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O Escândalo apresenta caso real de assédio em emissora americana


Charlize Theron, Nicole Kidman e Margo Robbie vivem as personagens centrais do filme dirigido por Jay Roach.
Crédito da foto: Divulgação/ Lionsgate

Antes do produtor hollywoodiano Harvey Weinstein, outra figura poderosa norte-americana também foi relacionada a um rumoroso caso de assédio sexual: Roger Ailes o grande responsável pelo crescimento e sucesso da Fox News, uma das maiores emissoras de televisão dos Estados Unidos, principal fonte de informação dos conservadores no país. O caso é retratado em O Escândalo, principal estreia da semana no Brasil, dirigido por Jay Roach (Trumbo – Lista Negra) e indicado a três Oscar neste ano: melhor atriz para Charlize Theron, melhor atriz coadjuvante para Margot Robbie e melhor maquiagem.

A produção destaca três personagens principais – duas reais, as âncoras Megyn Kelly (Theron) e Gretchen Carlson (Nicole Kidman), e a fictícia Kayla Pospisil (Robbie), inspirada em diversas mulheres assediadas por Ailes, vivido por John Lithgow (atualmente como Winston Churchill na série The Crown). É Carlson que faz a denúncia inicial, após ser demitida da empresa. Principal nome da casa, Kelly hesita em fazer a acusação, assim como a novata Kayla. E a trama segue principalmente no ritmo das dúvidas das duas sobre participar do processo contra Ailes.

Inicialmente, o roteiro de Charles Randolph emula o estilo de Vice e A Grande Aposta, filmes de Adam McKay, que venceu o Oscar de melhor roteiro original pelo último ao lado do próprio Randolph. Conversando didaticamente e diretamente com o espectador, Kelly vai descrevendo o ambiente tóxico da Fox para as mulheres.

Ainda são destacadas algumas situações constrangedoras para as apresentadoras da programação – como a obrigação de utilização de saias curtas, para que mostrassem as pernas. Mas esse ritmo não tem continuidade e a trama não traz novidades cênicas, apesar da importantíssima temática.

O destaque fica mesmo para as atuações, principalmente das indicadas ao Oscar e de Lithgow, quase irreconhecível pelos enchimentos e maquiagem, que também foi utilizada para tornar Charlize e Nicole muito semelhantes às jornalistas reais que interpretam. Cotação: Bom.

Trailer de O Escândalo:



França em ebulição
As tensões sociais e raciais em uma França multifacetada são novamente retratadas nas telas em Os Miseráveis, filme do estreante Ladj Ly que dividiu com o brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o prêmio do júri do Festival de Cannes 2019. A produção, que estreia apenas no Espaço Itaú e no Cinépolis Pátio Batel, também é uma das cinco finalistas do Oscar na categoria melhor filme internacional.

Inspirado pelo clássico homônimo de Victor Hugo, Ly ambienta o filme no subúrbio parisiense de Montfermeil, local onde foi escrito Os Miseráveis e no qual diretor nascido no Mali ainda reside. Ele também utiliza atores profissionais e moradores locais na produção.

A história apresenta um dia tenso no bairro, um microcosmo das representações étnicas do país – com pessoas de origem africana e árabe, e também com o islamismo com forte presença. O policial Ruiz (Damien Bonnard, de Dunkirk) chega transferido para a delegacia local, para ficar mais próximo do filho. Ele é designado para trabalhar ao lado do violento Chris (Alexis Manenti) e do negro Gwada (Djibril Zonga), que têm seus próprios métodos de atuação na área.

A confusão no subúrbio começa quando o menino Issa (Issa Perica) rouba um filhote de leão de um circo, causando a ira de seu proprietário. Os policiais acham o garoto, mais uma abordagem desastrada deles é filmada por um drone e a disputa pelas imagens aumenta o nível de tensão, envolvendo o Prefeito (Steve Tientcheu), que comanda o comércio ambulante na região, e Salah (Almamy Kanouté), muçulmano e ex-presidiário muito respeitado pela comunidade.

Ly desenvolve a ação com muitas sequências registradas com câmera na mão, buscando um tom quase documental para mostrar situações comuns em grandes metrópoles do mundo – em tons mais ou menos violentos, dependendo da situação social e econômica de cada país.

Não há tomada de partido, e mesmo os policiais, que poderiam ser vilões da história, são retratados mais como resultado do meio onde vivem, assim como todos os demais personagens – refletindo a frase célebre de Victor Hugo, citada ao final do filme: “Meus amigos, nunca digam que há plantas más ou homens maus. O que há são maus cultivadores”. Uma obra para reflexão em um mundo cada vez mais dividido em lados muito extremados. Cotação: Ótimo.

Trailer de Os Miseráveis:



Jumanji 2

Com o sucesso de bilheteria de Jumanji – Bem-Vindo à Selva (2017), remake de um filme da década de 1990 estrelado por Robin Williams, era óbvio que uma continuação rapidamente seria produzida. O resultado é Jumanji – Próxima Fase, novamente dirigido por Jake Kasdan e repetindo o elenco principal, com destaque para Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart e Jack Black, e a adição da ex-youtuber Awkwafina, nova atriz em ascensão em Hollywood.

Após o final da primeira história, os jovens amigos Spencer (Alex Wolff), Fridge (Ser'Darius Blain), Martha (Morgan Turner) e Bethany (Madison Iseman) iniciam a vida adulta, indo estudar e morar em locais diferentes no país. De todos, Spencer parece o mais frustrado, pois tem um subemprego e pouca se destaca na faculdade. Ao retornar para sua cidade natal nas férias, ele reativa Jumanji para se sentir importante novamente. Os outros do grupo descobrem e vão tentar resgatar o amigo no universo mágico do jogo.

Mas as coisas não ocorrem como esperado, e Eddie (Danny DeVitto, de Batman – O Retorno), avô de Spencer, e Milo (Danny Glover, da franquia Máquina Mortífera), seu ex-sócio, também vão parar em Jumanji. E, com exceção de Martha, que retorna como a letal Ruby (Gillan), todos os outros assumem avatares diferentes na nova aventura: Eddie é agora o fortão Bravestone (Johnson), Milo é o zoólogo Finbar (Hart) e Fridge volta como o professor Shelly (Black). Spencer assume um novo personagem que será apresentado mais à frente, assim como Bethany e Alex (Colin Hanks), que só entram mais tarde no novo desafio.

Como faz referência o título, o filme procura demonstrar que o jogo evoluiu, com desafios maiores para os jogadores e um vilão mais violento. A troca de avatares é o mote para as piadas da produção e Black e Hart ganham mais destaque, pois são obrigados a mudar um pouco a atuação em relação ao filme anterior. A personagem Ruby assume um certo protagonismo, mas o cerne da aventura é o mesmo, todos precisam se unir para cumprir a meta estabelecida, vencer o vilão e voltar a salvo para casa.

Mais uma típica diversão de férias, para curtir com refrigerante e pipoca e esquecer logo que sair da sala de cinema, aguardando para um próximo Jumanji, que deve acontecer de acordo com o final deste Próxima Fase. Cotação: Regular.

Trailer de Jumanji – Próxima Fase:



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