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O Farol destaca suspense enigmático e de forte estilo


Willem Dafoe e Robert Pattinson estrelam nova produção do diretor Robert Eggers.
Crédito da foto: Eric Chakeen

Uma das produções mais elogiadas de 2019, O Farol chega esta semana aos cinemas brasileiros para mais uma vez destacar o trabalho de Robert Eggers (A Bruxa), um dos diretores que está renovando o gênero suspense e terror, ao lado de nomes como Jordan Peele (Corra e Nós) e Ari Aster (Hereditário e Midsommar – O Mal Não Espera a Noite).

Em seu segundo longa-metragem, Eggers apresenta uma sufocante história envolvendo dois personagens presos em uma pequena ilha. Thomas Wake (Williem Dafoe, de No Portal da Eternidade) e Ephraim Winslow (Robert Pattinson, de Bom Comportamento) chegam no local para a realizar a manutenção de um farol, em uma época não muito definida, entre o final do século 19 e início do século 20.

Inicialmente, os papéis estão bem definidos: Wake, o superior hierárquico da companhia para qual trabalham, cuida da luz durante a noite e dorme o restante do dia, período em que Winslow, seu subordinado, é responsável por todos os outros duros afazeres locais. Os dois só têm mais contato durante a refeição noturna. O tempo previsto de trabalho é de quatro semanas, mas a rotina do dia a dia parece estendê-lo ainda mais. Não demora para que o isolamento provoque desavenças e bruscas mudanças de atitude na dupla, que parece enlouquecer rapidamente.

Eggers cria uma obra de forte estilo, com fotografia em preto e branco, escolha pelo formato de tela quase quadrado e personagens falando em um inglês mais antigo. Há influência do expressionismo alemão e também do surrealismo, com diversas cenas impactantes que misturam sonho, alucinação e loucura pura – algumas delas com a visão de uma sereia vivida pela modelo Valeriia Karaman. Dafoe e Pattinson também se destacam, envolvendo-se totalmente no projeto e entregando interpretações vigorosas.

O Farol é inventivo, impactante, brutal, enigmático, assustador. O diretor não apresenta muitas explicações ou motivações dos personagens ou da história, que em seu cerne fala do lado violento do ser humano que pode aflorar em situações-limite. Eggers e seu irmão Max, autores do roteiro, abrem um amplo espectro para o espectador ter suas próprias interpretações do que acompanha na tela. O filme tem lançamento no Espaço Itaú, Cine Passeio e Cinépolis Pátio Batel. Cotação: Ótimo.

Trailer de O Farol:



A história de Richard Jewell

Próximo dos 90 anos, Clint Eastwood continua muito ativo no cinema e destaca mais um trabalho na direção com O Caso Richard Jewell, cinebiografia de um homem simples que evitou muitas mortes em um atentado terrorista realizado durante a Olimpíada de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996. Como alguns de seus mais recentes filmes – Sully – O Herói do Rio Hudson, 15h17 – Trem para Paris e até Sniper Americano –, o cineasta foca novamente em uma figura dos Estados Unidos que se torna herói.

Jewell (Paul Walter Hauser, de Eu, Tônia e Infiltrado na Klan) trabalhava como segurança de uma festa que acontecia diariamente em um parque de Atlanta, durante os Jogos. Ao implicar com alguns jovens que bebiam e fumavam, desconfia de uma mochila jogada embaixo de um banco. Ele aciona os policiais do local, os quais conseguem evacuar a maior parte da plateia local antes da explosão, que acaba matando duas mulheres e ferindo mais de uma centena de pessoas – números que poderiam ser mais fatais senão fosse a ação de Jewell.

Considerado um verdadeiro herói por todo o pais, a vida do segurança toma rumo completamente diferente dias depois, quando uma repórter de um jornal local publica uma matéria afirmando que, para o FBI, a polícia federal americana, Jewell era o principal suspeito de ter realizado o atentado. O histórico complicado em empregos anteriores, que envolvia comportamento violento em alguns casos, e a obsessão por armas e em se tornar um policial fizeram com que se encaixasse no perfil do terrorista solitário, que deseja atrair atenção para si mesmo.

Jewell nega o crime e contrata o advogado Watson Bryant (Sam Rockell, Oscar de melhor coadjuvante por Três Anúncios para um Crime), com quem havia trabalhado em uma empresa. E, apesar de poucas evidências, o FBI liderando pelo oficial Tom Shaw (Jon Hamm, da série Mad Men) segue o intimidando por um bom tempo, em busca de uma confissão.

O roteiro de Billy Ray (dos recentes O Exterminador do Futuro – Destino Sombrio e Projeto Gemini, além de Capitão Phillips e Jogos Vorazes) é bem estruturado, prende a atenção do espectador, casando muito bem com mais uma ótima direção de atores de Eastwood – Rockwell e Kathy Bates (Oscar de melhor atriz por Louca Obsessão), que faz a mãe de Jewell, demonstram sua excelência tradicional, mas quem surpreende é o quase desconhecido Hauser, que acha o tom certo para o inocente e, em muitos momentos, ignorante segurança.

Clint e Ray destacam o poder destrutivo que o FBI e a mídia exercem em determinados momentos, mas cometem um deslize sério ao retratar de forma preconceituosa a jornalista Kathy Scruggs (Olívia Wilde, de Ela). Na história do filme, ela aparece como alguém que faz qualquer coisa por um furo de reportagem, inclusive se envolver sexualmente com fontes (o que foi negado por pessoas próximas) – morta em 2001, ela não pôde se defender do retrato nada agradável apresentado na tela. Jewell também morreu, em 2007, aos 44 anos, de ataque cardíaco em consequência do diabetes. Cotação: Bom.

Trailer de O Caso Richard Jewell:



Traumas da guerra

Aqueles Que Ficaram, do diretor Barnabás Tóth, talvez tenha sido o filme que roubou a vaga de A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, na lista de dez produções selecionadas para tentar a indicação final ao Oscar 2020 de melhor filme internacional. Assim como o trabalho brasileiro, o representante húngaro é uma produção de época, ambientada entre o final dos anos 1940 e início de 1950, mas com a diferença de mais uma vez apresentar personagens judeus e traumas da Segunda Guerra Mundial, temática muito sensível aos votantes da categoria estrangeira na Academia.

Os personagens centrais são Aladár (Károly Hajduk) e Klará (Abigél Szõke). Ele, um médico ginecologista de aparência triste, que ainda tenta superar a morte da mulher e dos filhos pequenos durante a guerra. Ela, uma menina órfã, criada por uma tia, que ainda acredita que os pais irão voltar após desaparecerem no mesmo período. Depois de uma consulta, os dois se aproximam, e Aladár praticamente adota Klará, que passa alguns dias da semana morando em sua casa.

Tóth, também coautor do roteiro, trabalha com as sutilezas dessa relação, que pode ou não atravessar os limites da simples afeição – os sentimentos muitas vezes são sufocados pela necessidade de se manter aparências e não chamar a atenção da rígida sociedade local; nesse cenário, destaca-se a interpretação marcante e serena de Hajduk.

Também são sutis as menções ao poder comunista soviético, que vai tomando conta do país da Europa oriental, oprimindo aos poucos a população local traumatizada pela guerra, quase anestesiada. Um tocante retrato das angústias de quem sobreviveu ao terror do maior conflito armado do século 20. A produção tem sessões no Espaço Itaú. Cotação: Bom.

Trailer de Aqueles Que Ficaram:



Em cartaz

Fenômeno mundial, a animação Frozen foi a mais destacada produção dos estúdios Disney nos últimos anos. Frozen 2, a aguardada sequência, apresenta novas aventuras das irmãs Elsa e Anna, que vivem felizes no reino de Arendelle, juntamente com Kristoff e o boneco de neve falante Olaf.

Dessa vez, Elsa se sente atraída por uma terra distante e desconhecida, para a qual segue e onde descobrirá mais sobre seus grandes poderes.

Trailer de Frozen 2:



Adaptação do musical de grande sucesso na Broadway, Cats, do diretor Tom Hooper (O Discurso do Rei), teve um processo conturbado desde a apresentação do primeiro trailer. A computação gráfica que transforma os atores em gatos não teve boa recepção de crítica e público, recebendo retoques e atualizações nas cópias até durante o lançamento nos cinemas nos Estados Unidos.

A história fala de um grupo de gatos conhecido como Jellicles, liderados por Deuteronomy (a grande dama do cinema Judy Dench, de Operação Skyfall), que escolherá um deles para ascender a uma nova vida no Heaviside Layer.  O elenco destaca a novata Francesca Hayward e estrelas da música como Taylor Swift e Jennifer Hudson.

Trailer de Cats:



Franquia campeã de bilheteria do cinema brasileiro, Minha Mãe É uma Peça chega à terceira parte com Dona Hermínia (o comediante Paulo Gustavo) vendo os filhos formarem família. Enquanto Marcelina (Mariana Xavier) engravida no primeiro encontro com o namorado, Juliano (Rodrigo Pandolfo) assume a homossexualidade e se casa. Para completar as confusões, Carlos Alberto (Herson Capri), o ex-marido, decide se mudar para o apartamento ao lado de Hermínia.

Trailer de Minha Mãe É uma Peça 3:



Personagem lendário, Giacomo Casanova ganha mais uma trama no cinema em O Último Amor de Casanova, do diretor Benoît Jacquot (Adeus, Minha Rainha). Na história, o famoso libertino, interpretado por Vicent Lindon (O Ódio), está mais velho, morando em Londres após um tempo exilado.

Na principal cidade britânica, ele conhece a jovem Marianne de Charpillon (Stacy Martin, de Ninfomaníaca – Vol. 1), por quem se apaixona e para quem decide se dedicar exclusivamente, deixando de lado sua antiga vida de conquistas. O filme está em cartaz no Cine Passeio, Cineplex Passeio e Espaço Itaú.

Trailer de O Último Amor de Casanova:



Na comédia francesa Minha Irmã de Paris, da diretora Anne Gaiafferi, a atriz Julie acha que está envelhecendo e conseguindo poucos trabalhos. Ela decide por uma repaginada com uma pequena cirurgia plástica, que acaba dando errado. Julie não pode aparecer por um tempo, mas é convidada para fazer um filme, que não pode recusar.

A solução surge quando descobre que tem uma irmã gêmea chamada Laurette, que não conhecia. A atriz contrata a parente como dublê, mas as diferenças de personalidade entre as duas logo ficarão claras para todos. O filme tem sessões no Cineplex Batel, Espaço Itaú e Cinépolis Pátio Batel.

Trailer de Minha Irmã de Paris:



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