor estreante Pedro Gui no documentário Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto.

Astolfo era um maquiador de celebridades quando foi incentivado a cantar e a interpretar, transformando-se em Rogéria, que foi sempre muito querida e aceita pelo público. Em depoimentos, amigos e profissionais da área cultural comentam sua importância. Rogéria fala também sobre a relação com sua parte masculina, a quem resolve dar mais destaque. A produção estreia no Cinesystem Ventura.

Trailer de Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto:


Outras estreias

Criada nos 1930 por Charles Addams e publicada em tirinhas, A Família Addams foi seriado de sucesso na tevê nos anos 1960 e recebeu duas divertidas adaptações para o cinema na década de 1990. Gomez, Mortícia, Tio Fester, Wednesday (Vandinha, no Brasil) e Pugsley (Feioso) retornam às telas na animação A Família Addams, de Conrad Vernon e Greg Tiernan (ambos de Festa da Salsicha).

A nova história traz o divertido grupo mórbido para a atualidade. A tétrica família vai morar em uma comunidade solar e vê Wednesday se rebelar, como toda adolescente. A versão legendada destaca as vozes de Charlize Theron (Tully), Oscar Isaac (nova trilogia Star Wars), Chloë Grace Moretz (franquia Kick-Ass) e Finn Wolfhard (franquia It – A Coisa).

Trailer de A Família Addams:


A invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003 teve grande apoio da comunidade internacional, principalmente do Reino Unido e seu primeiro ministro da época, Tony Blair, que deu apoio militar à ação. Como se sabe, eram falsas boa parte das informações de que o ditador Saddam Hussein produzia armas de destruição em massa, justificativa maior para o ataque ao país árabe.

Esse período da história é retratado na produção Segredos Oficiais, do diretor Gavin Hood (Infância Roubada). Na história, Keira Knightley (Mesmo se Nada Der Certo) vive Katharine Gun, tradutora do governo britânico. Ele vaza documentos e áudios confidenciais que indicam que seu país e os Estados Unidos armaram uma farsa para validar a invasão, e terá que enfrentar as consequências por seus atos.

O filme, que estreia no Cineplex Batel e no Cinesystem Curitiba, também destaca no elenco Ralph Fiennes (O Jardineiro Fiel) e Matthew Goode (Watchmen – O Filme).

Trailer de Segredos Oficiais:


As relações afetivas e amorosas em tempos de redes sociais são tema de Quem Você Pensa Que Sou, dirigido pelo francês Safy Nebbou. Juliette Binoche (A Liberdade É Azul) vive Claire Millaud, mulher de 50 anos que cria um perfil falso, a jovem Claire, que teria 24 anos.

Ela passa a conversar com Alex (François Civil, do recente Encontros, ainda em cartaz em Curitiba), mas evita encontrá-lo. Apesar de virtual, a relação entre o casal se intensifica e pode trazer complicações para Claire se sua farsa for exposta. O filme tem sessões no Cineplex Batel.

Trailer de Quem Você Pensa Que Sou:


Indicado pela Argélia para tentar uma vaga no Oscar de melhor filme internacional, em 2020, Papicha marca a estreia da diretora Mounia Meddour em longas-metragens. A produção é ambientada no início dos anos 1990 e traz a história da jovem Nedjma (Lyna Khoudri), que sonha em se tornar estilista.

Mas o período é de guerra civil na Argélia, com a ascensão de grupos conservadores ligados ao islamismo, que indicam que as mulheres só devem usar burca. Nedjma decide enfrentar os radicais e organiza um desfile de moda para mostrar suas criações. O filme tem lançamento no Cinépolis Pátio Batel.

Trailer de Papicha:


A maioria dos atores participa de diversas produções menores antes da fama. Quando atingem o sucesso, produtores mais espertos decidem relançar alguns desses filmes para aproveitar o bom momento do astro. É o que acontece com Amor em Jogo, comédia israelense de 2014 que chega só agora aos cinemas brasileiros.

E o chamariz da produção é atriz Gal Gadot, a atual Mulher-Maravilha – que retorna às telas no próximo ano em mais um filme-solo. Ela é Mirit, que se apaixona pelo jogador de futebol Ami Shushan (Ohsri Cohen). O problema é que a moça é namorada de um poderoso criminoso, que acua Ami e o obriga a dizer que é gay. O jogador acaba virando um herói para essa comunidade. A comédia é falada em hebraico, mas chega ao Brasil em versão dublada em inglês, com estreia em Curitiba no Cineplex Batel.

Trailer de Amor em Jogo:

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