Jurassic World – Domínio reúne atores das duas franquias de filmes de dinossauros, FILMES, por Rudney Flores

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Uma das marcas do cinema comercial atual é o fan service, ou seja, entregar ao espectador apreciador de uma franquia ou série o que ele espera ver na tela ou na telinha. Pode ser um segredo escondido a sete chaves, como aconteceu no mais recente filme do Homem-Aranha, que reuniu as três versões do herói dos quadrinhos no cinema. Ou a versão de diretor de Liga da Justiça, que só saiu pelo apelo dos fãs de Zack Snyder. Ou também o fraco último episódio da terceira trilogia Star Wars, que praticamente ignorou o que foi realizado no filme anterior porque boa parte dos aficionados não o tinha aprovado.

O fan service também pode apelar à nostalgia, como acontece no ótimo Top Gun – Maverick, ainda em cartaz. E também em Jurassic World – Domínio, novo filme da franquia de ação e aventura com dinossauros, única estreia da semana na programação comercial de Curitiba. A nova produção, a sexta baseada nos livros criados por Michael Chricton, traz no elenco os atores da primeira e segundas trilogias reunidos.

Grande sucesso dos anos 1990 e início dos anos 2000 como Jurassic Park, com os dois ótimos primeiros filmes comandados por Steven Spielberg, a trilogia inicial encantou o mundo com modernos efeitos especiais (para a época) que deram vida aos assustadores dinossauros, trazidos ao mundo atual em um parque de diversões. Os astros iniciais foram Sam Neil (Alan Grant), Laura Dern (Ellie) e Jeff Goldblum (Ian Malcolm), que enfrentaram as primeiras criaturas.

Em 2015, a franquia teve um reboot com Jurassic World – O Mundos dos Dinossauros, com elenco comando por Chris Pratt (Owen Grady) e Bryce Dallas Howard (Claire Dearing). Com bons resultados de bilheteria, a série teve um novo capítulo em 2018, Jurassic World – Reino Ameaçado, e agora retorna para um fechamento de trilogia.

Domínio, dirigido por Colin Trevorrow (responsável por O Mundo dos Dinossauros), se inicia após os resultados do último filme, com os dinossauros se espalhando pelo planeta depois de mais uma experiência malsucedida com eles. Algumas raças de dinos convivem normalmente na natureza, mas os mais violentos causam grandes problemas, levando o mundo a entregar seu controle a uma companhia de biotecnologia, que cria um santuário para os animais nos alpes italianos, com a promessa de estudá-los para fins de cura de doenças humanas.

Claro que isso não é real e o proprietário da grande empresa, vivido por Scott Campbell, é o grande vilão da história – seu inescrupuloso Lewis Dodgson é um tipo de personagem que está começando a ficar comum no cinema – baseados nos bilionários do mundo atual e revelando um certo medo do poder que eles detêm, como Mark Zuckerberg, da Meta (Facebook, WhatsApp), Jeff Bezos, da Amazon, e Elon Musk, da SpaceX, Tesla e talvez Twitter.

As duas equipes de atores das franquias começam o filme separadas, cada uma resolvendo parte do mistério da trama, e vão acabar se reunindo (não é spoiler, está no trailer do filme) para mais uma vez salvar o dia, com um fan service muito bem servido, o que inclui mais impressionantes cenas com os dinossauros.

O problema da produção é seu roteiro, outra característica do cinema de ação dos dias de hoje: tudo é apressado e as dificuldades que vão surgindo se resolvem com muita facilidade, num piscar de olhos – tudo em prol da maior diversão do espectador, mas como sempre exageram na dose.

Não que se queira cobrar grande verossimilhança de um filme que traz criaturas pré-históricas de volta à vida, mas daria para caprichar um pouco mais na história com vilões menos tapados (são facilmente enganados pelos protagonistas), ou fazendo os personagens menos super-heróis – alguns vão imediatamente de um lugar quente para outro congelante sem vestuário condizente e chegam a cair em água congelada sem sofrer nada, já prontos para próxima (uma hipotermia leve podia acontecer pelo menos). Mais uma diversão imediata que se esquece logo depois de sair da sala de cinema. Cotação: Regular.

Trailer de Jurassic World – Domínio:

 

11º Olhar de Cinema

Uma opção diferenciada para os cinéfilos da capital paranaense é a 11 ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que segue até o dia 9 de junho apresentando mais de cem filmes, entre curtas e longas-metragens nacionais e estrangeiros.

As sessões estão sendo realizadas no Cine Passeio (Rua Riachuelo, 410 – Centro), Cinemark do Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Centro), Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.174 – São Francisco), Museu Oscar Niemeyer (Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico) e, também no Teatro da Vila, na Cidade Industrial de Curitiba (Rua Davi Xavier da Silva, 451 – CIC). Os ingressos custam R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia-entrada).

Haverá ainda exibições on-line, que ocorrerão de 7 a 9 de junho, no site www.olhardecinema.com.br. Dentro do período, basta verificar a lista de produções disponíveis on-line no próprio site e fazer a locação da sessão no valor de R$ 6.

Crédito da imagem: Bruna Pereira/Olhar de Cinema/Divulgação

 

Crédito da foto: Divulgação/Universal

 

Rudney Flores é jornalista formado pela PUCPR, assessor de imprensa e crítico de cinema, com resenhas publicadas nos jornais Gazeta do Povo e Jornal do Brasil.

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