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Sam Mendes destaca espetáculo visual em 1917


George MacKay e Dean-Charles Chapman interpretam os soldados enviados em uma missão quase impossível.
Crédito da foto: Divulgação

Maior favorito ao Oscar de melhor filme atualmente, depois das vitórias nas premiações dos sindicatos dos produtores e dos diretores de Hollywood, 1917, de Sam Mendes (Beleza Americana), é a principal estreia nos cinemas brasileiros esta semana. A superprodução concorre a dez estatuetas douradas, incluindo também melhor diretor, roteiro original e em diversas categorias técnicas.

Inspirados nas memórias do avô de Mendes, o filme traz a história de dois soldados ingleses, Blake (Dean-Charles Chapman, da série Game of Thrones) e Schofield (George MacKay, de Capitão Fantástico), que são designados para uma missão importante e praticamente suicida durante a Primeira Guerra Mundial. Com as comunicações interrompidas, eles precisam cruzar o campo de batalha e avisar um batalhão inglês que se prepara para uma grande ofensiva contra o exército alemão de que irão cair em uma armadilha do inimigo.

Mendes realiza o filme como se fosse um plano-sequência que acompanha os personagens centrais durante sua épica trajetória – cortes imperceptíveis na montagem dão a sensação de se estar vendo um plano único. Com um trabalho excepcional de fotografia de Roger Deakins (Oscar da categoria por Blade Runner 2049), o filme é um verdadeiro espetáculo, com sequências marcantes de grande apelo visual.

Por outro lado, todo esse apuro acaba engessando o roteiro, que fica à mercê das peripécias imaginadas – a cena do avião caindo é a que mais impressiona. O texto deixa a desejar, com pouco desenvolvimento dos personagens e resoluções algumas vezes forçadas outras gratuitas, sem muito sentido, de vários pontos na trama, tudo para caber na proposta técnica.

O filme acaba tendo também uma estrutura que remete aos videogames atuais de combate, com a câmera atrás dos personagens ou à frente deles, mudanças de ambientes e obstáculos que surgem a todo momento, o que deve causar identificação para quem joga.

Para compensar, o diretor recheia a produções de participações especiais de atores britânicos reconhecidos, como os vencedores ou indicados ao Oscar Colin Firth (O Discurso do Rei) e Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação), além de Mark Strong (Kick-Ass, franquia Kingsman), Adrew Scott (da série Fleabag) e Richard Madden (Game of Thrones, Rocketman).

Apesar do visual marcante, 1917 não deixa de ser um grande exercício de exibicionismo técnico do cineasta e que se encaixa bem na atual época de espetacularização de tudo. Cotação: Bom.

Trailer de 1917:



Mr. Nice Guy

Conhecido como Mr. Nice Guy, Tom Hanks encontra a quase tradução desse apelido em Fred Rogers, uma celebridade televisiva norte-americana praticamente desconhecida dos brasileiros e retratada no filme Um Lindo Dia na Vizinhança, da diretora Marielle Heller (Poderia me Perdoar?), que estreia em Curitiba esta semana apenas no Cineplex Batel.

A produção é inspirada em uma história real, tendo como base um artigo da revista Esquire no fim dos anos 1990. A história fala do encontro de Rogers com um jornalista investigativo, Lloyd Vogel (Matthew Rhys, da série The Americans), conhecido por ser implacável com as personalidades que retrata em suas matérias – um personagem fictício e não o autor da reportagem original, Tom Junod.

Com sérios problemas em sua vida pessoal, Vogel é selecionado por sua editora para fazer um perfil de Rogers para uma edição da Esquire sobre pessoas inspiradoras. Fred era amado pelos norte-americanos pela criação do programa infantil Mister Rogers’ Neighborhood, que comandou por muitos anos. O encontro vai transformar a vida do jornalista – suas entrevistas com o bondoso e paciente apresentador praticamente viram sessões de terapia.

A temática é claramente edificante, mas a produção passa longe de ser apelativa, como muitos filmes do gênero acabam se tornando. Heller leva o filme com a mesma delicadeza do personagem central e cria uma ambientação inventiva, retratando algumas sequências como se passassem em uma cidade de brinquedo; os trechos referentes ao programa ganham o formato de tela televisivo (4:3). Para os saudosistas, o filme também resgata a forma antiga de se fazer e consumir o jornalismo, uma fase ainda de ouro, em que as revistas impressas eram fonte de informação de qualidade das pessoas, com matérias de grande fôlego e importância.

Para completar, um trabalho inspirado do elenco, principalmente de Tom Hanks, que concorre ao Oscar de melhor ator coadjuvante deste ano pelo papel (apesar de ser protagonista, coisas da Academia, que permite que as produções inscrevam os atores nas categorias que acham que têm mais chances de vencer) – o ator não era indicado à estatueta dourada desde Náufrago, em 2001. Rhys e Chris Cooper (Adaptação) também são destaques na atuação. Cotação: Bom.

Trailer de Um Lindo Dia na Vizinhança:



Outras estreias

Em Um Espião Animal, nova animação do estúdio Blue Sky (das franquias A Era do Gelo e Rio), a aventura começa quando o agente secreto Lance Sterling (voz de Lázaro Ramos na versão dublada), o melhor do mundo, é transformado em pombo por Walter, um cientista prodígio da agência para qual trabalham.

Na visão de Walter, a conhecida ave é o melhor disfarce para um espião, mas Sterling vai encarar muitas confusões para se adaptar ao novo corpo e enfrentar seus tradicionais inimigos.

Trailer de Um Espião Animal:



Lançada inicialmente como série da Globoplay, A Divisão também chega às telas no formato de filme, dirigido por Vicente Amorim (O Caminho das Nuvens). A história, baseada em fatos reais, retrata a onda de sequestros que tomou conta da cidade do Rio de Janeiro, em meados dos anos 1990.

Para combater os crimes, é criada uma divisão antissequestros e seus comandantes determinam que o delegado Mendonça (Silvio Guindane, de Bróder), um herói da corporação, trabalhe ao lado dos policiais corruptos Juliano (Erom Cordeiro) e Antônio (Thelmo Fernandes), além da policial Roberta (Natália Lage, de 2 Filhos de Francisco). Juntos, eles precisam resgatar a filha de um deputado carioca, que é mantida em cárcere há meses.

Trailer de A Divisão:



A comédia adolescente O Melhor Verão das Nossas Vidas apresenta as aventuras das amigas Bia, Giulia e Laura, que sonham em se tornar cantoras de sucesso. Elas se inscrevem em um concurso musical na praia e se classificam para a final, mas sua participação tem um sério obstáculo: todas ficaram de recuperação no colégio e devem passar por um curso de verão.

Sem os pais saberem, elas fogem para participar da competição. Na praia, encontram romance, diversão e muita confusão, além de uma vilã que tenta atrapalhar seus sonhos.

Trailer de O Melhor Verão de Nossas Vidas:



Uma das maiores cantoras brasileiras, Marina Lima é tema do documentário Uma Garota Chamada Marina, de Candé Salles. A produção apresenta entrevistas com a artista e seu irmão e parceiro musical, Antonio Cícero. São descritas também as várias fases da carreira da cantora, que teve o auge do sucesso nos anos 1980 – com músicas como “Uma Noite e Meia”, “À Francesa”, “Fullgás” e “Nada por Mim” –, e seu processo de criação. O filme tem lançamento apenas no Espaço Itaú.

Trailer de Uma Garota Chamada Marina:


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